“A vacina não será ainda o fim desta pandemia, pode não ser sequer o princípio do seu fim, mas pode ser o fim do princípio da crise pandémica” – António Costa ontem.
Cada povo tem o Churchill que merece
João Sousa,
“A vacina não será ainda o fim desta pandemia, pode não ser sequer o princípio do seu fim, mas pode ser o fim do princípio da crise pandémica” – António Costa ontem.
Este é um bom tempo para se brincar com as palavras.
Para bastantes, parece estar a ser um bom tempo para brincarem com muita coisa.
Aqui há uns tempos António Costa dizia que as vidas só voltariam ao normal quando houvesse uma vacina. Agora nem sequer é “o princípio do fim”. Julgava eu que o fim do princípio era a primeira vaga. Se a vacina não é o fim da pandemia (não falo do vírus, mas da própria pandemia), então qual é? Do que tenho visto, não houve nenhuma peidemia respiratória global que durasse anos e anos. Estes joguinhos de palavras são exasperantes. Ninguém se admire que os negacionismos estejam a aumentar.
A quantidade de piruetas que os nossos responsáveis(?) políticos já executaram entonteceria um Baryshnikov.
Ao menos que por boa educação se invocasse o nome daquele que era citado ou parafraseado e a gravidade do momento ao tempo vivido. Mas esperar boa educação, elegância, do nosso primeiro-ministro de turno…
Costa
Dei-me agora ao trabalho de ir ver as suas declarações no portal da Sic-Notícias (as agonias a que me submeto pelos nossos comentadores de blogue…): ele mencionou, de facto, aquele que parafraseou. Seguramente que não o fez por educação, honestidade ou elegância, Ele fê-lo, isso sim, por perceber que aquela frase tinha uma complexidade gramatical demasiado elevada para fazer passar como sendo obra sua.
Creia que o seu sacrifício (que o foi, sem a menor dúvida) merece o maior respeito por parte deste comentador. Que só pode concordar com a apreciação que faz da actuação do Costa.
Costa (nada – nada! – a ver com esse outro.)
Eu não mereço isto, desculpe lá.
Ainda falavam do Américo Tomaz !
Ninguém merece isto, não é só o sr..
Foi o que nos calhou! Mas eu não tive culpa… não contribui :-))
Há muitos que não merecem isto.
Depois de toda a má comunicação dos últimos meses, isto já não me espanta… Cada vez percebo mais Pedrogão e outras catástrofes que tais…
Mas… mas… em Pedrógão, não tinha sido feito o máximo que se podia fazer? E agora que penso no assunto: quem garantiu aquilo na noite de Pedrógão não foi também quem garantiu, logo em Março, que “nesta guerra, ninguém mente nem vai mentir a ninguém”?
Ui João… Do que se foi lembrar… Questões de mor-resposta… 🙂
Há quem diga que a covid é a boia que vai mantendo Costa à superfície. Mas não é.
É o medo. E enquanto Costa alimentar o medo, enche a boia.
Quando não houver medo, a boia esvazia… e Costa afunda-se.
A Covid foi um imenso tapete que caiu do céu no colo de Costa. Debaixo dele, ele vai poder esconder tudo aquilo que se foi degradando graças à sua gestão política dos orçamentos.
Boa noite.
Lamento eventualmente decepcionar os meus estimados concidadãos mas, depois de tanto desnorte na acção e na (?!) comunicação aos cidadãos, quase só falta que instalem uma rede de frio para armazenar vacinas em……Tancos.
Saúde.
António Cabral
É pior.
Churchill falava depois da vitória em El Alamein. Costa fala antes de a vacina ser aplicada e se ver os primeiros resultados em larga escala.
António Costa já se está a congratular previamente com o facto de o início da vacinação coincidir com a presidência portuguesa do Conselho da UE – como se pudesse, com o oportunismo que lhe é inato, invocar qualquer mérito pessoal em tal coisa.
Comparar A. costa com Churchill é um insulto a este último!
Comparar António Costa com Churchill é como comparar a prima do mestre-de-obras com a obra-prima do mestre.
Que memória tão cruel, essa invocação do prestável Expresso …
O Expresso tem-nos deixado muitas memórias para guardar.
Estava a ler os comentários.
Se, por má sorte da liberdade na Europa, se trocassem os papéis, a frase em causa teria sido usada antes do desembarque de Galipoli.
Provavelmente nem se teria conseguido chegar a Gallipoli.