A pior canção (“Trololo”), o pior cantor (Eduard Khil) ou o pior playback de sempre?
A pior canção (“Trololo”), o pior cantor (Eduard Khil) ou o pior playback de sempre?
“I wanna be your man” é o single de estreia de Willy Moon, artista natural da Nova Zelândia. Nascido em 1989 (!), mudou-se para Berlim aos 18 anos de idade e, em julho de 2011, preencheu a edição nº1059 da crónica “New band of the day” do “The Guardian”. Actualmente Willy Moon passeia-se pelas ruas de Londres e, incansavelmente, pelos meus ouvidos. Enjoy!
Band of horses é um grupo indie/rock alternativo americano (ou assim o diz a wikipédia). A música de hoje fez parte da banda sonora de “127 horas”. Filme que, infelizmente, ainda não vi. A banda tem três álbuns e é provavelmente uma das mais conhecidas que até agora aqui vos apresentei. Fica a esperança que não conheçam a música de amanhã. Para hoje: “The funeral”.
A crónica esteve provisoriamente “perdida” entre o trabalho e o lazer. No entanto regressa hoje aos nossos ouvidos com “How you like me now?” de “The Heavy”, uma banda inglesa que figurou na Hot List da revista Rolling Stones em 2008. Esta mesma música foi usada num anúncio da KIA durante o Super Bowl 2010 e integrou a banda sonora de The Fighter. Se não a tiverem ouvido aí, também a podem reconhecer de séries como “White Collar” ou “Entourage”.
The lost tracks: Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir.
Hoje trago-vos algo diferente e especial. Além de nacional, por oposição a tudo o que vos apresentei até agora, a escolha da própria música também não recai sobre um encontro ocasional. Não me fiquei pelo replay constante de uma ou duas melodias, vagueado antes por todas as sonoridades do mesmo cantor/compositor, que agora vos encorajo a conhecer.
Walter Benjamin estreou-se com o álbum “The National Crisis” ao qual se seguiram diversos EP’s e colaborações com outros artistas como You Can’t Win Charlie Brown, Marcia e B Fachada. Também já se deu conhecer aos palcos europeus, inclusive ao Dadaist Centrer em Zurique. Actualmente reside em Londres e prepara -se para lançar o seu novo álbum.
Quanto à música, escolhi “Breath Well”, por nesta conseguir incansavelmente afogar os meus ouvidos. Para quem quiser mais, aqui fica o link.
The lost tracks: Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir.
Hoje a música chega-nos uma vez mais da Suécia, com a banda Junip. A música “Always” pertence ao terceio EP da banda que tem ao todo quatro álbuns editados.
Um dos seus membros, José González (filho de pais argentinos), alcançara já algum sucesso a solo, tendo marcado presença em diversos programas televisivos norte-americanos e as suas músicas figurado na lista de uma mão cheia de bandas sonoras de séries.
The lost tracks: Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir.
Hoje deixo-vos com “The Grates”, banda australiana que esteve por várias vezes no top do Triple J Hottest – uma selecção da rádio australiana Triple J, votada pelo público. A banda foi varias vezes nomeada para os ARIAM (Australian Recording Industry Association Music Awards) e tem três álbuns. “Turn me on” foi o tema escolhido para a categoria “desconhecido pelos nossos lados do globo”.
The lost tracks: Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir.
Lykke Li foi uma das descobertas que me levaram a começar esta playlist. Na realidade foi uma dica que me deram em Berlim e que gentilmente passaram para o meu computador. Lykke Li é o nome artístico da cantora sueca Timotej Zachrisson (vá se lá saber porque não usa este nome). Deixo-vos com “I’m good, I’m gone” mas recomendo a mesma música em versão “Black Cab Sessions” – músicas gravas num taxi, absolutamente fantásticas.
Uma curiosidade: Entre os seis e os onze anos, a cantora sueca viveu em Portugal.
Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir.
Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir.
Os norte-americanos “Other lives” já marcaram presença em bandas sonoras de séries como “Ugly Betty” e “One Three Hill”. A banda foi fundada em 2004, originalmente com o nome Kunek. Hoje, deixo-vos com “Black Tables”.
Uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir.
The Perishers é uma banda sueca indie rock, fundada em 1997. Algumas das suas músicas já se estrearam em séries norte-americanas, como Grey’s Anatomy. Hoje, deixo-vos com “Nothing like you and I”.
Comecei a explorar o universo das músicas que amigos – próximos e distantes – despejavam em redes sociais, emails e conversas de café. Dediquei-me ao youtube, deixei de ignorar as letras pequenas nos cartazes de festivais, deitei os olhos aos artigos que me pudessem alimentar esta busca e, acima de tudo, segui o trilho, de cantiga para cantiga, de banda para banda. Rapidamente descobri uma mão cheia de pequenas melodias, ou até mesmo discos inteiros, que me despertaram a curiosidade adormecida no ouvido.
Não esperem encontrar aqui nenhum clássico, daqueles que todos nós já cantarolámos no duche, nem bandas de culto. Esta é uma playlist que só cresce com músicas perdidas – algures entre o desconhecido, esquecido, ignorado ou ainda por descobrir. Decidi agora partilhá-la convosco, se possível, uma todos os dias.
“Sing, sing” é a primeira. Ultra Orange & Emmanuelle é um disco de colaboração entre a banda francesa Ultra Orange e Emmanuelle Seigner (actriz, modelo francesa e mulher de Roman Polanski).
(Com o contributo da Ana Vidal)
… support your Government and get PEC. Here.
… pela voz de um tenor que canta para ser percebido por todos os idiomas do mundo, dialectos incluídos. A canção dá pelo nome de Trololololololololololo e está aqui.
… no meu peito bateria»… É quando a bateria e toda a acústica electrónica ficam a martelar-me os miolos. Há canções em que não se devia mexer. Não, não sou um purista do fado. Nem sequer sou um apreciador do fado. Mas há canções em que não se devia mexer. Até para não serem estafadas. E não me estafarem mais.
Há 70 anos, uma jovem cantora chamada Vera Lynn cativava milhões de britânicos que a escutavam na telefonia com dois dos maiores sucessos de sempre no mundo da canção. Esses temas, que perduram na memória de muitos, ajudaram o Reino Unido a resistir à tirania nazi, fazendo frente às legiões armadas de Hitler. Chamavam-se We’ll Meet Again e The White Cliffs of Dover: na voz de Vera Lynn ganhavam uma vibração semelhante aos discursos de Churchill, tornando-se autênticos hinos de resistência. Nesses tempos de trevas, ela contribuiu como poucos para manter bem elevado o moral britânico.
Vera Lynn retirou-se cedo do mundo do espectáculo: durante muitos anos, não se voltou a ouvir falar dela. Até agora. O revivalismo da II Guerra Mundial, a propósito da passagem do 70º aniversário da invasão da Polónia pela Alemanha, permitiu recuperar aquelas duas canções – a tal ponto que acaba de ser editada uma colectânea de êxitos de Vera Lynn com entrada directa no top discográfico do Reino Unido. E ela ganha um novo título: o da cantora britânica mais idosa desde sempre representada na exigente lista das melhores vendas. Hoje com 92 anos, confessa-se orgulhosa com a proeza, totalmente inesperada, e vai adiantando que nem lhe passa pela cabeça regressar aos estúdios de gravação. Mas gosto de saber que as gerações mais jovens aprendem a amar também We’ll Meet Again e The White Cliffs of Dover. Por serem belíssimas canções. E por todo o significado histórico que encerram.