
Toco, teço e entrelaço
com dedos de descobrir
Lanço redes num abraço
à flor da pele me desfaço
na vertigem de sentir
Tudo é matéria, se é tempo
de epidérmicas razões
Danço num sopro de vento
rasga-me cada tormento
gelam, queimam, as pulsões
E todavia, invisível
eterno e primordial
corre o rio do intangível
imperioso, indefinível
matriz de tudo, afinal.
(Imagem: René Magritte)

Muito bonito.
Muito simpático.
Gosto muito deste poema, que «casa» lindamente com o quadro. E fez-me lembrar esta notícia: s-no-cern-indicam-que-o-universo-comecou-c omo-um-liquido_1467943
http://publico.pt/Sociedade/experiencia
Obrigada, Nicolina. Gosto dessa imagem de um universo inicial líquido, talvez até amniótico.
A sério:
É um poema muito diferente do trevial. Um poema que dá gosto ler, porque obriga a reler. Raia o genial porque podemos dançar num sopro de vento. Declamaria este texto acompanhado ao piano por Pedro Burmester.
A brincar:
É um poema que não serve para ser cantado pela Katia Guerreiro…
Acompanhado ao piano pelo Pedro Brumester ou cantado pela Katia, este poeminha ganharia asas, João.
Mas obrigada pelas palavras “a sério”, que ele não merece.
‘Bravô’!!! Clap-clap-clap! 🙂
Vou pensar no “encore”, Chloé…
🙂