Se o título desta notícia do Público é fantástico (Os EUA estão a recuperar o papel de motor da economia mundial), o subtítulo é deslumbrante: Com a Europa a cair em recessão e a China a abrandar, o mundo volta a olhar para o consumidor norte-americano como estímulo para uma recuperação. Mas a Fed tem de continuar a ajudar. Adoro a ideia do consumidor como salvador do mundo e o singelo apelo à Fed para que continue a ajudar. Eu sei que estamos em ano de eleições e é preciso reeleger Obama (for the record, também não sou grande fã dos republicanos). Ainda assim, acho extraordinário continuar a defender-se (e num artigo normal de jornal, não é sequer uma coluna de opinião) que o «crescimento» seja obtido através do consumo, da emissão de moeda, do défice. Por outras palavras: aumentando a massa crítica. Quando a explosão ocorrer, ninguém estará suficientemente longe.
Big bang
escafandro,

Caro Jaa, em Portugal temos que dizer baixinho, para ninguém se aperceber, que os EUA têm a dívida externa per capita mais alta do mundo…
André: é a única forma que têm arranjado para permanecerem “o motor da economia mundial”… 🙂
Quando chegar o cobrador do fraque….
Ainda pode demorar – tal como nós esperamos que a Alemanha receie deixar-nos cair (e especialmente à Espanha e à Itália) os EUA esperam que os credores (a China, por exemplo) não terão coragem de provocar um estoiro a nível mundial. Ou seja, ainda ninguém contratou o cobrador do fraque. Mas a dívida vai-se acumulando.
Também li, agora chamar notícia?
Parece mais opinião disfarçada de notícia, mas já é de esperar no Publico.
De assinalar que o Publico não chamou extremista a Obama por bater recordes de endividamento, em 4 anos já criou mais dívida que Bush em 8.
Aliás o Publico pede mais extremismo, mais recordes de dívida.
Não é só o Público mas a comunicação social portuguesa quase toda. As definições de bom e mau endividamento já não têm a ver com o retorno do investimento feito com o dinheiro que se pede emprestado mas com ter sido realizado por Bush (mau) ou por Obama (bom ou, para usar um termo mais na moda, virtuoso).
Suponho que a dívida não releve, quando é o Fed que tem a esmagadora maioria.