Burkini


Rui Rocha,

Agora que as temperaturas altas já nos vão abandonando, que o argumento já não ferve no calor que também traz a preguiça, talvez tenhamos o momento para organizar as ideias. Chamar-lhe burkini é, por si, uma traição. O bikini é arejado, fresco e liberal. A burka é um sarcófago pensado para sepultar em vida. A burka ou se tem ou se tira, não se bikiniza. Chamem-lhe, se quiserem, burka de banho. Mas não metam qualquer partícula libertadora de “bikini” na burka que é só radical e assim deve ficar. Aliás, a tentativa de bikinização da burka não é inocente. Só pode ser mal intencionada. Quer passar subrepticiamente a ideia de que tudo, bikini e burka, islão e ocidente, é comparável. Que tudo vale o mesmo. Não vale. A burka não é um bikini de gola alta ou de manga comprida. É outra coisa. Por isso devíamos, antes de mais, introduzir rigor na semântica. Se não designarmos as coisas correctamente, não seremos capazes de pensar correctamente sobre elas. Entendamo-nos: burka de banho e nunca burkini. Depois, logo vemos se a proibimos ou não.

0 comentários em “Burkini”

  1. Os direitos humanos dizem que ninguém deve ser discriminado pela raça, religião…
    E não dizem que isso só vale no país de origem.
    Então, com é?!

    João de Brito

    1. É que de facto se trata de uma burka de banho. Não pelo trapo em si, mas pela visão das coisas que encerra. Uma visão que não convive, paralela, com o bikini, mas ante o hostiliza abertamente.

      Hostiliza o bikini e visa interditá-lo, como hostiliza terminalmente e visa interditar inapelavelmente a sociedade, a visão do mundo, que o fez surgir. E com isso interditar minudências como esta de aqui discutir o assunto e poder – porque discutindo-o – ter sobre ele opiniões diferentes.

      De modo que cuidemos de chamar as coisas pelo nome que de facto devem ter – coisa que, que eu saiba, não viola os direitos humanos (antes se funda neles e é deles efeito) – e depois decidamos até onde, até quando, continuaremos sem a menor reciprocidade a dar a outra face, uma e outra e outra vez.

    2. Como é?
      Basta perceber o Futuro para onde caminhamos, com o Globalismo e The New World Order (com tantos políticos, incluindo Obama, a repetirem “The New Word Order” coisa que, durante décadas, era só para os maluquinhos das teorias da conspiração, há muito tempo que passou a ser uma realidade, praticamente, irreversível). Com as Nações Unidas, a ordenar que a Europa receba 500 Milhões (500.000.000) de refugiados até 2018, uma “mera coincidência”, serem maioritariamente muçulmanos, homens e, uma abertura total de Fronteiras em 2020, depois de concretizarem, a Divisão do Mundo em 10 Uniões com:
      -Um Sistema Económico Global com TPP, TISA, TTIP (Tratados que o 1% anda a “tratar” e os 99% a negligenciar) e com todos eles, quase concluídos e devidamente assinados, onde Corporações vão ter, Tribunais próprios e soberanos sobre todos os outros.
      -Um Sistema Político Global que desejam ter concluído e implementado até 2022.
      -Uma Religião Mundial até 2029 e, sabendo nós que, numa dessas religiões podem ter, no mínimo, 3 mulheres, cuja função é ficar em casa e ter filhos, essa, de falar nos Direitos Humanos, em vias de extinção, onde só ficarão, aqueles que encaixem nessa religião maioritária onde, Estado e Religião, é tudo a mesma coisa, portanto zero, não tenho qualquer dúvida, acabará por ganhar a burka, não por opção mas, por obrigação.

      A quem interessa um retrocesso civilizacional? Naturalmente ao 1% que já controla o dinheiro, faltando muito pouco, para o Tudo. Brexit foi a demonstração da vontade de um povo mas, ainda ninguém saiu da “gaiola” porque, como temos observado, o “Programa estabelecido” é para todos entrarem e nunca ninguém conseguir sair.

      Se o povo americano, não defender a sua Constituição, a mais difícil de “rasgar” mas que, em vários Estados, já começou a ser “corroída” (com a ajudinha “preciosa” dos colectivistas mais à esquerda), pode começar a deixar crescer a barba e, se tiver filhas e netas, pode ir começando a comprar umas burkas, antes da inflação ou hiperinflação que, muito provavelmente, ainda poderão chegar, antes disto tudo chegar ao fim.

