
«Enaltecemos os heróis porque são raros, mas estamos sempre prontos a culpar algum homem por falta de heroísmo.»
Graham Greene (1904-1991)

«Enaltecemos os heróis porque são raros, mas estamos sempre prontos a culpar algum homem por falta de heroísmo.»
Graham Greene (1904-1991)
Olá Pedro. Só por curiosidade. Se escolhes 100 que deveriam ter recebido o Nobel, quer isso dizer que achas que houve apenas 22 que o mereceram receber? Ou terias antes atribuído mais que um por ano (penso que houve 4 casos desses)?
Houve alguns anos em que foram dois a receber, sim, João. Assim de memória, sem consultar nada, lembro-me de 1966 e 1974, por exemplo.
Nada obriga no regulamento do prémio que seja atribuído a um só escritor. Aliás não me admiraria que passasse a distinguir dois todos os anos – uma escritora e um escritor. Para ficar garantida a “igualdade de género”. Ou de sexo, pelo menos.
Um escritor que admiro. Ficava-lhe bem um nobel. Mas, o ter ficado enquanto muito nobel passou sem rasto, vale por si.
Sim, é uma espécie de prémio dentro do prémio. Ou fora do prémio, melhor dizendo.
Outra forma de premiar.
https://ma-schamba.blogs.sapo.pt/a-siri a-nas-nacoes-unidas-1921101
Esse é um dos livros da minha vida.
Vários de Greene o são: a Inocência e o Pecado, O Poder e a Glória, O Fim da Aventura, O Nó do Problema, Os Comediantes…
Já li três vezes O Americano Tranquilo – e tenho a certeza que voltarei a visitá-lo. Quando vivi no Oriente senti mais que nunca que este romance que nos fala de factos bem reais percebia melhor a história e a geografia contemporâneas do que mil doutos ensaios académicos.
Só li o Cônsul Honorário, Pedro, e confesso que sendo interessante é insuficiente para um Nobel. Vou anotar os títulos que sugeres para um destes dias.
Todos estes são superiores, Paulo.
Passados em países muito diferentes: Inglaterra, México, Congo, Vietname e Haiti.
Obras-primas, cada qual à sua maneira.