António Barreto é um notável antropólogo, com uma notável carreira. Aprecio de cada vez que connosco partilha os seus pontos de vista sobre o que somos como país, sobre a forma como nos movemos e como insistimos em repetir as fórmulas já tentadas inúmeras vezes.
Para os que se comportam como donos da situação, a sua voz será frequentemente uma voz incómoda pelo desassombro, pela exactidão e acima de tudo pela honestidade.
Já o ouvi descrever como o melhor Presidente da República que Portugal nunca teve e acho que esse poderia ser, de facto, o seu mais rigoroso cartão de visita.
Sempre que diz o que pensa num texto de opinião, e julgo que seja sempre no Público, publica-o também no blogue colectivo Sorumbático.
Nem que fosse só por António Barreto, já merecia uma visita frequente.
O Sorumbático é o blogue da semana.

Eu aprecio muito o António Barreto. Durante muitos anos a coluna dele era o motivo pelo qual eu comprava o Público ao Domingo. Ele é sociólogo e não antropólogo.
Eu considero que António Barreto é um antropólogo, minha forma de o elogiar. Mas sim, a sua graduação e a sua docência foi em Sociologia – ainda que estas divisões disciplinares “tenham (imenso) que se lhe diga”.
Foi distração minha, Suzana. Estava para corrigir e agora com o comentário do nosso colega JPT, parece que afinal terei acertado …
Chamar antropólogo a um sociólogo é um elogio?!! Sempre a aprender…

Fiz ligação ao blogue e vi lá o mais recente post, precisamente de António Barreto. Sobre imigração. Fiquei horrorizado com o reacionarismo do homem. Eu já sabia que ele era de direita mas não esperava vê-lo a escrever coisas que ficam bem ao Chega.
Eu já não gostava dele, fiquei a gostar ainda muito menos.
Só será de direita se considerar que todos os que abandonaram o PCP, o são.
Deixe lá, se você acha que imigração é só vantagens então fico a gostar muito menos de si.
Eu gostava de o ouvir há muitos anos quando discutia/debatia com o Pacheco Pereira, o Pulido Valente ou o José Magalhães. Ao longo da última década tem tido uma evolução algo ambígua, que se pode ilustrar pela assinatura de uma petição da ultra-reaccionária (para ser caridoso) Nova Portugalidade a propósito daquela cena caricata dos brasões na praça do Império. Ele lá saberá. Para mim, perdeu muito em inteligência e relevância.
Há quem não goste de certas pessoas, apenas porque falta de argumentos para as contradizer. É normal.
Claro, por isso é que também não gosto de Einstein. Não tenho argumentos, nem experiências, para o contradizer, as suas teorias estão certas, por isso não gosto dele. Muito perspicaz, Paulo Sousa!
Houba!
O motivo pelo qual não apreciará as opiniões de António Barreto está provavelmente indicado no postal. E não é obrigado a concordar com ele, nem a apreciar o que diz. Não estamos na Rússia, nem na China.
Já anexei o blog Sorumbático aos meus Favoritos, obrigada pela partilha!
Concordo com tudo o que escreveu sobre António Barreto e lamento a sua ausência de uma participação política mais activa, vá-se lá saber porquê …
Foi governante muito novo e afastou-se da vida política activa há bastantes anos. Parte da sua credibilidade resultará disso mesmo.
Boa escolha, Paulo.
Muito boa escolha, Paulo. É sempre um gosto ler António Barreto.

Maria
É sim, Maria.