Bem-vindo seja


oanonimoanonimo,

Se o Papa não tivesse chegado a Portugal, o lado mau era que as televisões ainda estariam a “dar” Benfica campeão. Mas chegou. Para alguns, a recepção fica cara, serve para esquecer os reais problemas do país, dá “pontes” inadmissíveis, andaram uns tontinhos a distribuir provocatórios perservativos e garantem que o Estado laico anda confuso e subverte princípios constitucionais. Para outros, o Papa cá é sinónimo de esperança extraordinária, talvez um suplemento de fé, quem sabe dum milagre que faça de nós um povo atinado e atilado. Talvez todos exagerem. Não tenho uma ideia muito sustentada sobre Bento XVI. Talvez porque ainda tenha muito viva a memória de João Paulo II, o Papa que acompanhei, repórter com 20 anos, na sua primeira visita a Portugal e que fez de mim um inquestionável devoto do culto mariano, no preciso momento em que vi, ao longe, a tentativa de atentado de Juan Khron, que me fez correr como um desalmado, aos empurrões, na Cova da Iria. Não me perguntem como é que estas coisas acontecem, que eu não sei. Retenho, porém, de Bento XVI, a fantástica afirmação de que os adversários da Igreja não estão no exterior, mas no pecado da própria Igreja. Bento XVI, em Portugal, assumiu o pecado da Igreja. Tal afirmação vale a visita, pela sua humildade. Bem-vindo seja, por isso.

6 comentários em “Bem-vindo seja”

  1. “Bento XVI, em Portugal, assumiu o pecado da Igreja. Tal afirmação vale a visita, pela sua humildade. Bem-vindo seja, por isso.”
    Sim, finalmente está desmistificada e denunciada a teoria da conspiração. Atrevo-me a classificá-lo de momento histórico. Estou-lhe grata por, a esse momento, estar associado o nome de Portugal.

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