Chamuças nos Olivais


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Há anos que o bom do José Paulo Pinto Lobo faz o favor de ir lendo o que boto em blogs. Por isso sabe bem da minha única adesão ideológica: o chamucismo. Já explicitei a minha crença de que o motor da História é a demanda de chamuças, a Utopia pregnante é perfeição da Chamuça, e que a Estética se funde na Ética no propósito da correcta condimentação sob o crocante da massa.

Disso conhecedor o Pinto Lobo logo me avisou que na festa popular na Encarnação (Olivais) – a decorrer até ao próximo fim-de-semana – ali estaria um templo da Chamuça. Logo acorri e pude comprovar da verdadeira, e inolvidável, excelência das chamuças que o simpaticíssimo Edgar Bragança ali está a distribuir, iluminando mentes e palatos.

Comi várias, falámos um pouco da “Pérola do Índico” – de onde ele é oriundo – e de alguns amigos comuns, mas pouco pois ele não tinha mãos a medir, face aos gulosos clientes que se enfileiravam ali defronte. Para culminar abarquei uma fatia de bebinca que estava, pura e simplesmente, e para não exagerar, soberba.

Parti, com a alma sossegada, pois dotado do folheto do World Masala – Comida com (C)Alma, assim com possibilidades de encomendar a decerto que magnífica “comida ao domicílio” que a equipa do Edgar Bragança providencia.

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Quando é para resmungar um tipo deve fazê-lo. Mas para isso também deve louvar quando é para louvar. E nisso há que frisar que está muito bem a Festa que a Junta de Freguesia dos Olivais está a organizar durante estes quinze dias. Ide lá, mesmo que fregueses de outras paragens. E, insisto, visitai o sítio das chamuças

13 comentários em “Chamuças nos Olivais”

  1. Adoro chamuças. Por razões de saúde, vá, não as posso comer picantes, mas babo-me por boas chamuças estaladiças.
    Já consigo fazer um caril de gambas com manga e arroz basmati bastante razoável.
    Um dia destes vou fazer um workshop de chamuças.

    1. Constato, mais uma vez, que a nossa co-bloguista é mulher de talentos… Esse worshop terá que ser divulgado, para bem comum. Soube há dias de um seminário (também nos Olivais) de culinária indo-moçambicana. Esperemos que se repita.

      1. É notório – sempre – as adesões ao totalitarismo que reinam entre os comentadores mais assíduos no DO. Pois até o livre-arbítrio de cada um sobre a barriga própria é posto em causa. Isto chega a ser tétrico.

        1. Fico bastante ofendido por o jpt pensar que eu sou totalitarista. Nada mais longe da realidade.

          Além disso, o livre-arbítrio é da própria barriga, raramente do seu hospedeiro

  2. Também sou chamuceiro militante.
    Recomendo as do Mercado de Alvalade, acabadas de fazer, todos os sábados. Quando lá vou, abasteço-me sempre com um cartucho delas.

    1. Camarada chamuceiro, temos que fazer uma sortida… “Ergue-te ó vítima da… gula” e faremos uma barricada delas. Até seria de convocar algum outro camarada (ou “amigo”) – mas não estes comentadores que nem nos querem deixar encolher a barriga.

      1. (,,,) e faremos uma barricada delas.
        Não estaria melhor: (…) “e faremos uma ‘barrigada'”? Ou está com medo de ficar com uma barrigona?

      2. Também sou um chamuceiro dos quatro costados, por acaso. E isso dos cartuchos de chamuças… Bem, não sabia.

        Mas agora fui acusado de totalitarismo abdominal, portanto já não vou!

        Passo lá depois, já que ando muitas vezes por Alvalade.

  3. Multiculturalismo gastronómico, sempre de aplaudir e divulgar.
    Quanto ao evento promovido pela JFO na Alameda da Encarnação, não posso deixar de recomendar uma visita à barraquinha dos produtos de Lamego:
    Medalha(s) de Ouro – Alheiras (tradicionais) e morcela com cominhos.
    Medalha de Prata: Queijo mistura cabra/ovelha, meia cura, este da região da Beira.
    Quanto ao perímetro abdominal, esqueçam, eu nem tenho coragem para me pronunciar.
    Bom apetite

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