Há autores para quem o mundo é a preto e branco e que defendem essa ideia simples chamando idiotas aos que discordam. Deviam olhar para o caso do Estado Islâmico (ou Estado Islâmico do Iraque e do Levante ou Califado). Vejo comentadores que defenderam a invasão do Iraque a defenderem agora que esta é uma ameaça existencial de um grupo terrorista. E, no entanto, a organização tem ideologia e capacidade de conquista, ocupa território e recruta simpatizantes, funcionários e soldados. O conflito subiu de patamar e estamos perante um Estado que mantém fronteiras, exército e financiamento.
A estratégia do EI passa por atrair o máximo de americanos ao combate no terreno, onde haveria inúmeras baixas. Na realidade, o EI é muito mais perigoso para o Ocidente do que os talibãs do Afeganistão, que tinham formado um pequeno Estado radical, mas muito pobre, e que, após uma interrupção armada de 13 anos, estão de novo prontos para tomar o poder naquele país.
Os americanos perderam o Iraque e a intervenção de 2003 foi um erro crasso, como preveniram autores então acusados de idiotas. Ironicamente, os melhores amigos da América na região, os sauditas, ajudaram a financiar este grupo, pelo menos no seu início. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante era potencialmente útil para os interesses da monarquia saudita, pois punha em causa o poder de Bachar al-Assad na Síria. Claro que o génio saiu da lâmpada e, como na história de Aladino, é preciso ter cuidado com o que se deseja. Bombardeando o EI na Síria, a América vai agora ajudar Bachar, aliando-se a Teerão, outro inimigo, para ser possível salvar ainda alguma coisa no Iraque, que se prepara para um conflito de anos. O mundo islâmico que conhecemos está a mudar de forma imprevisível e no meio de um banho de sangue.

Boa tarde,
Realmente existem muitos que não concordaram com a invasão do Iraque em 2003, mas “muitos”, não significam todos, e provavelmente nem passariam de uma pequena percentagem. O que acontece é que são muito ruidosos, e fazem tanto barulho que julgam serem “muitos”, quando na realidade não o são. É um pouco à semelhança dos partidos mais à esquerda, estão sempre no contra em tudo o que diz respeito aos Estados Unidos e os seus aliados, e julgam que a maioria das pessoas os ouvem. Na realidade ouvem, mas estão tão fartinhos que já nem ligam.
No Iraque de Saddam existia uma ditadura violenta, assassina, onde se matavam pessoas do próprio povo com armas químicas. Os filhos de Saddam eram uns autênticos escroques, assassinos e violadores de mulheres, entretinham-se a raptar as noivas no dia do seu casamento, e violavam-nas obrigando o noivo e familiares a assistir. Pergunto-lhe, acha que estes filhos duma puta não mereciam ser mortos, e que para isso não havia outra alternativa se não invadir o país.
Diz-me você, e com toda a razão, há, mas havia interesses económicos do petróleo, claro que havia, mas bastava o simples fato de haver urgência humanitária para por fim aqueles crimes odiosos provocados pela família do ditador e seus seguidores para justificar a invasão. Se ela correu bem ou pior, a gente tem que perceber que numa guerra nada acaba bem. Só os iluminados é que julgam que numa guerra é possível fazer tudo bem.
Agora, e antes de me responder, e provavelmente com vontade de me mostrar que estou errado e não sei do que falo, faço-lhe outra pergunta, se o senhor vivesse num país, primeiro, sem liberdade, sem poder falar livremente como o faz aqui, e se estivesse no dia do seu casamento, e alguém aparecesse e levasse a sua esposa, e depois a violasse repetidamente por vários homens, obrigando-o a assistir, gostava… se lhe dessem uma arma para a mão nessa altura, o que fazia…
E se alguém passado uns dias lhe dissesse, olha, vem aí um exercito estrangeiro para colocar um fim a esses filhos duma puta violadores e assassinos, o que é que você dizia… que não… ou que sim…
“E se alguém passado uns dias lhe dissesse, olha, vem aí um exercito estrangeiro para colocar um fim a esses filhos duma puta violadores e assassinos, o que é que você dizia… que não… ou que sim…”
Considerando que este exercito estrangeiro vem do mesmo “estrangeiro” que criou sanções económicas extremamente duras contra o meu pais, o mesmo estrangeiro que nos últimos 10 anos já tinha invadido e bombardeado o meu pais de norte a sul e que mesmo assim deixou os filhos da puta violadores e assassinos no poder, a resposta é não.
Recomendo a toda a gente a ler “Fiasco: The American Military Adventure in Iraq” de Thomas E. Ricks, “Cobra II: The Inside Story of the Invasion and Occupation of Iraq” de Michael R. Gordon e Bernard E. Trainor, e ainda “Imperial Life in the Emerald City: Inside Iraq’s Green Zone” de Rajiv Chandrasekaran, que mostram bem a completa trapalhada que foi a guerra e ocupação do Iraque.
A guerra no Iraque não foi um caso de “Guerras nunca acabam bem” foi sim um caso de as pessoas envolvidas estavam completamente a leste da real situação no Iraque antes de partirem para a guerra, e continuaram a leste durante a ocupação e “reconstrução”. O Iraque está hoje pior do que estava.(Se é que isto não signifique que era melhor o Saddam ou algo parecido)
” Considerando que este exercito estrangeiro vem do mesmo “estrangeiro” que criou sanções económicas extremamente duras contra o meu pais, o mesmo estrangeiro que nos últimos 10 anos já tinha invadido e bombardeado o meu pais de norte a sul e que mesmo assim deixou os filhos da puta violadores e assassinos no poder, a resposta é não. “
Eu sei, é difícil perceber as coisas ou escutar o que os outros dizem quando o que nos move e impulsiona, não é a procura da verdade nem a justiça, mas a inveja (e muitas vezes o ódio) que nutrimos pelos outros, e isso tolda-nos a compreensão e limita-nos o raciocínio.
Caramba… da primeira vez as forças das Nações Unidas atacaram o Iraque para libertarem o povo do Kuwait que foram invadidos. Eu sei que não percebeu, mas eu explico outra vez. Da primeira vez as forças das Nações Unidas atacaram o exercito Iraquiano para o obrigar s sair do Kuwait que tinham invadido. Não foram atacar o povo iraquiano, foram atacar o exercito iraquiano. E que em muitos casos, como sendo os filhos da puta que eram, usaram muitas vezes o próprio povo como escudo humano para tentar evitar que os outros destruíssem os seus armamentos. E no fim, as Nações Unidas, resolveram não avançar mais no Iraque para com isso não destabilizar todo o médio oriente, para evitar também mais baixas humanas tanto de um lado como de outro. Mas tentaram destituir o governo do Iraque pelas sanções económicas, ou seja, pela via diplomática, e não pelo perlongar da guerra. Mas não conseguiram. Fizeram o que os “muitos” pacifistas queriam, não perlongaram mais a guerra. E o que deu… os filhos da puta violadores e assassinos continuaram no poder. E essa responsabilidade é também imputada aos pacifistas. Responsabilidade moral por todas aquelas pessoas que continuaram a morrer e a sofrer as mãos do Saddam e algozes.
Da segunda vez que lá foram, foi porque terroristas com ligação indireta e indireta ao regime de Saddam, atacaram os EUA, matando 3000 pessoas, destruindo as torres gémeas. E aqui os EUA nem precisaram de ouvir as Nações Unidas, porque quando se matam milhares de pessoas num atentado terrorista é uma obrigação de procurar os responsáveis e leva-los a justiça. E o Saddam acabou por ser enforcado. Uma morte muito boa demais para o sofrimento que causou ao seu povo durante anos, e ao povo kuwaitiano quando os invadiu.
Mas eu sei que não percebeu nada do que disse, não vale apena responder-me. Você provavelmente faz parte daquela percentagem de pessoas que o que as move não é a procura da justiça ou da razão, é a inveja que sentem, mesmo que inconsciente, daqueles que vivem em liberdade e prosperam e conseguem ter uma vida melhor. Agora, quando se procura justiça não se acusa só uma das partes. E vocês vêm para aqui e só atacam os EUA, são só eles o DIABO, e não são capazes de apontar o mal que os outros fazem. Para vocês o que interessa é só atacar os EUA, mesmo que para isso se feche os olhos as atrocidades que os outros cometem. É como o que se passa na Faixa de Gaza e Israel, os pacifistas só sabem acusar os israelitas de matar o povo palestiniano, mas não conseguem ver nem acusar os terroristas do Hamas de usar o seu próprio povo como escudos humanos, colocando as rampas de lançamento junto de escolas e bairros residenciais para que o exercito israelita seja obrigado a destrui-las aí, acertado forçosamente nas pessoa que estão ao pé, procurando ganhar com isso vantagem na opinião publica contra Israel. Isto é dos atos mais desprezíveis, próprios de filhos da puta assassinos. Já agora, saiu ontem a noticia que o Hamas assassinou publicamente varias pessoas acusando-as de serem informadoras. Isto não prova que são terroristas… então prova o quê.
O Hamas e outros grupos terroristas, apoiados secretamente por alguns países árabes, pertencem ao grupo organizado do ISIS que estão a tentar fazer um califado e que segundo eles aspiram a invadir a europa incluindo Portugal e a Espanha. Se isso alguma vez vier a acontecer (por enquanto parece uma anedota) vocês mulheres, orem muito a Deus para ter piedade de vós. Aos homens regra geral estes terroristas abatem-nos numa vala comum, mas as mulheres fazem-nas escravas ou enterram-nas vivas.
Eu respondo porque tanta falta de informação não se deve deixar passar, e porque moralismos baratos não existem em politica e em guerra.
E sobre escudos humanos, eu considero criminoso o uso de escudos humanos, mas também considero criminoso quem sabe que existem inocentes, e disparam na mesma.
Primeiro, nem Saddam nem o Iraque tiveram algo haver com os ataques de 11 de Setembro, directa ou indirecta. O único evento de terrorismo ligado a Saddam, foi a tentativa de assassinato ao ex-presidente George H.W. Bush em 93, mas nunca se provou que a operação foi autorizada pela Central de Inteligência Iraquiana.(Mais disto depois do salto)
Segundo, na Guerra do Golfo as tropas da coligação entraram no Iraque. Operação Desert Saber, que foi a parte terrestre da ofensiva, que passou pelo Sudeste do Iraque. E antes disto tiveste a campanha de bombardeamento cujos alvos encontravam-se no Kuwait e no Iraque, incluindo infraestrutura que ligava o Iraque a Jordano, e dentro desta campanha também tiveste missões de infiltração partilhadas pelas forças especiais Americanas e Inglesas no Leste do Iraque para encontrar e destruir misseis SCUD.
Por roda de 3 mil civis Iraquianos morreram na guerra do Golfo(comparado ao milhar de civis do Kuwait), e o mais engraçado, é que na altura o regime iraquiano andava atirar números que todo o mundo disse que eram inventados, e depois veio-se a descobrir, que os números do regime, nem andavam perto dos verdadeiros números. %20Iraqi%20civilian%20fatalities%20in%20 the%201991%20Gulf
http://www.comw.org/pda/0310rm8ap2.html#1.
Entre 1991 e 2003, os EUA e aliados forçaram uma zona de não-voo sobre o Iraque, que as Nações Unidas chamaram de ilegal. Durante este tempo, varias campanhas de bombardeamento ocorreram dentro do Iraque.
Em 93 depois da tentativa de assassinato a George H.W. Bush, Clinton autorizou Colin Powel(esse!) o uso de misseis cruzeiro sobre Baghdad como forma de retaliação. Morreram 8 pessoas, os Americanos dizem que eram comandantes, os Iraquianos civis. Qualquer maneira, a verdade é que os Americanos bombardearam o Iraque.
Em 96 tiveste Operação Desert Strike, uso de misseis cruzeiro outra vez, em resposta a Saddam atacar os Kurdos.
Em 98 tiveste outra onda de misseis cruzeiros contra o Iraque para continuar a a forçar a zona de não voo, cujas quotas de civis mortos vão desde 600 a 2000.
Depois tiveste a Guerra no Iraque de 2003-2011, que acabou com a vida de mais de 100 mil civis.(Isto a estimativa mais optimista) Uma guerra que já andava a ser cozinhada desde de 98. Não havia armas de destruição massiva, e não existiam ligações à Al-Quaeda ou aos Taliban, nem foi para libertar o Iraque. Foi sim, pelo petroleo, pelos contractos militares e de construção.
