Cheese!


Teresa Ribeiro,

Admito. A maioria das fotos que constam dos nossos álbuns de família são lugares comuns. Demasiados repuxos e canteiros de flores em fundo, expressões e poses batidas, uma falta de imaginação confrangedora. Somos demasiado quadrados, é o que é. Falta-nos criatividade e ousadia.

Felizmente há sempre alguém que nos confronta com o nosso próprio conservadorismo bacoco, há sempre alguém que, como clama o poeta, diz "não" ( ou "sim", ou "humm", ou "oh my god!") e nos faz pensar na vida.

Falo por mim. Fartei-me de pensar quando vi estas fotos. Na vida e na câmara. Não a fotográfica mas a pedagógica, que fica em Cascais.

 

Adenda: Descobri entretanto que a ideia que a Clara classificou de "inédita e extraordinária" já tem anos. Acontece-lhe muito.

19 comentários em “Cheese!”

  1. Cada Clara tem os orgasmos que merece. Aquele a expelir o fumo do cigarro que tem nos dedos deve ter sido extraordinário até ao momento em que começaram a sair os pulmões. Os repuxos e canteiros de flores ficaram na câmara. Não a municipal, mas a ardente.
    Um orgasmo é sempre um plágio. Hehe…

  2. Enfim! Desde o caso do New Yorker que eu não dou para o peditório desta cientista. Tenho para mim que as regras do bem viver deixam a senhora na sala e a outra na cama. Quando a outra sai do quarto é o que se vê.
    Tivessem estas fotografias sido expostas há mais tempo e eu teria tido um problema resolvido. Perguntava-me, há dias, um aluno qual a diferença entre pornografia e erotismo e eu lá deambulei entre eruditas concepções: com estas imagens seria fácil a explicação. A pornografia pode bem ser um despudorado mau gosto que nem carece de ser explícito.
    Outra coisa me intriga: o fotógrafo dos êxtases foi o marido. Ora se o Código Civil diz que o marido se presume o pai dos filhos nascidos na constância do casamento, logo é-me lícito supor que o responsável pelos êxtases ocorridos na constância do casamento é o marido. Assim sendo, as vistas ora expostas foram tomadas em directo e ao vivo. Sempre supus que o homem dos sete instrumentos era um mito rural. Pelo vistos o homem de dois instrumentos existe mesmo.
    E os filhos de CPC? Que sentirão ao ver a mãe nestes extáticos preparos?

  3. Isto é tão original como aquele artigo da “NewYorker” que esta senhora há vários anos copiou e fez publicar na revista “Visão” onde era colaboradora semanal, episódio após o qual foi pura e simplesmente posta na rua. Tal como V. diz, Teresa, à Clara acontece-lhe muito e, à falta de ideias próprias, vamos lá a copiar qualquer coisa a outros e fazê-las passar por originais.

    1. Teresa, o Pedro já disse tudo – ” Adeus Princesa” – acrescento – para mim é uma despedida triste…A minha filha cresceu a ler os seus livros -o meu pai, paciente do pai dela, Prof. Dr. Pinto Correia, falava-nos do orgulho que o seu médico tinha pela filha…Eu também admirava a Clara..Fico triste, mais uma vez…

  4. Ouvi hoje a senhora na Comercial dizendo que haviam coisas pelas quais não tínhamos que pagar e que nos faziam imensamente felizes. É verdade. Mesmo a preto e branco e fumegantes… Enfim.

    1. Estou consigo, Ariel. Sou tudo menos puritana e isto só me choca esteticamente, pelo mau gosto (mais do modelo do que da ideia, enfim). Mas também… what else is new, tratando-se da Clara Pinto Correia?

      1. Antes de seguir o link da tua adenda (e sem saber que já tinha sido feito, afinal) ia dizer aqui que o interessante seria fotografar a expressão de muitas pessoas em pleno orgasmo e fazer com isso uma exposição. Muito diferente é ter como único modelo a CPC, o que me parece de um exibicionismo pateta e perde todo o interesse documental.

        1. Sem esquecer que anda por aí muito boa gente que já tem cara de orgasmo. E agora, desde que a Manuela Moura Guedes se meteu num certo processo em investigação e o ‘kung-fu’ regressou à pátria e comprometeu o primo, já devem estar a aparecer mais caras de orgasmo.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *