Estamos assim: nós, portugueses, somos considerados os europeus mais pessimistas. A nossa expectativa em relação ao futuro está praticamente no zero, talvez mesmo abaixo dos búlgaros, húngaros e romenos. Vá lá, que ainda somos considerados europeus, apesar de Portugal estar a tornar-se um território europeu marginérico (misto de marginal e periférico).
É certo que Vítor Constâncio diz que a proposta orçamental do governo «tem várias medidas inteligentes», mas nós sabemos que a maior parte das vezes o governo não mostra inteligência nem para tirar as medidas. E reparem que ele também sabe. Basta vê-lo (como o fotógrafo Daniel Rocha/Público o viu).


Alguém disse que um optimista é um pessimista mal informado.
Alguém?
Uma imagem vale mais que mil palavras.
Sim, é exactamente o caso.
A situação financeira do País não deve ser assim tão preocupante. Reparo agora que o governador do Banco de Portugal não tem um único cabelo branco.
É verdade. Tem o cabelo cada vez mais preto.
Por analogia, isso faz-me pensar que Gilberto Madaíl também estaria em condições de ser governador do Banco de Portugal.
Claro que sim. E o presidente da Associação de Municípios.
A expressão é a cara do presente. Dele? Não, do nosso, já que ele terá outro presente: o dele, que é um dois em um, já que porventura convém esquecer que muitas medidas inteligentes e muitas omissões e permissões vieram exactamente da sua passagem pelo BP.
De repente, lembrei-me de
De repente, lembrei-me de <i<alguém</i> daqui do blog, que parafraseando o grande >b>Vasco Santana</b>, assim diz: <i>"Quando lá chegares, manda saudades, que é coisa que cá não deixas!"</i>
Passei hoje pelo Furadouro, onde cheguei a fazer praia, só pela beleza da arte xávega, ou pesca de arrasto ajudada por uma junta de bois. Fiquei estupefacta, o areal quase não existe, foi totalmente engolido.
Fez-me lembrar o nosso país …. vamos indo, vamos indo …
Ficaste atrapalhada? Bem, lê-se na mesma.
Não sei se estavas a falar do contraste entre Constâncio e o Furadouro. É que, ao contrário dele, o areal deixa saudades.
Bem, garanto que não escrevi com tanta atrapalhação, mas está uma trapalhada mesmo.
Sim, o magnífico areal, deixa saudades …. Ele, não.
Mas o areal é a cara do país, estamos a recuar, a recuar, senti-me quase sentada em Madrid …
A recuar ou a afundar?
Ambas. Afundamo-nos e deitam-nos as garras em cima. Somos a costa espanhola cada vez mais.
Ali, tive a imagem do momento: tudo nos foge, o país encolhe, nada mais resta.
Começo a achar que Constâncio faz bem em querer sair de cá. Pena que não o tenha feito há muito. Para mandar de lá saudades…
que é coisa que cá não deixa ….
Peca por ser tarde demais … para nós!