Canções com meio século (16)


Pedro Correia,

Mourir d’Aimer, Charles Aznavour

(Álbum: Non, Je N’ai Rien Oublié, 1971)

5 comentários em “Canções com meio século (16)”

  1. Morrer de Amor
    As paredes da minha vida são lisas
    Me agarro a elas mas escorrego
    Lentamente até o meu destino
    Morrer de amar

    Ainda que o mundo me julgue
    Não vejo para mim um refúgio
    Todas as saídas estão sentenciadas
    Morrer de amar

    Morrer de amar
    De boa vontade se perder pela noite
    Pagar o amor ao custo de sua vida
    Pecar contra o corpo, mas não contra o espírito

    Deixar o mundo com seus problemas
    As pessoas cheias de ódio frente a si mesmas
    Com seus pensamentos pequenos

    Morrer de amar
    Se nosso amor não pode viver
    Mais vale fechar o livro
    Do que queimá-lo

    Morrer de amar
    Partir de cabeça erguida
    Sair vitorioso de um combate
    Derrubando todos os dados
    Morrer de amar

    Morrer de amar
    Como se pode não importar do quê
    Abandonar tudo em sua volta
    Por não importar que fomos nós, quem foi você

    Você é a primavera, eu o outono
    Seu coração se apanha, o meu se doa
    E meu caminho já está traçado
    Morrer de amar
    Morrer de amar
    Morrer de amar

  2. Belíssima canção inspirada num não menos belo filme de André Cayatte, baseado em factos reais e com a extraordinária Annie Girardot.
    Existe uma comovente versão desta música pela orquestra de Frank Pourcel.
    Pedro, e afinal quem escreveu a música?
    Penso que o Aznavour só escreveu a letra…
    🌿🌼
    Maria

    1. Sempre vi atribuída a autoria (letra e música) a Aznavour, Maria. Vi o filme há muitos anos, com a bela Annie Girardot como protagonista – sempre gostei desta actriz.
      Ao contrário do que por vezes se pensa, a canção não integra a banda sonora do filme, embora faça alusão ao mesmo caso que o inspirou.

      1. Li várias versões contraditórias. Que o Louiguy (autor da bso) compôs a música mas não quis que o Aznavour a cantasse no filme; que o Aznavour só escreveu a letra mais tarde; que a música era da autoria do Frank Pourcel e a letra do Aznavour…
        Fiquei cheia de dúvidas: mas que é belíssima, não há qualquer dúvida 🙂
        🌿🌼
        Maria

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