
Eu também achei extremamente infelizes as declarações do Director do Colégio Militar. Mas o que deve caracterizar um Ministro é saber ter o sentido das proporções e não regar o fogo com gasolina. O Ministro achou, no entanto, que esta era a oportunidade para fazer um exercício de autoridade, expondo o seu Chefe de Estado-Maior do Exército, a quem exigiu publicamente explicações e medidas a tomar. O Chefe de Estado-Maior do Exército, que obviamente não tem estatuto para ser sujeito a este tipo de desconsiderações, apresentou a sua demissão, num gesto de grande dignidade, imediatamente secundado pelo Vice-Chefe de Estado Maior do Exército. Aí está como a habilidade do Ministro conseguiu que um caso tão transcendente como os afectos dos meninos do Colégio Militar decapitasse a cúpula do Exército português. E espanta que o Presidente da República, que é constitucionalmente o Comandante Supremo das Forças Armadas, assista a isto tudo sem qualquer intervenção, aceitando de cruz as demissões que lhe enviam. Exigir-se-ia nesta fase ao Presidente menos espectáculo e mais sentido de Estado.
Quanto ao Ministro da Defesa, surge agora esta fotografia mostrando-o a passar revista às tropas, de camisa aberta e com ar desleixado, perante militares aprumados. Depois de o Primeiro-Ministro ter avisado que os seus Ministros, nem à mesa do café se podiam esquecer que o eram, resta saber o que pensa de um Ministro da Defesa que vai passar revista às tropas como se estivesse numa tasca. É óbvio que este Ministro não tem quaisquer condições para continuar. Mesmo que agora arranje à pressa substitutos para os chefes do Exército, a verdade é que eles serão muito mal vistos pelos militares que devem liderar, depois da demissão dos anteriores chefes que não aceitaram ser sujeitos a desconsiderações por parte do Ministro. Os novos chefes que aceitarem o cargo darão a entender que aceitam estas desconsiderações, o que será fatal para a sua capacidade de comando.
Senhor Ministro: Antes de tomar qualquer atitude, pense que a sua função é liderar as Forças Armadas. Qual destas duas palavras é que não percebeu?

É espantoso como nos últimos anos o PS se transformou exclusivamente num partido de imbecis arrogantes sem lugar no mundo. E pior, sem futuro também.
Caro Luís,
é um bocado rebuscada esta sua análise, não é?
A foto que apresenta está deturpada, pois não é apresentada na integra, omitindo os brilhantes e engraxadinhos sapatos do sr. ministro!
Se reparar igualmente com atenção verificará que o sr, Ministro, ao contrário dos dois primeiros soldados, aprumados – como os caracteriza, teve o cuidado de se barbear previamente.
Se o Luís pede a demissão do ministro por não se apresentar de gravata, qual o castigo militar que defende para estes dois soldados?
Este Azeredo é mais um tachista a quem o Costa deve favores, depois de ter passado pela ERC a defender os interesses do PS. A parte de que este Azeredo, como outros, não tem condições para exercer o cargo, é secundária. Nenhum deles tem, ou acha que o Santos Silva, por exemplo, é bem visto pelo nosso aparelho diplomático? O “governo”, para além de frágil na sua base de apoio popular e parlamentar, é fraco na sua composição, e isso só se resolve quando os portugueses decidirem o impasse em que meteram o país.
regra básica que desconhece
‘nunca menosprezar o IN’
andam a xuxar com a tropa
O ministro não está com ar desleixado coisa nenhuma. O Luís Menezes Leitão é que tem ideias exageradas do que é aprumo.
esta era a oportunidade para fazer um exercício de autoridade
Trata-se apenas de exercer a autoridade que efetivamente é dele. As Forças Armadas estão submetidas ao poder político e têm que obedecer às condicionantes que este lhes impõe. Com oportunidade ou sem ela, o ministro tem autoridade e cumpre-lhe exercê-la. Foi o que fez.
Talvez conviesse que lesse a LEI: o ministro não tem competência para exigir a demissão do director do Colégio Militar. tro-exigiu-demissao-imediata-do-subdiret or-do-colegio-militar-5118805.html
Simples.
Pode ficar menos ignorante aqui: http://www.dn.pt/portugal/interior/minis
o ministro não tem competência para exigir a demissão do director do Colégio Militar
E ele exigiu-a? Eu nunca ouvi dizer que ele a tivesse exigido.
Aliás, tanto quanto creio, o diretor do Colégio Militar continua no seu posto – ninguém o demitiu (creio).
