The lost tracks – the 50´s with funk


claudiakover,

“I wanna be your man” é o single de estreia de Willy Moon, artista natural da Nova Zelândia. Nascido em 1989 (!), mudou-se para Berlim aos 18 anos de idade e, em julho de 2011, preencheu a edição nº1059 da crónica “New band of the day” do “The Guardian”. Actualmente Willy Moon passeia-se pelas ruas de Londres e, incansavelmente, pelos meus ouvidos. Enjoy!

The lost tracks: Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir. 

The lost tracks – de preto não me comprometo


claudiakover,

Band of horses é um grupo indie/rock alternativo americano (ou assim o diz a wikipédia). A música de hoje fez parte da banda sonora de “127 horas”. Filme que, infelizmente, ainda não vi. A banda tem três álbuns e é provavelmente uma das mais conhecidas que até agora aqui vos apresentei. Fica a esperança que não conheçam a música de amanhã. Para hoje: “The funeral”.

 

The lost tracks: Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir. 

The lost tracks


claudiakover,

A crónica esteve provisoriamente “perdida” entre o trabalho e o lazer. No entanto regressa hoje aos nossos ouvidos com “How you like me now?” de “The Heavy”, uma banda inglesa que figurou na Hot List da revista Rolling Stones em 2008. Esta mesma música foi usada num anúncio da KIA durante o Super Bowl 2010 e integrou a banda sonora de The Fighter. Se não a tiverem ouvido aí, também a podem reconhecer de séries como “White Collar” ou “Entourage”. 

 

 

The lost tracks: Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir. 

The lost tracks


claudiakover,

Hoje trago-vos algo diferente e especial. Além de nacional, por oposição a tudo o que vos apresentei até agora, a escolha da própria música também não recai sobre um encontro ocasional. Não me fiquei pelo replay constante de uma ou duas melodias, vagueado antes por todas as sonoridades do mesmo cantor/compositor, que agora vos encorajo a conhecer.

 

Walter Benjamin estreou-se com o álbum “The National Crisis” ao qual se seguiram diversos EP’s e colaborações com outros artistas como You Can’t Win Charlie Brown, Marcia e B Fachada. Também já se deu conhecer aos palcos europeus, inclusive ao Dadaist Centrer em Zurique. Actualmente reside em Londres e prepara -se para lançar o seu novo álbum.

 

Quanto à música, escolhi “Breath Well”, por nesta conseguir incansavelmente afogar os meus ouvidos. Para quem quiser mais, aqui fica o link.

 

The lost tracks: Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir. 

 

The lost tracks


claudiakover,

Hoje a música chega-nos uma vez mais da Suécia, com a banda Junip.  A música “Always” pertence ao terceio EP da banda que tem ao todo quatro álbuns editados.

 

Um dos seus membros, José González (filho de pais argentinos), alcançara já algum sucesso a solo, tendo marcado presença em diversos programas televisivos norte-americanos e as suas músicas figurado na lista de uma mão cheia de bandas sonoras de séries.

 

The lost tracks: Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir. 


The lost tracks


claudiakover,

Hoje deixo-vos com “The Grates”, banda australiana que esteve por várias vezes no top do Triple J Hottest – uma selecção da rádio australiana Triple J, votada pelo público. A banda foi varias vezes nomeada para os ARIAM (Australian Recording Industry Association Music Awards) e tem três álbuns. “Turn me on” foi o tema escolhido para a categoria “desconhecido pelos nossos lados do globo”.

 

The lost tracks: Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir. 

 

The lost tracks


claudiakover,

Lykke Li foi uma das descobertas que me levaram a começar esta playlist. Na realidade foi uma dica que me deram em Berlim e que gentilmente passaram para o meu computador. Lykke Li é o nome artístico da cantora sueca Timotej Zachrisson (vá se lá saber porque não usa este nome). Deixo-vos com “I’m good, I’m gone” mas recomendo a mesma música em versão “Black Cab Sessions” – músicas gravas num taxi, absolutamente fantásticas.

Uma curiosidade: Entre os seis e os onze anos, a cantora sueca viveu em Portugal.