      Naturalmente que também andam a tratar do Futuro “Fiat Money”, talvez virtual para nos controlarem melhor (nem precisam bisbilhotar as contas bancárias) e, em Outubro, mais um “degrau” para esse dinheiro global, a moeda chinesa entrará para o “cabaz” do FMI o que, por sinal, desvalorizará o próprio euro e ainda mais o dólar mas, não acredite em mim, nem em ninguém, comece a investigar a “maravilha” do globalismo e do “enriquecimento cultural”, de europeus e americanos e, depois, num Futuro, não muito longínquo, ficará com os Direitos que o 1% quiser e, tudo implementado, através de burocratas (não eleitos democraticamente) mas, muito bem pagos que, servirão, apenas, para fazer cumprir ordens superiores e, quem não obedecer, provavelmente, perderá o direito à ração diária. Ainda não entendi porque será tão difícil de perceber, o resultado de tanta Concentração de Poder e, o pior, ser a nível Global.

      Assim, como existem passaportes Europeus, no próximo mês, a União Africana, também começará a emitir passaportes, não esquecendo o “trabalho” para conseguir uma União Americana (EUA/Canadá/México) e, neste caso, nas próximas eleições americanas, farão de Tudo mas, mesmo de Tudo porque precisam de uma globalista e, o pior, é serem uns psicopatas que nunca perdem porque, nunca desistem e, presentemente, um dos maiores problemas é a manipulação da informação o que parece uma contradição, quando temos a net mas, aqui, também já se notam as novas Leis Europeias e, no final, vamos ter uma net tipo chinesa com 3000 sites bloqueados ou ter, apenas, uns 28 sites como a Coreia do Norte. Uma “maravilha” quando os Poderes ficam todos bem concentrados.

      Para se saber, realmente, alguma coisa, é preciso investigar muito e, tentar, separar “o trigo” de muito “joio” mas, pode começar por uma entrevista a Paul Craig Roberts que, além de economista e jornalista, foi em 1981 Assistant Secretary of the Treasury for Economic Policy, portanto saberá, muito bem, o que se passa nos EUA porque, antes da burka, muita coisa pode acontecer, por sinal, sempre do lado do mau ou do péssimo.
      https://www.youtube.com/watch?v=BoZDR71LPWQ
      (Paul Craig Roberts-Economy A Hoax & House Of Cards)

  2. Correcto. A Política começa pela Linguagem.

    Uns são “Refugiados” outros são “Retornados” , assim os últimos já não têm direitos.

    Uns são “Democratas” e “Sociais” outros são “Populistas” mesmo que actuem da mesma maneira e estejam de acordo com várias coisas.

    Há “Revoluções” e “Golpes”.
    Contra Kerensky é uma Revolução. Contra a Dilmas é Golpe.

    Há “Gastos” e “Investimentos”
    Nas forças armadas capitalistas há gastos, nas com estrelinha vermelha há investimentos.
    Se há algo que o Jornalista concorda que o Estado faça emprega a palavra “investe” se não concorda emprega a palavra “gasta”.

    Há “Activistas” (sempre de esquerda) e há “Extremistas” ( sempre de direita)

    Há “Indignações”(de esquerda) e há “Fobias”(de direita).

    Há os “Idealistas”(de esquerda) e há “Idiotas”(de direita)

    Há quem “Defenda Valores Tradicionais”( só usado com não brancos) e “Extremistas Cristãos”(brancos)

    Os mais atentos já notaram que o jornalismo português praticamente aboliu a expressão “Extrema de Esquerda” há uns anos, agora são “Activistas de Esquerda”.

    “Orgulho” e “Arrogância”
    Outro exemplo dos códigos de linguagem politica marxista: “orgulho” por exemplo é só usado com pobres , não Europeus e não Americanos. Só esses podem ser orgulhosos. Se os outros forem “orgulhosos” já são “arrogantes” ou pior.

    A formatação do pensamento começa pelo jornalismo, por isso é que o jornalismo é proselitismo da politica. São os padres de hoje e a missa é às 20 no telejornal, as religiões chamam-se SIC, TVI, RTP, Expresso, Publico, etc… embora tenham todas a matriz Marxista como demonstrei acima.
    Política é a religião do Ocidente em que as pessoas mais acreditam.

  3. Exactamente RR. Sempre (d)esperto.
    Semântica sim, com rigor, correcta.

    A 1ª Ministra da Austália também está acordadinha e chama os bois pelos nomes.
    Uma invasão islâmica é uma invasão.
    Uma “imigração islâmica” é uma invasão.
    Ponto final.

    Quanto a refugiados, islâmicos ou não, muito bem, refugiem-se nos Países irmãos, afins em religião, a de que tanto gostam.
    O louco Sr. Soros, a marionete fraulein Merckel e os abúlicos políticos europeus bem que podiam aprender alguma coisinha.

    https://fiel-inimigo.blogspot.ro/2016/09/ban-muslim-migrants-new-polling.html

  4. Bikini é o nome de um atol do Pacífico onde se fizerem testes de bombas nucleares.
    A aniquilação nuclear como símbolo da liberdade também não está mal. Viva o Dr. Estranhoamor.

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