Cabalas e contextos: os medricas


jmmcc,

Tenho andado a tentar entender e cheguei a algumas conclusões. Ele há as cabalas e os contextos. Sempre achei que eram coisas muito diferentes, mas agora sei que não é bem assim: as cabalas são respostas reservadas a gente de topo e os contextos são respostas permitidas aos outros que estão perto do topo sem estar no topo.

No fundo, cabalas e contextos não diferem muito, excepto na pose teatral que acompanha ambas e, sobretudo, no tempo do arremesso. As cabalas têm de ser mais rápidas, têm de estar na ponta da língua, ao passo que os contextos podem surgir mais tarde, mais reflectidos e menos indignados.

Já só me falta entender por que raio as cabalas servem para umas vezes e são postas de lado outras vezes, enquanto os contextos estão sempre aí na crista da onda. Vou continuar a procurar a explicação, mas confesso que me sinto perdido com estas modernices. É que eu sou do tempo em que a difamação só tinha uma saída: luva ao chão para um duelo. Nem cabalas nem contextos, que são respostas medricas próprias de quem virou a cara para não ver a luva atirada.

Quem deve perceber disto é o Carlos Queiroz. Não quer calar a imprensa nem tem espada, mas abafa opiniões não autorizadas e distribui uns safanões. Não há cá cabalas ou contextos.

13 comentários em “Cabalas e contextos: os medricas”

      1. Realmente, a blogosfera socretina está a rejubilar com esse post de FNV.
        Trata-se de uma espécie de refrigério, mas sem substância.
        Por um motivo simples: FNV não tem razão. Qualquer director ou colunista de jornal da época de Cavaco primeiro-ministro pode comprová-lo.
        Com “inimigos” como FNV, o falso engenheiro não precisa de amigos.

  1. Há quem diga que a língua portuguesa é muito traiçoeira! Ou o que hoje é verdade amanhã é mentira. Ou ainda, o que eu disse não foi bem o que vocês ouviram! Só modernices! Vamos lá nós (eu, os mais “usados”) entender!

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