O habitual


Sérgio de Almeida Correia,

Estádio cheio, muito calor humano, buzinadelas aos montes, transmissão televisiva e o apoio de sempre. O resultado é que não esteve à altura do ambiente que uma vez mais se criou em torno da selecção nacional. Uma exibição medíocre e a tradicional incapacidade para marcar.

Carlos Queirós pode pensar que há muitos portugueses contra ele. Mas não há. As pessoas limitam-se a seguir os treinos, os seus comentários e as exibições. Nota-se o empenho dos jogadores, mas há ali qualquer coisa que não se percebe. Ou o treinador não consegue fazer passar as suas ideias ou os jogadores não as compreendem. 

A diferença de estatuto e de meios entre Portugal e Cabo Verde merecia um outro resultado, um outro discurso da parte do seleccionador nacional. Enfim, o que ontem vimos foi apenas o prolongamento da miserável fase de qualificação, só que desta vez com um estágio mais prolongado e à beira de um campeonato do mundo. Nada a que não estejamos já habituados.      

Ficará para a próxima


Sérgio de Almeida Correia,

Um tipo leva a época toda a preparar-se nos arruamentos do Estádio Algarve, correndo o risco de ser mordido por um rottweiler. Joga duas vezes por semana, sabe-se lá com que esforço, e não há dia em que não chegue a casa cheio de mazelas para dar cabo do gelo do frigorífico e da bisnaga do Hirudoid. De manhã, quando se levanta, parece que levou uma tareia, e no fim o que é que recebe? Nada. Nem um bilhetinho para a cidade do Cabo.

É um ingrato este Carlos Queirós. Quem tem razão é o Fisgas: “Se daquela vez em que levaste a traulitada, lembras-te?, no jogo com o Messinense, tivesses ficado de muletas ele tinha-te convocado; mas como deste em fazer os jogos todos até ao fim da época, ele achou melhor não te levar“.

O meu empresário é que ficou bravo. Diz que vai combinar com o Jorge Baptista para lhe fazerem uma espera. Mas eu já lhe disse que não valia a pena, que quando este se for embora virá um outro que me há-de convocar.  Nessa altura meto uma cunha ao Madaíl. Ele ainda deverá lá ficar mais uns mundiais. Não há-de ser nada.