Longe vão os tempos em que tinha a pretensão de ver algum, e bom, cinema.
Se anos houve em que conseguia ver mais de uma centena de filmes, certo é que hoje em dia passo largos meses sem ver cinema em salas e ecrãs decentes, sem estar estirado num sofá, com as pálpebras a fecharem-se sem qualquer controlo, ou em salas com pipocas, cheiro a comida, gente a falar e a luminosidade, quando não o som, dos telemóveis dos (e das) “selvagens” das redondezas.
Nos últimos anos, de quando em vez, lá consigo arranjar um dia ou dois em que aproveito para ver alguns filmes de empreitada. É o que acontece de cada vez que tenho oportunidade de acompanhar um festival de cinema.
Com a tarefa desta semana já prometida à Teresa, pensando na escolha que iria fazer, serviu-me ter Nicolas Cage a algumas filas de mim, assistindo à projecção do magnífico Green Book, o último filme de Peter Farrelly, com um Viggo Mortesen intenso e a brilhar alto, e a magnífica surpresa que foi para mim Mahershala Ali, para me lembrar que estava na hora de escolher um blogue que já leva uma década, e que mesmo quando não podemos ir ao cinema nos vai pondo ao corrente do que se vai fazendo e passando nesse mundo fascinante.
Cinema Sétima Arte é, por isso mesmo, e no dia em que começa o 3.º Festival Internacional de Cinema de Macau, a minha escolha para esta semana. Para não perder o pé durante o resto do ano.

Adoro cinema. A última vez que me sentei numa sala do dito faz muito tempo, mas tenho saudades de ver um bom filme num ecrã bem gigante. Agora sempre que me deixam, serenamente procuro na cabo um filme que pelo seu realizador e um ou outro interprete me desperta interesse e/ou curiosidade; só depois e havendo leio a sinopse. Também cheguei a comprar – raramente porque o fim do mês antecipa-se –
. Tudo para dizer que gostei sobremaneira da sua sugestão e deixo aqui o meu obrigada, Sérgio. 
Maria