Perpétuo Engano da Minha Prima Catarina


tralhasdavida,

Durante toda a infância, a minha prima Catarina andou enganada a cantar em plenos pulmões o cântico de missa:

“Como (do verbo comer) um veado à ceia, p’las águas vivas. Assim minh’alma, anseia, por Vós Senhor.”, o que não lhe fazia lá grande sentido, até que um dia deu finalmente de caras com o texto e verificou que afinal não havia qualquer componente degustativa na prece. Dizia o texto: “como um veado anseia p’las águas vivas, assim minh’alma anseia, por Vós Senhor.

Perpétuo Engano do meu Amigo Jorge


tralhasdavida,

Relembremos um grande êxito do Rui Veloso, que versa:

“Disseste que se eu fosse ao gás, tu tiravas o vestido. E o prometido é devido.”

Perfeitamente credível, defendia ele, já que, a seguir, a canção prossegue com “e eu que vinha de tão longe, do outro lado da rua”, e uma pessoa ficava a achar que, de facto,  não era pêra doce alombar com uma bilha às costas e vir do outro lado da rua.