Belles toujours


Pedro Correia,

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Ali McGraw

24 comentários em “Belles toujours”

  1. Não atentem contra o género. O ser-humano não é o corpo anatómico. Logo, não tem cor, forma ou género. A grafia não deveria ser «Humanx» (o/a/etc.)?

      1. O que dirá o Adolfo Mesquita Nunes, e outros, desse seu comentário, Caro «V»? O Ser-que-nós-somos não é a materialidade do suporte que o sustenta. Era o mesmo que dizer que o robot é a IA, que Bit era igual a IT, e assim sucessivamente, até à formulação de Descartes (e outros antes dele).
        É uma evidência que, mesmo sem braços ou pernas, cegos, e com as piores doenças, seja de que formato, género ou cor-de-pele tivermos, continuamos a ter consciência-de-nós, e a afirmarmos que «continuamos a Ser».
        Para derrotarmos as discussões xenófobas e facciosas dessa «Esquerda» tonta (mas também de uma «Direita» ultrapassada e retrógrada) temos de ser capazes de encontrar, a montante, o patamar certo. Para isso temos que acompanhar os actuais avanços científicos (neurociências, IA, matemática, física, biologia) e de conhecimento (antropologia, história, hermenêutica). Porque senão, ficamos no rebanho do senso-comum, à mercê das ideias dos outros. (Pedro Manuel-Cardoso)

        1. O patamar certo é eu estar-me nas tintas para tudo isso. Agora, obrigarem as crianças a pensar nisso é que eu acho fascista e um abuso inqualificável. E ter de gramar quotas para raças também.

          Todos os desígnios colectivos são repelentes.

          1. É Neo-Marxismo racial e sexual, criando classes raciais e classes sexuais e outras depois das classes sociais.
            Depois de tirar lucro do conflito social, agora explora a raça e o sexo.

          2. Não sei se será possível evitar que as “crianças” (sim, as mesmas da revista “Tintin”, as dos 7 aos 77 anos) caiam na tentação de «pensar nisso» ou «ter de gramar quotas para raças também», lá está, essas últimas manifestações que ele, erroneamente, até chama de “fascistas” quando, na verdade, o que ele queria ter escrito era “fachistas”: “fascistas” é um jargão dos politicamente correctos que sofrem do chamado “paradoxo da tolerância”.
            «Todos os desígnios colectivos são repelentes.» – Incluindo a nacionalidade e a pátria? Incluindo a ordem estabelecida que V. descobre ameaçada?

          3. A nacionalidade não é um desígnio colectivo e uma pátria também não. São dados adquiridos.

          4. Quanto à sexualidade, e por falar em adquirido (em biologia adquirido é o que é natural), prova-se que a opção sexual é cultural e não é uma coisa adquirida naturalmente — influenciada socialmente e portanto manipulável. É esta última constatação que indica que tudo isto é errado, e não a opção em si. Porque o que vai acontecer um dia é que a Catarina Martins diz que Portugal tem de ter 20% de paneleiros para ser moderno e depois vão obrigar as criancinhas a pensar que afinal até são maricas. Se um gajo acordar de manhã e pensar olha, afinal sou rabeta, tudo bem, é lá com ele, não temos nada a ver com isso. Mas vir uma cabra qualquer tipo a tísica do PS meter merdas nas cabeças das crianças da escola e vejam lá bem se realmente são meninos e meninas até podem ser as duas coisas é que é perfeitamente nojento — e não vai lá com murros na mesa, tem de ser no focinho.

            (ahah)

          5. 1. Partilho o horror, de virem dizer-nos «como devemos pensar». Esses são, de facto, os nossos piores inimigos. A única defesa que temos, sem nos metermos numa guerra fratricida, é o imperfeito regime democrático. O qual estipula, que «quem tiver mais 1 voto, que seja, é quem manda nos outros». É uma ditadura, à qual submetemos a nossa Liberdade, por não conseguirmos inventar outro regime melhor.
            2. Todavia, o Ser-humano não é o corpo-anatómico. Cada vez mais, esse afastamento se torna uma realidade. E não por motivos políticos, ideológicos ou culturais. Mas, outrossim, por uma «razão Adaptativa» (no sentido neo-darwinista).
            2. Os “Humanos” são apenas uma, das muitas possibilidades da “Vida” continuar. Há os que querem permanecer no que são agora. E há os que se querem transformar num probabilidade de sobrevivência maior, do que aquela que essa prisão ao actual corpo-anatómico lhes confere (mais livres de sucumbir com doenças, feridas, maleitas, vírus, amputações, etc.).
            3. Até ao momento já estivemos nos corpos dos “erectus”, “habilis”, “denisovanos”, “floresiensis”, “luzonensis”, “neandertais”, “sapiens sapiens”, e anteriormente, talvez noutros. Se houver mais Futuro (para o Ser que navega e está abrigado nos corpos-anatómicos), essa mudança de “corpo” será inevitável.
            4. Parece-me que à medida que se exteriorizam órgãos, funções e especificidades do corpo-anatómico (através da IA, bio-robótica, manipulação genética, Crispr-eCas, etc.), essas partes vão deixando de ser a carga que o Ser-humano é, doravante, obrigado a transportar.
            5. O dimorfismo sexual que herdámos (masculino/feminino), e acentuámos e seleccionámos socialmente, foi causado por uma vantagem evolutiva durante uma determinada fase da “evolução”. Mas não quer dizer que dure para sempre, se o contexto de sobrevivência mudar.
            6. Se querem aprender, e atualizar os conhecimentos sobre este assunto, que leiam: Alexandra Kralick, 2019 “What Our Skeletons say About the Sex Binary”, Human Nature. E, Ruth Ley, 2018 “Human and the microbioma”, Max Planck Institute. Ou, Rob Knight, et alli, 2018 “Humans and genes”, University of California/San Diego/USA.
            7. Isto para dizer, que estou de acordo consigo “V”. É um crime aquilo que esses ideólogos nos querem impingir. Devem julgar que nos comem por ignorantes. Mas pior ainda, é a incompetência de quem nos governa, ao permitir isso.

