
Portugal é o segundo país do mundo com maior peso das eólicas na produção de energia. Embora lamente que esta boa notícia assente nos gordos incentivos do Governo, considero que esta é uma das situações onde a intervenção estatal se justifica. Na verdade, enquanto o carvão se mantiver abundante e barato, dificilmente surgirão investidores privados desejosos de correr riscos e/ou com capacidade para contraírem pesadíssimas despesas iniciais, com o objectivo de colherem frutos provavelmente só décadas depois. Porém, porque a aposta nas energias renováveis trará indiscutíveis benefícios futuros, este fardo presente deve ser assumido pelo Estado, de preferência em parceria com entidades privadas, mas, caso seja absolutamente necessário, por sua própria iniciativa. Infelizmente, é esta última situação que tem prevalecido, mas, ainda assim, a actuação do Governo nesta matéria merece aplausos.

“este fardo deve ser assumido pelo Estado”
Seria mais correto dizer que “este fardo deve ser assumido pelos consumidores de eletricidade”, os quais são forçados a pagar eletricidade mais cara. O Estado não assume nada; o Estado apenas nos obriga a pagar mais cara a eletricidade que consumimos.
esta boa notícia assente nos gordos incentivos do Governo
-Quanto pagamos por kw? Apenas após a resposta a essa questão saberei se estamos perante uma boa notícia. O 2º lugar no ranking atrás da Dinamarca pode querer dizer 2 coisas, que estamos no bom caminho, ou investimos numa tecnologia de forma irresponsável, ao contrário de outros países mais cautelosos na gestão dos dinheiros públicos. Não tenho uma opinião fechada, mas infelizmente conheço bem demais Portugal para acreditar na 1ª hipótese…
Este post, José, vem de encontro ao que por várias vezes tenho afirmado. O empresário português não corre riscos e quer lucros imediatos. Se não tem essa garantia, salta para o colo do Estado. Quamdo a coisa começa a funcionar, exige a privatização. É por essas e por outras que tenho muitas desconfianças em relação aos empresários portugueses eos acuso de serem ( a esmagadora maioria) subsidiodependentes…