– Modulação.
– Modelação.
– Não, não. Modulação
– Insisto. Modelação.
– Modulação, chiça.
– Modulação, porra.
– Meus senhores, meus senhores, infelizmente o tempo para a nossa reunião acabou. Dou a sessão por encerrada. Senhor Secretário, vamos redigir a acta.
– Muito bem, Sr. Presidente. Pode ditar quando quiser.
– Aos vinte e sete dias do mês de Setembro, pelas dezassete horas, em Lisboa, reuniu pela primeira vez a Comissão de Coordenação da Coligação com a presença de todos os seus quarenta e três membros.
– Somos só trinta e nove, Senhor Presidente.
– Pois, tem razão. É que parecíamos mais…
– Isso acontece sempre que o deputado Abreu Amorim está presente, Sr. Presidente. E de facto éramos quarenta e um. Mas o Dr. Nogueira Leite entretanto pirou-se e o Sr. Jacinto Leite Capelo Rêgo não chegou a aparecer.
– Tem razão, tem razão. Corrija então, por favor. Continuemos. Iniciados os trabalhos, procedeu-se de imediato à discussão do ponto único da ordem do dia, relativo à modelação da TSU.
– Modelação ou modulação, Sr. Presidente?
– Ahnn, modelação, acho eu. Ou será modulação?
– Oh Senhor Presidente, por amor de Deus. É modelação, Sr. Presidente. Modelação.
– Peço desculpa, Sr. Presidente. Mas se o deputado Abreu Amorim continuar a pressioná-lo desta maneira para influenciar o sentido da acta, abandonaremos de imediato esta Comissão. E, em todo o caso, é modulação, Sr. Presidente. Modulação.
– Modelação, chiça.
– Modulação, porra.
– Meus senhores, meus senhores, um pouco de calma. Deputado Abreu Amorim, peço-lhe encarecidamente que se sente e que largue imediatamente o pescoço do membro desta Comissão que estava sentado ao seu lado. Isso. Esse mesmo. Esse que está a ficar todo roxo. Obrigado. Muito bem, Sr. Secretário. Por favor risque esse último parágrafo e substitua pelo que passo a ditar: Tendo em conta o superior interesse nacional, esta Comissão constata a insuficiência dos meios de que dispõe e apresenta uma forte recomendação no sentido de serem criadas, na sua dependência, uma Unidade Técnica de Apoio, uma Estrutura de Missão e um Gabinete de Estudos que se consideram indispensáveis para a concretização dos objectivos de coordenação que lhe foram confiados. Da mesma forma, considera-se da maior importância a aquisição imediata de um dicionário de língua portuguesa. Ilustrado.
– Quer consignar em acta a ordem de trabalhos prevista para a próxima reunião, Sr. Presidente?
– Sim, pode ser, Sr. Secretário. Na próxima reunião o ponto único será a remodelação do governo.
– Remodelação ou remodulação, Sr. Presidente?
– Chiça, porra, Sr. Secretário. Não ponha nada. E diga aí ao senhor deputado Amorim que nem pense em abrir o bico.

Estava para aqui preparada para ler muito mais texto, quando de repente me cortaram, não o bico, mas um momento de prazer.
Obrigada! Diverti-me com este pequeno momento.
Eu é que agradeço a leitura, Maria.
Credo, nem sequer “consensualizaram” a agenda da próxima reunião.
Estes aspectos fundamentais provocam sempre grande polémica.
Começo por perguntar ao amigo o seguinte: é Capelo ou lá pelo. É que sem estar devidamente esclarecido fico com a sensação que perco o fio á meada. Em tempos de crise a confusão instala-se-me pelos neurónios.
Sim, porra, chiça, penico chapeu de palha. A gente vai ter que se modelar através de frequências moduladas stéreo (FM). Penso que do conselho de cu-ordenação virão short waves (SW). Tá visto que isto em AM (Abreu Amorim) não alcança nada.
Lapelo, sem dúvida.
Muito bom.
Obrigado, Ana.
Caríssimo, Rui, permita enviar através do seu post uma mensagem ao nosso Miguel Macedo.
Prezado Miguel Macedo,
Sob anonimato nunca se pode dizer tudo o que desejamos, por ser cobardia. ortugal-e-um-pais-com-muitas-ci_4901.htm l
Contudo, desejo responder-lhe a estas afirmações http://noticias.sapo.pt/nacional/artigo/p
desta forma:
Já que aqui estou
http://www.youtube.com/watch?hl=en&hl=en&v=Nk7RsQGICYs
para concluir, convidando-o a abrir caminhos connosco KI&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=-i8W9hbvI
Penso que as cigarras ainda não se deram conta que quem paga sente mesmo a crise. A saber:
1400 milhões de desempregados (sim, estes também são o rosto do alto custo do resgate. Estes pagam para que outros o tenham)
2600 milhões vivem abaixo do limiar da pobreza
Parte da classe média agora é pobre, uma outra parte para lá caminha. Mas, ainda desta, uma pequena parte, anda armada em pequeno-burguesa, à conta do faz de conta.
Por último, por um momento, cante verdadeiramente, fazendo de conta que quem paga as contas são os membros do governo. É que assim todos nos lembraremos do tão conhecido dito: Pobretes mas alegretes.
Por favor, aquele tipo de pedagogia não. É preferível cantar-nos a estorieta do lobo mau. Já agora, por favor, peça ao Vitinho para, na próxima reunião que tiver com o Schauble, levar uma escada e colocar à frente deste. Vai ver que, assim, o tipo não sobe para a lombada de ninguém.
Abraço