          6. Mas há alguém aqui que gosta de Mulheres???
            Coitada da Ali McGraw ninguém lhe liga nenhuma!!!

          7. Isso é uma coisa do Passado. Agora já ninguém tem paciência para “gostar de mulheres”… Já foi chão que deu uvas. É arqueologia. Porque o Ser-humano sente que é outra coisa completamente diferente dessa dualidade dimórfica.

          8. 1. Os dados recentes da Ciência mudam as premissas do Debate sobre o Género.
            2. Quanto tempo faltará para colocarem o atual corpo-anatómico num museu, para ser visto pelos futuros visitantes como o suporte de um passado pré-histórico do Ser-humano?
            3. O corpo do Ser-humano provavelmente é um objeto físico, mas não é evidentemente o atual corpo-anatómico. O Ser-humano não está nessa escala. Provavelmente, nem sequer está sequer. Será uma coisa física, que vai emergindo e se vai alojando em todos os corpos/suportes que a Filogenia lhe exige, para vir-a-ser. Tal como uma semente, ou um ovo, em germinação. Fá-lo através de níveis de complexidade impulsionados por uma codificação interna (programa), independentemente do esforço adaptativo (neo-darwinista) dos fenótipos.
            4. “O desafio é pôr o pensamento fora do cérebro, transpor para outro hardware todas as nossas capacidades cognitivas, criatividade incluída. Da mesma forma que os biólogos pensaram em criar vida num laboratório, outros cientistas pensam em colocar inteligência noutro suporte.” (Luís Moniz Pereira, 18nov2018, professor catedrático da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, investigador de Inteligência Artificial no Laboratório de Ciência Computacional e Informática).
            5. E assim sucessivamente, provavelmente, até à aquisição da «propriedade física SAP2i».

          9. Uma outra característica dos humanos é pensar têm alguma importância — e viver na ilusão de que alguma coisa muda alguma vez tirando a casca e a superfícies da vida alienada das cidades (que eu acho muito bem, não quereríamos viver de outro modo). Essa questão dos sexos e quem é o quê não interessa para rigorosamente nada, e só funciona como moeda “marxista” (para utilizar uma expressão cara ao nosso ilustre lucklucky): conversa da treta que garante empregos nas juntas de freguesias de esquerda e nos grupos de trabalho para indolentes que o Governo agora parece que subsidia com o nosso dinheiro — e ficam todos contentinhos porque agora já podem comprar uma casinha e continuar a sair à noite sem preocupações. Compensou andarem ler as coisinhas do Rui Zink, a soprar para os didgeridoos e a bater em panelas quando vinha cá o Le Pen.

            Mas depois aparece um vírus, limpa metade da população na terra e a verdadeira dimensão das coisas fica subitamente visível. Para a próxima pode ser um terramoto ou um meteorito quem sabe — e voltamos ao dia 1 no mundo com uns selvagens a roubar comida aos outros (por enquanto são só os selvagens do PS a roubar vacinas, olha, deixá-los, metam-nas no cu com o frasco e tudo).

            Aliás, basta faltar a luz uma hora e andamos logo cem anos para trás e começamos a ter medo da noite e dos lobos outra vez. Como dizia Bachelard, o inconsciente ainda pega numa vela quando descemos as escadas para ir à cave.

            Nada disto retira beleza à Ali McGraw, obviamente.

          10. “V.”, se há algo que descobri, como definitivo, da leitura dos seus 2 comentários é que, de certeza, usamos significados diferentes para os mesmos vocábulos. Falo de “desígnio ou “adquiridos” (em termos gerais… e até mesmo, se insiste, “em biologia”!) para nem ir a “nacionalidade” ou “pátria”: eu uso os significados que se podem encontrar em todos os dicionários, incluindo os “online”.
            Já nem por isso estranhei essa sua mensagem peregrina de que «o que vai acontecer um dia é que a Catarina Martins diz que Portugal tem de ter 20% de paneleiros para ser moderno e depois vão obrigar as criancinhas a pensar que afinal até são maricas.» – graças a deus nem pertenço ao grupo dessa hipotética situação, o das tadinhas das “criancinhas”. Só não percebo é, em que é que falhou o anterior regime que “dizia que Portugal tinha de ter 100% de” heterossexuais, homofóbicos de preferência, e depois, como sabemos, até existia uma outra realidade.

          11. Acho que é bastante claro que algo adquirido é algo que existe como condição à priori. Tirando na definição da Psicologia (seja lá o que isso for) em que aparece como uma descrição de um acumulado e portanto está a descrever outras coisas que não uma condição pré-existente de funcionamento (por exemplo, órgãos reprodutivos). O que eu estou a dizer é que se esses orgãos são uma condição pré-determinada no corpo então a preferência sexual não corresponde a uma escolha determinada pela característica do órgão. E se é difícil provar a existência de uma líbido à maneira de Freud que poderia regular aquilo que seria a preferência, parece sensato presumir que essa escolha acontece depois na interacção como a selecção do resultado mais satisfatório (isto é, já ao nível da pessoa, uma vez que o orgão pode ser estimulado de maneira autónoma).

            O resto não me interessa nada.

            Já agora, atente como a expressão uma vez que é igual a dado que que é o mesmo que sendo/estando adquirido que.

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