Esta coisa de marcar as comunicações ao país para imediatamente antes dos jogos de futebol irrita-me solenemente. Depois de o Coiso e aquele ministro das finanças muito competente terem falado no intervalo do Barcelona-Real Madrid, foi o Passos Coelho a utilizar a mesma táctica meia-hora antes do Portugal-Luxemburgo. Agora, é o Gaspar que fala cinco horas antes do Porto-PSG. Mais uma vez com a clara intenção de acabar a intervenção em cima da hora do jogo para abafar as reações negativas.
Coisas que me tiram do sério
Rui Rocha,

O que significa
…que há bola a mais.
…que há segunda-feira não se trabalha.
É bem capaz de ter razão…
Pois a mim o que me lixa é a professora do meu filho mais novo, que anda na primária, marcar trabalhos de casa particularmente extensos nos dias em que há jogos à noite. Dá sempre merda lá em casa, com a mãe a insistir que o miúdo tem que fazer os trabalhos todos e eu e ele a defendermos que ver o jogo é prioritário. A professora bem que se podia moderar, bolas.
O que nos leva a outro tema muito importante. E não estou a brincar: esta coisa dos deveres escolares é uma estopada. Depois do dia todo na escola, deviam deixar as crianças em paz.
Estou plenamente de acordo.
Quando eu andava na primária, saía da escola às quatro da tarde e, quando muito, tinha meia hora de trabalhos de casa.
Hoje as crianças saem (na melhos das hipóteses) às cinco e meia (muitas ficam no ATL, outras têm por fora aulas de natação, inglês, judo e tutti quanti) e trazem para casa uma hora de trabalhos.
É uma brutalidade. A arescentar às mochilas pesadíssimas que têm que carregar para lá e cá.
Mau timing definitivamente, pois conferências de imprensa com más notícias dão-se nos intervalos dos jogos do Benfica.
Questão de coerência.
lol. Calma, o Porto-PSG não é assim tão importante para que falar 5 horas antes seja sinónimo de uma estratégia deliberada de “abafamento da discussão”.
Mas se fosse antes do Dornelas do Zêzere contra o Cebolas de Sendim já achava esquisito.