Os outros.


vidabreve,

A Wikipédia fechou durante 24 horas em protesto contra as propostas de lei PIPA e SOPA que aguardavam a votação do Senado e da Câmara de Representantes. Responsáveis da Google, Facebook, Yahoo e Twitter já tinham reunido para coordenarem um blackout do mesmo tipo. Estas ameaças resultaram no adiamento da votação para as calendas gregas após o recuo de alguns senadores e congressistas do Partido Republicano.

 

Seth Godin recorda-nos que a tentativa de defender a propriedade cerceando as liberdades não se materializou por geração espontânea: é um produto da corrupção, da ganância e da estranheza dos eleitos perante a internet. Quase metade dos congressistas, afirma, é composta por milionários. Para esses a opção é clara.

 

Mas Godin não acrescenta algo que me parece interessante: o combate às duas propostas de lei é organizado por gente não menos abastada, vinda da tecnologia e dos new media. Ou seja, a América é suficientemente vasta para albergar dois tipos de milionários: os progressistas e os outros. A isso chama-se sorte.

 

Nós só temos dos outros — e sempre rodeados por uma corte de anõezinhos de bóina nas mãos.

Estorvo


eventhorizon,

Pergunto-me quando será possível consultar um site de notícias sem ver uma publicidade disforme cobrir quase por completo – quando não por completo – os conteúdos. Eu percebo que os media online necessitem muito de publicidade, mas não é preciso exagerar. Para o leitor – pelo menos para este leitor – é extremamente irritante abrir um site para ler notícias e, de repente, ver o ecrã coberto por publicidades, por vezes com botões de “fechar” bastante dissimulados e esquivos. Isto num computador rápido, atenção. Num computador mais lento, a experiência é quase tortura: ver uma publicidade a abrir lentamente, aos soluços, cobrindo as notícias (e abrandando o browser até quase ao ponto do desespero) até estar completamente carregada e podermos, então, fechá-la (quando acertarmos na cruzinha, claro). Banners laterais, estrategicamente colocados entre os conteúdos e as barras de scroll, que, quando o cursor passa sobre eles, abrem e “empurram” os conteúdos para fora do ecrã também são tudo menos simpáticos (o Público Online gosta muito destes banners armadilhados). Pior ainda: usar, por algum motivo, um browser mais antigo, que não consiga carregar anúncios em Flash – o que não impede o site de carregar uma janela em branco, impedindo porém que a dita janela seja encerrada.

 

Nada contra a publicidade – é um mal necessário em qualquer meio. Mas creio que seria bom que os meios online se lembrassem de que os seus leitores não frequentam os sites para ver anúncios, mas para aceder aos conteúdos – e quando aqueles se tornam num estorvo, estes perdem um pouco do seu interesse. Um pouco como os intermináveis intervalos dos canais privados na televisão. 

Depois da morte, o ciberespaço


Ana Lima,

Os provérbios populares, como “Mortos à cova, vivos à fogaça” correm, hoje em dia, graves riscos de se tornarem obsoletos.  A ideia de prolongar a vida, no mundo virtual, para lá da morte parece que está a ganhar adeptos. Parece-me concorrência desleal ao espiritismo. Basta um computador com acesso à internet para que mortos e vivos possam encontrar-se agora num limbo onde os que já estiveram vivos podem, por exemplo, divulgar segredos a todos os que continuam vivos, sem que tal acto os possa prejudicar. Em termos pessoais e familiares isso pode ter consequências complicadas. Agora imaginem à escala de um país ou das relações entre países!

Desalento wiki.


vidabreve,

Efeitos da explosão dos “media” sociais: os segredos diplomáticos da América foram esventrados, os líderes carismáticos do Norte de África abatidos, a Europa perdeu influência e autoridade moral. No outro lado do mundo, a China prepara a tomada dos despojos. Ou seja, a internet premeia quem censura a internet.

A Invencível Armada


lauraramos,

Em três dias, no Egipto, o facebook juntou 400 000 usuários apostados na sublevação contra Mubarak.

Chamam-lhe agora Sawrabook, o livro da revolução.

Num país onde a rede ‘Al Jazeera’ ainda não chegara e a televisão do estado exibia velhos filmes a preto e branco, foi obra.

Às armas, e ao alcance de um teclado.

 

E como vamos de abrantices?


jmmcc,

As coisas que a Lusa descobre: 37 por cento dos internautas portugueses já foram vítimas de um ataque de vírus informáticos, quando a média europeia é de 31 por cento, embora 86 por cento dos internautas portugueses utilizem software de protecção (anti-vírus ou firewall), quando a média de europeus protegidos é de 84 por cento. Era bom saber o que é que pode explicar esta desagradável desproporção. Será que a Lusa poderia apurar os motivos da nossa insegurança informática ao ainda ministro da Administração Interna? Palpita-me que os novos anti-vírus e firewalls encomendados não chegaram a tempo…

Já agora, também era importante divulgar os dados nacionais sobre os ataques abrantinos a blogues, face à média europeia de Abrantes atacantes.

Evite ser mais uma vítima


jmmcc,

Inspirado pelo post da Ana Margarida aqui por baixo, deixo-vos um guia de segurança para operações bancárias que alguns já devem conhecer, mas que poderá tornar-se útil para muitos.

Assim, quando for fazer uso de serviços bancários pela Internet, siga as três dicas abaixo para verificar a autenticidade do site em que está a entrar.

 

1. Minimize a página. Se o teclado virtual for minimizado também, está correcto. Se ele permanecer no ecrã sem ser minimizado, é pirata. Não tecle mais nada.

2. Sempre que entrar no site do banco e ao digitar a sua senha, digite-a com erro ao fazê-lo pela primeira vez. Se aparecer uma mensagem de erro, significa que o site é realmente do banco, porque o sistema tem como verificar a senha digitada. Porém, se digitar a senha errada e não acusar erro, é mau sinal: os sites piratas não têm forma de conferir a informação, porque o objectivo é apenas capturar a senha.

3. Sempre que entrar no site do banco, verifique se aparece no rodapé da página o ícone de um cadeado, como deve aparecer. Além disso, clique duas vezes sobre esse ícone e confirme que surge uma pequena janela com informações sobre a autenticidade do site. Em alguns sites piratas o cadeado pode até aparecer, mas será apenas uma imagem e, ao clicar duas vezes sobre ele, nada acontecerá.

 

Aqui fica este guia preventivo. Os três pequenos procedimentos acima são simples, mas poderão garantir que V. não venha a ser mais uma vítima de fraude virtual (vulgo ‘pirataria na Internet’). Como se sabe, todo o cuidado é pouco.