 

Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir. 

 


The lost tracks


claudiakover,

Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir. 

 

Os norte-americanos “Other lives” já marcaram presença em bandas sonoras de séries como “Ugly Betty” e “One Three Hill”. A banda foi fundada em 2004, originalmente com o nome Kunek. Hoje, deixo-vos com “Black Tables”.

 

The lost tracks


claudiakover,

Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir. 

 

The Perishers é uma banda sueca indie rock, fundada em 1997. Algumas das suas músicas já se estrearam em séries norte-americanas, como Grey’s Anatomy. Hoje, deixo-vos com “Nothing like you and I”.

 

The lost tracks


claudiakover,

Comecei a explorar o universo das músicas que amigos – próximos e distantes – despejavam em redes sociais, emails e conversas de café. Dediquei-me ao youtube, deixei de ignorar as letras pequenas nos cartazes de festivais, deitei os olhos aos artigos que me pudessem alimentar esta busca  e, acima de tudo, segui o trilho, de cantiga para cantiga, de banda para banda. Rapidamente descobri uma mão cheia de pequenas melodias, ou até mesmo discos inteiros, que me despertaram a curiosidade adormecida no ouvido.

Não esperem encontrar aqui nenhum clássico, daqueles que todos nós já cantarolámos no duche, nem bandas de culto. Esta é uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir. Decidi agora partilhá-la convosco, se possível, uma todos os dias.

“Sing, sing” é a primeira. Ultra Orange & Emmanuelle é um disco de colaboração entre a banda francesa Ultra Orange e Emmanuelle Seigner (actriz, modelo francesa e mulher de Roman Polanski). 

 

«Que perfeito coração…


jmmcc,

… no meu peito bateria»… É quando a bateria e toda a acústica electrónica ficam a martelar-me os miolos. Há canções em que não se devia mexer. Não, não sou um purista do fado. Nem sequer sou um apreciador do fado. Mas há canções em que não se devia mexer. Até para não serem estafadas. E não me estafarem mais.

Songs forever


Pedro Correia,

 

Há 70 anos, uma jovem cantora chamada Vera Lynn cativava milhões de britânicos que a escutavam na telefonia com dois dos maiores sucessos de sempre no mundo da canção. Esses temas, que perduram na memória de muitos, ajudaram o Reino Unido a resistir à tirania nazi, fazendo frente às legiões armadas de Hitler. Chamavam-se We’ll Meet Again e The White Cliffs of Dover: na voz de Vera Lynn ganhavam uma vibração semelhante aos discursos de Churchill, tornando-se autênticos hinos de resistência. Nesses tempos de trevas, ela contribuiu como poucos para manter bem elevado o moral britânico.

Vera Lynn retirou-se cedo do mundo do espectáculo: durante muitos anos, não se voltou a ouvir falar dela. Até agora. O revivalismo da II Guerra Mundial, a propósito da passagem do 70º aniversário da invasão da Polónia pela Alemanha, permitiu recuperar aquelas duas canções – a tal ponto que acaba de ser editada uma colectânea de êxitos de Vera Lynn com entrada directa no top discográfico do Reino Unido. E ela ganha um novo título: o da cantora britânica mais idosa desde sempre representada na exigente lista das melhores vendas. Hoje com 92 anos, confessa-se orgulhosa com a proeza, totalmente inesperada, e vai adiantando que nem lhe passa pela cabeça regressar aos estúdios de gravação. Mas gosto de saber que as gerações mais jovens aprendem a amar também We’ll Meet Again e The White Cliffs of Dover. Por serem belíssimas canções. E por todo o significado histórico que encerram.