Não sei se foi um exercício de autoridade. A mim cheira-me mais a um bonito para a galeria. Um homem da comunicação a mandar na tropa… Se calhar o João Soares não teria feito pior, afinal.
Um homem da comunicação a mandar na tropa…
Em Espanha puseram uma mulher grávida a mandar na tropa. E a tropa obedeceu, como lhe competia. E ninguém se queixou.
Num regime democrático, a tropa está submetida ao poder político. O seu chefe tanto pode ser uma mulher grávida como um homem da comunicação como seja quem for. Compete à tropa obedecer e calar.
“Compete à tropa obedecer e calar.”
E aos sindicatos, compete comer e calar? Aos médicos, compete comer e calar? Aos professores, compete comer e calar? À função pública, compete comer e calar? Aos reformados, compete comer e calar? Aos estudantes, compete comer e calar? Ou é só àqueles de quem não gostamos que compete comer e calar?
A todos esses, não compete comer e calar. Mas à tropa, sim. A tropa, numa democracia, não se manifesta. A tropa não são trabalhadores armados – isso era no tempo do PREC. A tropa não é o braço armado do povo – isso era no tempo do PREC. Numa democracia, a tropa submete-se ao poder do Estado, e não resmunga.
Que respeito pela “tropa” vocês têm. Mas se o poder civil quer ser respeitado, também tem de respeitar o poder militar, até porque a “tropa” é o braço armado do país, e por isso não pode ser desconsiderada por uns bandalhos que nem sequer ganharam as eleições.
Bandalhos? Quando se trata alguém com termos destes, faz-se logo a radiografia toda. A tropa sendo o braço armado do país tem de cumprir a constituição e não se armar nos superiores a tudo e a todos. Se os bandalhos não ganharam as eleições porque carga de água estão a governar? Lá está, o desconhecimento da constituição leva a isto.
Certas mulheres, quer estejam grávidas quer não, não têm qualquer problema em se fazer obedecer pela tropa ou quem quer que seja. Provavelmente certos homens da comunicação também não, mas a probabilidade de tomarem a nuvem por Juno é grande, com as complicações subsequentes.
Tenho certeza que em Espanha a mulher em questão não se dirigiu ao Chefe do Estado-Maior do Exército exigir demissão seja de quem for. As forças armadas estão sujeitas aos órgãos de soberania , mas não são marionetas…….. Hierarquia militar é para respeitar , se um ministro dirigi-se assim ao Chefe do Estado-Maior do Exército invadido as suas competências é obvio que as ordens que dê aos subordinados estarão em risco…..É grave…..
se um ministro dirigi-se assim ao Chefe do Estado-Maior do Exército invadido as suas competências
Não houve invasão de competências nenhuma, que eu saiba. O ministro apenas pediu ao general CEME para que ele esclarecesse o que se passava.
dirigiu ao Chefe do Estado-Maior do Exército exigir demissão
Que eu saiba, o ministro não pediu ao general CEME a demissão de ninguém. E ninguém foi, de facto, demitido.
…” E espanta-me que o Presidente da República…”
Deste governo e governantes o nosso PR aceita, elogia e bate palmas a tudo que dele (s) emana!
Comentario homofobico bafiento e Salarzarento temos que andar todos de fatinho e gravatinha preta tipo Função publica anos 60.
Esquerdalho é isso mesmo:
Histéricos em tudo que respeita aos mantras da seita.
Sempre a manifestarem-se como sendo indiferentes ao senso comum, ao que chamam progressismo.
Uns cretinos.
Nem mais! E, entristece-me imenso que as coisas se encaminhem para os outros tempos os (da velha srª), em que a máxima dizia: – “Quem não é por mim está contra mim”-
Alguns dirigentes da “actual esquerda” sedentos de protagonismo estão a adulterar os seus próprios ideais.
É o “tempo novo”, onde não é o cargo que honra quem o ocupa, é o pretenso Okupa do momento que deve emanar e moldar novas virtualidades da função. Com uma ou outra excepção – o ministério da saúde? – temos esta pantomina que se contempla como se se elevasse a um sofisticado “Cirque du Soleil”. Acaba, lamentavelmente, como pífia versão “trash” dos ‘collages’ de Fellini, eventualmente com Matrona adjacente a outra estatuatária na Fontana de Trevi em languido “Marcello…come here!”- a qual se pode sempre seguir o numero de Tótó a vender a Fontana a Decio Cavallo….
