Francamente, não me incomoda por aí além a falta de isenção jornalística de Moura Guedes; tudo o que for um arremedo de oposição ao governo, por estes dias, parece-me bem. Saudável, pelo menos. Cada um joga com as armas que tem, e as de quem está no poder num determinado momento são sempre poderosas, por isso que venha o contraditório, sob que forma for. Por outro lado, não suporto o cacarejo demagógico e oportunista de Marinho Pinto, que tanto agrada (obviamente) ao povão, que acha que foi bem feito, a gaja estava a pedi-las (atenção: o facto de se tratar de uma mulher não é despiciendo). Na verdade, o que não suporto mesmo é ver a Justiça portuguesa entregue a carroceiros das berças. Porque, devido a uma estranha conjugação astral, neste momento é o que temos, em especial ao nível dos mais altos representantes dos agentes judiciários.
carroceiros das berças
controversamaresia,

Pois é , carroceiros por carroceiros, prefiro as carroceirices do Marinha Pinto. São gostos. considero que a criatura que apresenta o jornal TVI uma vergonha, para utilizar uma expressão benigna e ao contrário da sua opinião que muito respeito, nada mas mesmo nada saudável . Com este governo ou com qualquer outro governo seja de que cor for.
Também a mim em nada incomoda a trauliteira competência jornalística da esposa do senhor director da estação televisiva, TVI. Muito menos me incomoda o incomodo que o senhor Bastonário, Marinho Pinto, seja contundente com os que se refugiam nos lugares da Justiça, para impunemente, irresponsavelmente, brincarem aos juízes e respeitáveis ordenadores da Ordem. Se a Justiça em Portugal está pior que no Uganda, a culpa não do mensageiro, mas das mensagens e de quem as faz. Ou será que não é verdade que isto a que chamamos, ou chamam de Justiça, mais não é que um arremedo de mau gosto de gente pedante e sem Ética?
E a culpa é de quem não se cala, como o senhor Bastonário? Podem não gostar do estilo, mas cá para mim, este tipo de gente, só respeita quem mostra que não lhes tem medo. E para respeitinho, então venha lá uma mão dura, e depois vamos ver se estes senhores juízes continuam a falar através dos Sindicatos.
Já agora, para quando um Sindicato de Secretários de Estado, e talvez também um outro de Ministros. Também são órgãos de soberania, e com gente que até foi eleita.
Vamos ter mais juízo, e chamar os bois pelos nomes.
E eu não aprecio o estilo de nenhum dos dois.
Pois a mim incomoda-me muito a falta de isenção de MMG. . E tenho muito orgulho em pertencer ao povão que acha ” que a gaja estava a pedi-las” mas descanse, porque sou pela igualdade do género e, se houvesse algum jornalista macho que fosse tão imbecil como MMG, teria amesma reacção.
Chamar carroceiro a alguém é que não me parece digno deste blog. Não estava habituado a este tipo de linguagem, mas habituo-me, esteja descansada! Só que saberei responder com mais nível, argumentos e relatos de factos.
“Falta de isenção”, como?
Está V. em condições de desmentir alguma das notícias dadas pelo jornal televisivo que MMG dirige e apresenta?
Das berças carroceiros
e cacarejo demagógico,
são tantos os trapaceiros
de palavreado escatológico.
A conjugação astral
neste Portugal enfezado,
tem um resultado magistral
deixando o sistema arrevesado!
O mexilhão incomodado
por uma justiça tolhida,
fica deveras malfadado
e com a moral encolhida!
De vez em quando são precisos uns carroceiros para pôr os donos dos cavalos na ordem…
Fazem cá falta mais 5. O Barbosa de Oliveira tem razão.
Para quem viu a peça toda, nem pela forma MMG perdeu a razão. Já pelo conteúdo (e pela forma), Marinho é uma das partes do problema da Justiça. Um bufo cobarde, balofo e muito pouco saudável.
Vieira do Mar, que saudades…
“tudo o que for um arremedo de oposição ao governo, por estes dias, parece-me bem”
Posição lamentável, em que os fins justificam os meios e todas as merdas são benvindas desde que sejam de oposição ao governo. Infelizmente, muita gente é da mesma opinião.
Carroceiros das berças são 90% dos portugueses. Trata-se de um povo que, na sua imensa maioria, ainda na geração passada andava de carro de bois e a mudar marcos à noite para ganhar terra ao vizinho.
A mim, o caso em apreço só tem dois pormenores que me incomodam:
– Manuela Moura Guedes, que só se representa a ela mesma (quiçá à própria TVI) e que criou um jornalismo-opinativo de mau gosto e total descrédito, agravado por servir guerras pessoais;
– Marinho e Pinto, que representa os advogados como bastonário, desbocado e incontido, além de incapaz de permanecer no patamar devido para descer ao mercado ou à lota.
Mas, como disse, são apenas dois pormenores.
Para lá do caso, o que me irrita profundamente é ter de reconhecer que Santana Lopes está fora deste retrato deplorável do País e possui elevação suficiente para, maltratado em casa alheia, pegar no chapéu e sair.