As canções das vidas deles


Pedro Correia,

 

O El País  pediu a cem músicos hispano-americanos que escolhessem as cem canções que mudaram a vida de cada um. Lá vieram publicadas este domingo, na revista El País Semanal. Deste júri faziam parte nomes bem conhecidos, como Alejandro Sanz, Ana Belén, Buika, Joaquin Sabina, La Oreja de Van Gogh, Raphael e Víctor Manuel. Faltaram portugueses e brasileiros, o que não espanta num jornal madrileno, para o qual o conceito de ‘hispano-americano’, pelos vistos, se esgota nos falantes de castelhano. E ainda há quem garanta que a Espanha já não padece de macrocefalia…

Mas voltemos às escolhas. Entre os dez mais, curiosamente, apenas três temas em espanhol. O primeiro lugar cabe a uma canção eterna, cantada em francês por um belga que era cidadão do mundo: Ne Me Quitte Pas, de Jacques Brel. Seguem-se God Only Knows, dos Beach Boys, Help, dos Beatles, Como El Agua, de Camarón de la Isla, e Mediterráneo, de Joan Manuel Serrat. Os Beatles voltam a ser mencionados, nas posições nº 6, 8 e 9 – com A Hard Day’s Night, A Day in a Life e Strawberry Fields Forever, respectivamente.

O top ten fica completo com There is a Light That Never Goes Out, dos Smith, e La Leyenda del Tiempo, do repetente Camarón de la Isla.

As décadas de 60 e 70 são as principais fornecedoras de canções nesta lista de sucessos memoráveis. Com temas que marcaram esses anos em que se gritava “Amor e Paz”: California Dreamin’ (Mammas & Papas), Bridge Over Troubled Water (Simon & Garfunkel) e Fortunate Son (Creedence Clearwater Revival). Bob Dylan, outro nome fundamental dessa época, surge bem representado, com Like a Rolling Stone, Blowin’ in the Wind, Don’t Think Twice, It’s Alright e Knocking on Heaven’s Door. Mas a fatia de leão cabe mesmo aos Beatles: além dos já mencionados, a selecção inclui Twist and Shout, In My Life, Rain, Yesterday, Helker Skelter e I Saw Her Standing There – acrescidos de dois temas de John Lennon, Imagine e (Just Like) Starting Over.

 

Não há Pink Floyd, nem Genesis – nem sequer os Rolling Stones. Bruce Springsteen surge apenas com Thunder Road. Madonna é ignorada. Muito pior: Frank Sinatra só tem direito a um tema solitário – Strangers in the Night. Elvis Presley é mencionado, mas Rock Around the Clock, o hino fundacional do rock n’roll, está ausente, tal como In the Mood, o mais emblemático som do swing. E se apesar de tudo surpreende a menção a Carlos Gardel (com Volver, 15º lugar) e Edith Piaf (com La Foule, 30º), a maior das críticas que há a fazer a esta escolha do El País é a omissão quase total do jazz. Com excepção de Round Midnight, do grande Theolonius Monk (55ª posição), nada mais surge. Alejandro Sanz e tutti quanti nunca terão ouvido falar em Ella Fitzgerald e Billie Holiday?

 

Amália? Carlos do Carmo? José Afonso? Paredes? Mariza? Camané? Madredeus? Inútil prosseguir: espantosamente, não há um só português nesta ambiciosas lista assim apresentada na capa da revista de domingo do El País: "Cien músicos hispano americanos eligen las 100 canciones que cambiaran  su vida." Mas os brasileiros têm quase tanta razão de queixa: estão apenas representados por Eu Quero ter um Milhão de Amigos, de Roberto Carlos (70º lugar). Alguém percebe a exclusão de Caetano, Chico Buarque, Vinicius, Tom Jobim, João Gilberto, Elis, Milton, Maria Bethânia, Milton Nascimento, Maria Montes? Estão ao nível de Julio Iglesias: ninguém os mencionou.

Se músicos como Glenn Miller, Benny Goodman, Miles Davis, Bill Evans ou Charlie Parker ficaram de fora, e todo o fantástico reportório do musical norte-americano também (Over the Rainbow, Singin’ in the Rain…), alguns temas instrumentais acabam por figurar nesta selecção das cem melhores canções divulgada pelo El País, o que não deixa de ser surpreendente. Temas como Almoraina, de Paco de Lucía (27º lugar), ou Atlantis, dos Shadows (75º). Raras fugas ao previsível numa lista muito decepcionante.