Considerar-se desconsiderado quando um superior nos levanta uma questão, é uma coisa bastante inesperado.
Pensava que respeitar a hierarquia fazia parte da condição militar.
Olhe se os soldados se sentissem insultados com as ordens dos generais!
O Circo e os seus palhaços…
O seu texto é mais um exemplo em como não se pode e não se deve tratar as atitudes de seus pares – refiro-me ao assunto de João Soares – assim como pessoas que representam instituições com um código próprio, tenham a patente que tiverem, da forma como se tem tratado.
Assim, tal como se exige dos outros, o PR não pode tratar o assunto da mesma maneira. Tem de o fazer com reserva.
No entanto, estou em desacordo sobre a vestimenta do ministro. A sua posição não o obriga a vestir de forma diferente. Não é o hábito que faz o monge. É preciso, somente, que esteja decente.
Não conheço suficientemente os meandros do caso.
Vou, por isso, referir-me apenas a um aspeto, ou melhor, dois.
1. Se o ministro pretendeu agir com transparência e sem segredinhos, agiu muito bem. Já é tempo de tornar público aquilo a que ao público interessa.
– Porque é perante o povo que qualquer entidade pública deve responder.
2. Quanto à camisa, é preciso notar que o ministro não é militar e, portanto, não está obrigado à mesma disciplina.
– Há quanto tempo, nos países verdadeiramente democráticos, os políticos já puseram de lado a gravata! Só em países subdesenvolvidos (na economia e na mentalidade) é que os políticos (até os bancários!) perdem o estatuto se não exibirem no pescoço aquela coisa ridícula. É também com estas pequenas mudanças que se começa a mudar as mentalidades. Por isso, a elas reage tão mal quem, consciente ou inconscientemente, que conservar o atávico obscurantismo.
João de Brito
Eu não diria melhor!
É uma vergonha para todos os militares que o ministrozinho da Defesa se comporte como um político ressabiado! Não fez o serviço militar com toda a certeza!
Grande Carlos Jerónimo (CEME)!
E passar revista como se fosse para a feira do relógio…
DEMISSÃO JÁ!
País das bananas e de bananas, que bandalheira de país!
Quando se classifica um ministro pela simples razão do uso da gravata, está tudo dito. Interessam somente as aparências o resto não interessa. Que se saiba ninguém ouviu ou viu, o Primeiro Ministro referir-se em tempo algum em relação aos trajes dos seus Ministros, mas este comentário revela que qualquer coisa serve para denegrir, sem razão.
Plenamente de acordo, não tem condições para continuar!!!
Quer Marcelo que Azeredo são pessoas com os preconceitos criados pela monocultura do jornalismo.
Monocultura é incultura.
São por isso especialmente incultos.
Só talvez em algumas áreas da Universidade se consegue bater a incultura do Jornalismo.
Só vivem no mundo da politica da politica ( a repetição não é engano).
Aguiar-Branco também passava revista às tropas sem gravata. Como é do PSD aceita-se ou não?
Também penso que em democracia os militares não devem manifestar-se deste modo e devem obediência ao poder político. E mais, têm de respeitar a Constituição. A nossa diz, goste-se ou não, que não se podem discriminar pessoas em função da sua orientação sexual. O que o tal sub-director do colégio disse, deveria implicar a sua demissão imediata. O Chefe do Estado Maior deveria tê-lo criticado em vez de se voltar contra o Ministro. O Ministro, o Governo e o Presidente da República, não podem dar sinais de que os Militares podem não cumprir a Constituição quando lhes não agrade. Não podem desobedecer ao poder Civil em nome da estafada lenga-lenga de que os valores militares não sei quê e mais não sei quê. Ministro e Presidente da República têm uma boa oportunidade de mostrar que os militares cumprem a lei e não refilam ou…então saem da tropa. E os tropas que reparem que o ambiente não é favorável a golpes de generais (por enquanto). Se o Ministro mostrar mão firme, os militares acabam por se calar e não têm outro remédio. Se o Ministro mostrar receio … é mau.
Este é mais um triste episódio que se soma aos anteriores protagonizados por políticos sem um mínimo de estatura para compreender as especificidades da condição militar.
O anterior ministro da Defesa fez agravos bem maiores á condição militar e não vi aqui o escriba de serviço a fazer qualquer critica.
Não sou (nem nunca fui) militar mas tenho enorme respeito por quem o é nas condições em que o é, tendo presente as enormes dificuldades para se adaptar a constantes alterações de politicas que têm diminuído bastante a capacidade das Forças Armadas.