Cem escritores que deviam ter ganho o Prémio Nobel (41)
Pedro Correia,
«Os limites da minha linguagem determinam os limites do meu próprio mundo.»
Ludwig Wittgenstein (1889-1951)
2 comentários em “Cem escritores que deviam ter ganho o Prémio Nobel (41)”
Apesar do por mim observado em (26) a propósito de T. Adorno, e da útil e válida resposta de Pedro Correia, é de assinalar que há dois Wittgensteins, um, o do “Tratado Lógico-Filosófico” e outro, o das “Investigações Filosóficas”. Creio ser caso único na história da filosofia.
A sua biografia foi escrita por R. Monk “Ludwig Wittgenstein The Duty of Genius” (vintage books, isbn 0099883708) que assim inicia:
“Why should one tell the truth if it´s to one´s advantage to tell a lie? Such was the subject of Ludwig´ Wittgenstein ´s earliest recorded philosophical reflections. Aged about eight or nine, he paused in a doorway to consider the question. (…)”
Há dezenas de teses escritas sobre a filosofia (a 1ª , a 2ª?) deste homem. E o melhor é lê-lo na orinalidade. A Fundação Calouste Gulbenkian editou aquelas duas obras num volume, e a ed. 70 editou os apontamento coligidos pelos seus pares e discipulos em vários livros.
Termina assim o “Tratado…”:
“Acerca daquilo de que se não pode falar, tem que se ficar em silêncio”.
Há um livro formado a partir de “um caso de vida” ed. Bertrand que é “O Atiçador de Wittgenstein”, livro este que sugeria a outros a propósito da realidade factual e a forma de a valorar.
Caro Monge Silésio, agradeço-lhe – uma vez mais – o contributo que dá para esta minha série, que existe para os leitores e em função deles. Aproveito, aliás, para reiterar o desafio a quem queira dar sugestões para a elaboração desta lista, que nem sequer vai a meio. A frase que menciona, a rematar o ‘Tratado’, acabou por tornar-se uma das mais célebres do século XX enquanto citação literária. A importância de Wittgenstein, a vários níveis, torna quase incompreensível o facto de não ter sido sequer equacionado como candidato pelo Comité Nobel.
Apesar do por mim observado em (26) a propósito de T. Adorno, e da útil e válida resposta de Pedro Correia, é de assinalar que há dois Wittgensteins, um, o do “Tratado Lógico-Filosófico” e outro, o das “Investigações Filosóficas”. Creio ser caso único na história da filosofia.
A sua biografia foi escrita por R. Monk “Ludwig Wittgenstein The Duty of Genius” (vintage books, isbn 0099883708) que assim inicia:
“Why should one tell the truth if it´s to one´s advantage to tell a lie?
Such was the subject of Ludwig´ Wittgenstein ´s earliest recorded philosophical reflections. Aged about eight or nine, he paused in a doorway to consider the question. (…)”
Há dezenas de teses escritas sobre a filosofia (a 1ª , a 2ª?) deste homem. E o melhor é lê-lo na orinalidade. A Fundação Calouste Gulbenkian editou aquelas duas obras num volume, e a ed. 70 editou os apontamento coligidos pelos seus pares e discipulos em vários livros.
Termina assim o “Tratado…”:
“Acerca daquilo de que se não pode falar, tem que se ficar em silêncio”.
Há um livro formado a partir de “um caso de vida” ed. Bertrand que é “O Atiçador de Wittgenstein”, livro este que sugeria a outros a propósito da realidade factual e a forma de a valorar.
Caro Monge Silésio, agradeço-lhe – uma vez mais – o contributo que dá para esta minha série, que existe para os leitores e em função deles. Aproveito, aliás, para reiterar o desafio a quem queira dar sugestões para a elaboração desta lista, que nem sequer vai a meio.
A frase que menciona, a rematar o ‘Tratado’, acabou por tornar-se uma das mais célebres do século XX enquanto citação literária. A importância de Wittgenstein, a vários níveis, torna quase incompreensível o facto de não ter sido sequer equacionado como candidato pelo Comité Nobel.