Pronto, eu prometo que não falo mais de Itália. Mas também têm de me prometer ouvir – até ao fim! – esta canção da fogosa Dalida (Yolanda Gigliotti de sua graça). Quem se lembra ainda desta egípcia, filha de emigrantes italianos no Cairo, que cantava num francês macarrónico e encantou tudo e todos durante os anos de ouro da canção francesa? Mesmo assim, à fama sucedeu-se o esquecimento e ela acabou por suicidar-se, incapaz de suportar o anonimato. Vá lá, ouçam-na aqui a contar com muita graça a história de Giuseppe Frabrizio Luca Santini, um napolitano típico.
(toda a letra aqui)

A voz feminina mais sexy, da historia da canção. Hoje já não há vozes assim. Dalida fez parte da minha adolescência, com uma voz, confesso, me punha doido. Ainda hoje quando oiço algum dos seus discos fico……..ui.
Em parafuso?
Dalida,que saudades…e pode falar de Itália,deixei lá um bocadinho de “mim” há dois anos,entre Burano e Torcello,quase já no que chamam a lagoa morta, em Veneza. Fiz uma pequena surpresa à minha mulher,para comemorar as bodas de prata.Não sei se lá voltaremos mas nunca esquecerei. (talvez nas bodas de oiro…!)
Olhe que surpresa bonita, Fernando. Hão-de voltar lá nas bodas de ouro, vai ver. Mas o melhor é não ficarem à espera da data… vão quando vos apetecer.
Realmente……mais parafuso e menos Zé !
Lembro-me muito bem da Dalida e desta canção. Mas nunca tinha atentado na letra. Uma interpretação muito gira. 🙂
E a história é muito engraçada, Luísa. Tipicamente napolitana.
🙂
Livra-te de não falar mais de Itália.
Ela não era uma mulher – era uma multinacional. Morreu numa crise.
Lol. Só tu…
Fantástica!, apesar do francês macarrónico, que lhe dava uma certa graça, lembro-me bem deste Gigi.
:))
Imagina-se logo a chegada do Gigi a Hollywood e a decepção, depois de achar que as “gringas” lhe cairiam aos pés como as vizinhas napolitanas, não é?
A Dalida canta (e conta) esta história com uma graça especial.
Fizeste bem em trazer aqui a Dalida, Ana. Há-de aparecer também nas ‘canções do século’.
Sim, também acho que faz parte do rol. E tens várias por onde escolher. Sugiro “Paroles, paroles”, é das mais conhecidas e sempre se vê o Delon…
Ciao amore , ciao amore …» esta canção, interpretada por Dalida , «valeu» a morte (suicídio) do seu autor. «Ou vencemos o festival, ou suicido-me », sentenciou o companheiro da cantora. No final a canção ficou em segundo lugar. O autor cumpriu a promessa e, a partir daí, os dias de Dalida tingiram-se de negro. Até ao dia em que foi ter com o companheiro.
Não sabia disso, Bambino. O motivo para o suicídio dele é que me parece um bocado deslocado… alguma coisa mais haveria por detrás disso, aposto.