Tenho andado a tentar entender e cheguei a algumas conclusões. Ele há as cabalas e os contextos. Sempre achei que eram coisas muito diferentes, mas agora sei que não é bem assim: as cabalas são respostas reservadas a gente de topo e os contextos são respostas permitidas aos outros que estão perto do topo sem estar no topo.
No fundo, cabalas e contextos não diferem muito, excepto na pose teatral que acompanha ambas e, sobretudo, no tempo do arremesso. As cabalas têm de ser mais rápidas, têm de estar na ponta da língua, ao passo que os contextos podem surgir mais tarde, mais reflectidos e menos indignados.
Já só me falta entender por que raio as cabalas servem para umas vezes e são postas de lado outras vezes, enquanto os contextos estão sempre aí na crista da onda. Vou continuar a procurar a explicação, mas confesso que me sinto perdido com estas modernices. É que eu sou do tempo em que a difamação só tinha uma saída: luva ao chão para um duelo. Nem cabalas nem contextos, que são respostas medricas próprias de quem virou a cara para não ver a luva atirada.
Quem deve perceber disto é o Carlos Queiroz. Não quer calar a imprensa nem tem espada, mas abafa opiniões não autorizadas e distribui uns safanões. Não há cá cabalas ou contextos.

Não consigo entender. Não encaixa no “paradigma tradicional”. Alguma ruptura ali houve. Balhamedeus, João.
:((
Nas cabalas políticas ou nos safanões desportivos?
Nos safanões…
Gosto mais das cabalas, porque sou fraco em futebol. Hehe…
Toda a blogosfera socretina está a linkar um post de Filipe Nunes Vicente no “Mar Salgado”.
Por que será?
Sim, por que será?
Realmente, a blogosfera socretina está a rejubilar com esse post de FNV.
Trata-se de uma espécie de refrigério, mas sem substância.
Por um motivo simples: FNV não tem razão. Qualquer director ou colunista de jornal da época de Cavaco primeiro-ministro pode comprová-lo.
Com “inimigos” como FNV, o falso engenheiro não precisa de amigos.
Uma coisa é certa: por muito mau que tivesse sido tudo no passado, começa a ser tempo de inverter o que, ao invés, tem vindo a crescer.
Absolutamente.
Aliás, já cansa a mania de justificar os erros do presente com alegados erros do passado.
Cansa e chateia.
Há quem diga que a língua portuguesa é muito traiçoeira! Ou o que hoje é verdade amanhã é mentira. Ou ainda, o que eu disse não foi bem o que vocês ouviram! Só modernices! Vamos lá nós (eu, os mais “usados”) entender!
Não está fácil.
Já dizia o outro: é preciso dar uns “safanões a tempo” a quem não pensa como nós. Tem um bom discípulo em Queiroz.
Cada qual ao seu jeito, lá vão levando a sua. Espero que saibamos contribuir para o fim desta falta de vergonha que se instala paulatinamente.