Basta vê-lo


jmmcc,

Estamos assim: nós,  portugueses, somos considerados os europeus mais pessimistas. A nossa expectativa em relação ao futuro está praticamente no zero, talvez mesmo abaixo dos búlgaros, húngaros e romenos. Vá lá, que ainda somos considerados europeus, apesar de Portugal estar a tornar-se um território europeu marginérico (misto de marginal e periférico).

É certo que Vítor Constâncio diz que a proposta orçamental do governo «tem várias medidas inteligentes», mas nós sabemos que a maior parte das vezes o governo não mostra inteligência nem para tirar as medidas. E reparem que ele também sabe. Basta vê-lo (como o fotógrafo Daniel Rocha/Público o viu).

15 comentários em “Basta vê-lo”

  1. A expressão é a cara do presente. Dele? Não, do nosso, já que ele terá outro presente: o dele, que é um dois em um, já que porventura convém esquecer que muitas medidas inteligentes e muitas omissões e permissões vieram exactamente da sua passagem pelo BP.
    De repente, lembrei-me de

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    A expressão é a cara do presente. Dele? Não, do nosso, já que ele terá outro presente: o dele, que é um dois em um, já que porventura convém esquecer que <i>muitas medidas inteligentes</i> e muitas omissões e permissões vieram exactamente da sua passagem pelo BP.
    De repente, lembrei-me de <i<alguém</i> daqui do blog, que parafraseando o grande >b>Vasco Santana</b>, assim diz: <i>"Quando lá chegares, manda saudades, que é coisa que cá não deixas!"</i>

    Passei hoje pelo Furadouro, onde cheguei a fazer praia, só pela beleza da arte xávega, ou pesca de arrasto ajudada por uma junta de bois. Fiquei estupefacta, o areal quase não existe, foi totalmente engolido.
    Fez-me lembrar o nosso país …. vamos indo, vamos indo …

      1. Bem, garanto que não escrevi com tanta atrapalhação, mas está uma trapalhada mesmo.
        Sim, o magnífico areal, deixa saudades …. Ele, não.
        Mas o areal é a cara do país, estamos a recuar, a recuar, senti-me quase sentada em Madrid …

          1. Ambas. Afundamo-nos e deitam-nos as garras em cima. Somos a costa espanhola cada vez mais.
            Ali, tive a imagem do momento: tudo nos foge, o país encolhe, nada mais resta.

          2. que é coisa que cá não deixa ….
            Peca por ser tarde demais … para nós!

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