A razão porque a França não entrou, não foi por serem pacifistas ou fracos, mas porque era a França quem detinha a maioria dos contratos de petróleo no Iraque, e quando Paris descobriu que as intenções de Washington era limpar todas as conexões do regime Iraquiano, e dar a outros(BP), simplesmente decidiu que não valia apena ir lutar pelos lucros dos Ingleses.
No entanto a Guerra e a fase de ocupação foi tão mal gerida, que o Iraque foi da dor e sofrimento dos anos 90, para a completa quebra da sociedade dos ’00. O mais caricato é que no fim, os contratos bilionários(Os 60 biliões de lucro de petróleo do amigo Wolfowitz) nunca aconteceram, porque o estado do Iraque se encontrava pós invasão era tão mau tão mau, que acabou por ser um buraco negro de dolares, e a violencia nunca abrandou, apenas aumentou, incluindo uma guerra civil em 2006(e agora outra). Apenas a PetroChina continua em operaçãos em grande escala no Iraque, e os chineses andam a perder mais dinheiro que fazem.
Resumindo, a Guerra no Golfo e no Iraque não libertaram nem ajudaram os Iraquianos, ou os Kuwaitianos, ou os Curdos, nem acabou com o terrorismo, nem trouxeram estabilidade ao Médio Oriente, apenas mais guerra e mais miséria.
O Iraque é hoje um pior lugar do que era nos anos 80 e até mesmo nos anos 90.
He He He
E lá continuam a acusar só os EU e nunca, mas mesmo nunca, falam das atrocidades que os outros cometem. Vou-lhe dar uma novidade, que quando conseguir perceber o que lhe estou a dizer, se é que alguma vez isso vai acontecer, que vai ser um choque para si, você (ainda não sabe claro) é ignorante. Mas repare, a palavra ignorante que aqui uso e lhe atribuo, não é no sentido como quem a diz para fazer calar os outros por falta de argumentação, é mesmo porque lhe falta a clarividência, capacidade cognitiva, e uma coisa muito importante, a humildade que existe nas pessoas que ouvem sempre os dois lados da questão. Aqui, tanto no post original como depois em todos os vossos comentários seguintes, só atacam e enumeram os males dos EU e aliados, mas nunca atacam e enumeram os males dos outros. Isso tem um nome, hipocrisia intelectual, e ingenuidade, ingenuidade em pensarem que as outras pessoas não percebem aquilo que vos move.
Deixo-lhe aqui um repto, enumere as atrocidades cometidas pelos terroristas, porque é deles que estamos a falar. Mas eu sei que não o vai fazer, e não o vai fazer porque você é do contra, ou seja, não é justo, nem lhe interessa isso da justiça, só lhe interessa que não gosta os EU.
As atrocidades de Saddam e outros estão bem documentadas e gravadas, nem estou a disputa-las. A dos EUA e dos aliados por outro lado, são esquecidas, perdoadas, ou rotuladas como “justiça”.
Pois esta justiça, acabou por matar mais de 100 mil civis, destruiu uma inteira sociedade, arrasou por completo um país que nunca mais se irá recompor, e criou uma geração ainda mais radicalizada e violenta. Este Estado Islâmico não apareceu do ar, é uma resposta directa ao que os EUA e aliados andaram a fazer nos últimos anos.
A mitologia sempre teve uma base de realidade, os ciclopes, monstros de apenas um olho, no fundo são uma alegoria à ignorância humana, da sua incapacidade para ver a realidade. Podíamos estar aqui indefinidamente a falar do mesmo que você nunca perceberia.
A única ignorância é a vossa, que já foi apanhado varias vezes a demonstrar que não tem a mínima ideia do que se passou na guerra do golfo, e percebe ainda menos as razões que levaram à guerra do Iraque em 2003.
Vá ler um dos livros que recomendei, escrito por gente que documentou e participou e viu em primeira mão o que as tropas da coligação andaram a fazer na guerra no Iraque, e pode ser que aprenda algo na sua vida e não volte a falar do que não sabe.
