Manuel Alegre lançou ontem a sua candidatura, nos Açores. A SIC Notícias, sempre em cima do acontecimento, logo tratou de analisar a iniciativa. Para o efeito, convidou Maria João Avillez a juntar-se a Ricardo Costa, jornalista da casa.
Maria João começou por estranhar a ausência de dois açorianos nesta iniciativa em Ponta Delgada: Jaime Gama e Medeiros Ferreira. Em vão Ricardo Costa lhe lembrou que o presidente do Governo Regional, Carlos César, esteve presente – o que é muito mais significativo. A sua parceira de “debate” já ia lançada, a grande velocidade, no discurso anti-Alegre. Falando em nome do País, transformou o debate num tempo de antena à proto-candidatura de Cavaco Silva.
“Não é isto que o País quer. Não é isto que o País precisa”, dizia a comentadora convidada da SIC N. “Isto”, bem entendido, é Manuel Alegre. “Suprapartidário não é. Neste momento é uma presa do Bloco de Esquerda”, prosseguiu. “Enquanto Portugal caminha para o abismo, ele fala de Antero de Quental”, insistiu. “O País não quer excessos, retóricas, pessoas pouco esclarecidas”, advertiu. Alegre “é a pessoa mais errada que podia aparecer agora para este específico momento”, concluiu.
Depois mudou de tom. O facto do dia era a candidatura de Alegre, mas ela preferiu falar de Cavaco. Sempre de Cavaco. Para dizer o seguinte: “Ele tem um bom entendimento do cargo. Ele é uma pessoa muito rigorosa, teve uma enorme experiência governativa. Percebe muito de finanças públicas.”
Tendo o actual inquilino de Belém todos os atributos enunciados por Maria João Avillez, nestas suas comparações a preto e branco entre Alegre e Cavaco, percebe-se mal como é que Portugal “caminha para o abismo”: um Presidente com tão manifestas qualidades não é capaz de travar esta marcha fúnebre? Isto ia eu pensando com os meus botões, mas minudências deste género não faziam travar a comentadora da SIC N nas suas reiteradas proclamações pró-Cavaco: “Percebe muito de finanças publicas. É isto que o vai fazer ganhar.”
Fantástico. Cavaco ainda nem sequer é candidato e já tem a vitória assegurada. Venceu ontem cerca das 22.25, nos ecrãs da SIC N. Em directo, ao vivo e a cores. A preto e branco, só mesmo os comentários.

O que é demais é moléstia, diz o povo e com razão. Também me incomodou o “espectáculo”. Até tive um mau pensamento: realmente mais vale ter um sobrenome com consoante dobrada do que dois com consoante simples. Porque, ou me engano muito, e admito enganar-me porque nem sou Cavaco Silva, nem o Papa e muito menos tenho origem divina, ou tanta falta de objectividade e “centração” no ego, não é só parcialidade mas sim incompetência. Pura e dura. O rei vai nu, é o que é.
(E não, nunca fui “alegrista”, whatever…).
Errata:
Onde está: ” ou tanta falta de objectividade e “centração” no ego”.
Deveria estar: “ou tanta falta de objectividade e tanta “centração” no ego”.
:))
“Tendo o actual inquilino de Belém todos os atributos enunciados por Maria João Avillez, nestas suas comparações a preto e branco entre Alegre e Cavaco, percebe-se mal como é que Portugal “caminha para o abismo”: um Presidente com tão manifestas qualidades não é capaz de travar esta marcha fúnebre?”
tem que compreender que com o Governo e com a nossa comunicação social, que apesar de todos os avisos do Presidente da Republica , andaram sempre a assobiar para o lado…levando José Socrates ao colo…quando o Presidente da Republica criticava o Governo, a nossa comunicação social, “caía em cima” do Presidente da Republica, como se fossem cães raivosos, em geral…então no DN, nem se fala…
O que não se compreende, Pedro Correia, é como é que os Passistas, fazem um acordo com Socrates e deixam de fora as Grandes Obras…é uma de uma estupidez impar! só fazem perder tempo…
outra estupidez impar, deste PSD Passista, é introduzir a Revisão Constitucional em plena campanha eleitoral para as Presidenciais…é certo que é um tema, que Manuel Alegre ( Bloco de Esquerda, Xuxas, Passistas )preferem discutir nas proximas eleições Presidenciais do que a situação económica, e que o PSD Socretino vai introduzir…
este PSD foi mesmo clonado do PS de Socrates…
Tenho que lhe dizer que a prestação desta senhora (que não vi), é sempre tendenciosa e mais, eu entendo que um jornalista, tenha partido, credos religiosos, clube de futebol, etc…, mas não entendo quando tudo isso ultrapassa a isenção esclarecedora que se espera. Não consigo ouvir esta senhora falar, revolta-me completamente as tripas, a soberba, arrogância e a ” supra inteligência ” que mostra, faz dela uma jornalista repelente.
Se acaso ela fosse amiga do MA e frequentasse a casa dele, por altura do chá das cinco, acredite que estaria a dizer bem dele.
O problema pelo que percebi Pedro, também tem a ver com o chamar-se uma pessoa para comentar ” alhos ” e ela vem falar de ” bugalhos “.
Ás vezes penso que posso ter uma espécie de raiva, e tento ler a crónica dela na revista Sábado, mas na verdade não consigo ler mais de duas frases. É um caso perdido.
Lembro-me sempre das ” palas ” nos burros, quando vejo, ou melhor oiço esta senhora.
Também reparei. Uma miséria.
Eu preferia um Presidente politico e interventivo, que um presidente economista sempre cheio de contenções e decorativo.
Dramático seria se o país tivesse de ficar entalado entre estes dois pavões, sendo o (muito mau) bardo ainda mais ufanante e cheio de si mesmo que o Professor…
Felizmente, para ganhar ou não, haverá na corrida alguém que provou na sua vida – e não meramente proclamou ao vento – ter a coragem da acção, não da mera e insuportável retórica oca.
Caro Pedro, om/2010/01/e-se-como-o-meu-milhao-de-vot os-eu.html), Cavaco nem vai precisar de fazer campanha.
Não me lembro de ver semelhante coisa nos meus quase 46 anos de vida.
Confirmando o que escrevera há algum tempo no meu blogue(http://devaneiosaoriente.blogspot.c
Só precisa de ficar calado que, se falar muito, ainda pode dar mau resultado.
Tem razão. O PS, o PC e o Manuel Alegre se encarregarão de o reeleger, da mesma maneira que o elegeram.