No próximo sábado, dia 8 de março, a Leopardo Filmes promove uma homenagem a Alain Resnais, uma semana após a morte do realizador francês, aos 91 anos.
Ao longo da semana irão ser exibidos, no Cinema Medeia Monumental e sempre às 12h30, oito dos filmes mais marcantes do cineasta.
“Muriel ou o Tempo de um Regresso” será o primeiro e dará início ao ciclo que inclui ainda “Hiroshima, Meu Amor”, “A Guerra Acabou”, “Corações”, “Ervas Daninhas”, “É Sempre a Mesma Cantiga”, “Fumar” e “Não Fumar”.
No domingo, 16 de março, será novamente exibida a obra-prima “Hiroshima, Meu Amor”, que assinalou a estreia, na longa-metragem, de Alain Resnais e a colaboração com Marguerite Duras, que assinou o argumento.
Este homem da Nouvelle Vague tem uma trajectória marcada por cinco prémios César do cinema francês – três como melhor filme e dois como melhor director-, dois Ursos de Prata de Berlim, três prémios na Mostra de Veneza, um BAFTA e um prémio especial do júri de Cannes, entre outros.
Resnais foi um dos realizadores que mais me fascinou quando jovem mulher com pretensões intelectuais. Em particular, Muriel e Hiroshima.
Entretanto, fui perdendo o pendor intelectual – para bem de todos os que rodeiam e para mim própria – e, agora, até tenho medo de rever estas duas obras primas porque, hoje, tenho muito pouco que ver com a mulher que, então, se aproximava dos trinta anos.
Mas, apesar de não haver nada pior do que voltar a amores do passado, creio que não resistirei a rever Hiroshima…


Eu nem sabia que ele tinha falecido.
Não vi Hiroshima meu amor naquela altura da vida em que uma pessoa fica marcada por sensações fortes e novas, mas vi-o há alguns anos, já sabendo uma coisa ou outra de cinema, e fiquei maravilhado pela beleza e humanidade da história. Fui vendo mais, nunca tão fascinantes como o primeiro filme dele, mas sempre interessantes, diferentes e estimulantes.
O cinema perde um mestre, sem dúvida.
Também não sabia que ele tinha morrido. Belos filmes! Obrigada pela dica do programa, Helena, vou tentar rever alguns deles (a hora de exibição é que é complicada).
Reveja Hiroshima, cara Helena Sacadura Cabral. Isso de não devermos “regressar” aos sítios onde fomos felizes foi escrito por alguém num dia muito mau… ( olha lá, eu nunca tinha, assim, regressado à Berlenga…onde in illo 1972, me perdi por umas sardas e uns olhos verdes, vindos da igualmente verde Erin…está bem, está… )
vamos aguardar que alguém avance para a sequela “fukushima, meu …”
enquanto aguardamos por esta sequela, podemos assitir a outra, a sequela de clube dallas, protagonizada pelo par, perdão, dupla, paulo “mate-o macónaei” rangel e nuno “dejarédelito” não-sei-quantos reióne…
caramba, não é que são mesmo, mas mesmo mesmo, iguaizinhos à dupla oscarizada do dallas baíeres clube…
Cara Helena Sacadura Cabral, não sei se lerá este comentário, mas cá vai: sei que aprecia cinema e gostava de lhe pedir um depoimento para o meu blogue cinéfilo “Os Filmes das Vidas Deles”, mas não tenho o seu endereço de e-mail. Conhecemo-nos há uns anos na Guerra e Paz, aquando da feitura do seu livro Porque É Que as Mulheres Gostam dos Homens… Se quiser ter a gentileza de me enviar um e-mail, ficava muito grato. Cumprimentos, Jorge Silva
Esqueci-me do e-mail: jomigsilva@sapo.pt