Blogue da semana


convite,

Ir uma pessoa para o Governo pode não ser bom bom para a blogosfera. Veja-se o exemplo d’ A Origem das Espécies, desabitada desde que Francisco José Viegas está SEC.

Felizmente há a heteronímia. Assim, o Doutor António Sousa Homem continua a escrever-nos do Minho. Esperemos que a proverbial longevidade dos Homem, testemunhada pelas paredes do casarão de Ponte de Lima e coadjuvada pelos cuidados de Dona Elaine, a governanta do eremitério de Moledo, permita que o álbum de reflexões continue a folhear-se naquela prosa vintage de belo recorte.

António Sousa Homem, o blogue hebdomadário, é a minha escolha para esta semana.

8 comentários em “Blogue da semana”

  1. Ivone,

    É extremamente agradável podermos confirmar que as nossas primeiras impressões se vão cimentando ao longo dos tempos.

    No seu caso e no que me diz respeito, Ivone, quase seria de aplicar a famosa frase sobre enganos e dúvidas do Professor Cavaco, mesmo que, como alguns afirmam, tal frase nunca tenha sido pronunciada.

    É com muita pena que notei o interregno da “Origens das Espécies”. E no que se refere a António de Sousa Homem continuo a apreciar a leitura de quase todas as suas crónicas.

    Em particular as relacionadas com a “pedagogia”, a “mocidade”, a substituição da “conversa à mesa” pelo tão propalado “diálogo” e, em especial, a frase que a seguir indico retirada de um texto intitulado “O arbítrio das coisas” e que, desde que a li pela primeira vez bem refastelado numa esplanada à beira mar aqui no Porto, sempre me fez pensar.

    Diz António Sousa Homem: “O ‘arbítrio das coisas’ já se não usa desde que a ‘puericultu­ra’ se transformou em ‘pedagogia’ e a classe média inventou a exis­tência do ‘trauma’.”

    Francamente deliciosa esta frase. Penso que um dia meu filho, ainda criança hoje, me agradecerá por eu a ter lido e interiorizado.

    Por mim, só posso uma vez mais vir agradecer-lhe a beleza de toda a sua escrita e os bons momentos que me tem proporcionado, sempre que tenho a felicidade de a ler ou reler.

    São textos que, geralmente, nos fazem abstrair de muitas das agruras da semana e que nos proporcionam aquilo a que alguém um dia chamou de “o descanso do guerreiro”. Ficamos preparados, porque descansamos, para todas as batalhas do dia seguinte.

    Com uma enorme estima, um grande muito obrigado.

    JLB

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