Já vi que o senhor lê muitos livros e aconselha os outros a lê-los também para ficarem a saber das coisas. Pronto, eu percebo que a sua experiência de vida é feita sentado num sofá a ler livros. A minha é de ter participado nos acontecimentos da história. Leio alguns livros com certeza, mas sabe, quando participamos na vida, e possuímos experiência de campos de batalha onde as coisas acontecem, essa experiência dá nos humildade para perceber, e neste caso falando de livros, saber escolher quais relatam as coisas como elas realmente aconteceram, porque simplesmente nós também lá estivemos.
Percebe o que lhe estou a dizer.
Eu sei, sou uma pessoa muito direta quando falo com os outros, sem muita paciência para gente que se acha mais inteligente do que os outros só porque lê muitos livros. E provavelmente até fui um pouco rude consigo. Mas tenha paciência também comigo pois a minha experiência de vida é militar, e sabe como é que são os militares, dão a vida para proteger os outros, por isso não têm tempo para arrogâncias intelectuais. E já que o senhor aparenta ser uma pessoa muito culta e sabedor das coisas, porque lê muitos livros, por certo não ficará aborrecido comigo se eu o mandar para o caralho com os seus livros, porque tenho a certeza também que sabe que a palavra caralho não é uma ordinarice, mas sim uma expressão uma palavra utilizada no tempo dos descobrimentos pelos marinheiros nas caravelas, que era o nome dado à cesta no alto do mastro onde o marinheiro procurava avistar terra, e que por ser também o pior local para se estar devido ao constante balanço do mastro, deixava quem para lá fosse mandado, doente, e constituía por isso um castigo. E é para onde eu estou a mandar o senhor, para o castigo, para ganhar alguma experiência de vida, para perceber que os livros são importantes sim, mas que não nos conferem experiência de vida.
E já que gosta de fatos históricos para dizer mal dos EU, eu acrescento-lhe mais um aos que proferiu, os seus avós e pais, logo você também, provavelmente devem a liberdade e mesmo a vida aos soldados americanos, aqueles 40 mil que morreram logo no espaço de uma semana no desembarque da Normandia, para libertar a Europa do jugo dos nazis. Portanto, não estamos a falar de acontecimentos passados à 200 ou 300 anos, estamos a falar de acontecimentos recentes que tiveram influência direta na minha e na sua vida. Por isso, quando quiser falar mal dos EU, lave por favor a boca com sabão, e honre aqueles que deram a vida, aqueles que regressaram estropiados, para devolver a liberdade a gente que não era a sua.
E viva mais, não leia só livros.
Bem meia dúzia de mulheres violadas e uns poucos curdos gaseados com o apoio da Turquia (NATO e USA) são mesmo comparáveis a gajos a explodirem-se todos os dias matando LARGAS CENTENAS DE MILHARES de INOCENTES e que eu saiba os filhos do SADDAM não iam a todos os casamentos , só aos dos que já pensavam que estavam na mó de cima.
Pode chocá-lo a minha comparação mas a guerra no IRAQUE de 2003 foi uma farsa que destruiu a vida de milhões de pessoas incluindo os militares que para lá foram “pacificar” o país.
E mais lhe digo não sou de esquerda nem esta questão se pode avaliar dessa forma.
Já o escrevi aqui, o IRAQUE, a SIRIA e a LIBIA são as faces de uma estratégia que está agora a ser posta em prática na Europa puritana de Ingleses, Franceses e Alemães e apoiada pelos mesmos.
Os Italianos todos os dias se queixam que já não têm meios de salvar tanta gente que foge da guerra, da corrupção e fome da África Subsariana e norte de África , os Espanhóis vão pelo mesmo caminho e para chegar ao Algarve já faltou mais.
É obvio que estas pseudo cruzadas são fomentadas com objectivos tenebrosos e as suas ondas de choque reflectem-se todos os dias nos cidadãos dos Países ditos civilizados e do 1º Mundo seja na crise económica, seja na perda de liberdade em favor de uma sociedade cada vez mais securitária para com a maioria dos pacatos cidadãos que aceitam tudo o que lhes pôem á frente porque dizem que é para os “proteger” e no entanto os verdadeiros criminosos andam aí á solta.
Se eu roubar um pão vou preso, se roubar uma cadeia de panificação dão-me uma comenda.