Ouvi contar, já não sei onde nem a quem, a história de uma mulher que saía todos os dias de casa para dar um passeio de táxi pelas ruas mais movimentadas de uma certa cidade. Ao taxista, sempre o mesmo quando não calhava estar estar de férias ou impedido por qualquer moléstia, afazer ou indisposição, caso em que ele próprio assegurava a substituição, pedia que circulasse devagar. Impondo calma à urgência do trânsito. Enquanto a viatura se distraía do ritmo urbano, a mulher, em pose majestática, sorria para todos os transeuntes, acenando-lhes com a mão aberta em suaves movimentos, tão laterais quanto abrangentes. Nos cerca de 30 minutos que durava cada viagem, mantinha-se em silêncio. Mas nunca parava de sorrir e de acenar, perante o espanto ou a indiferença daqueles com quem se cruzavam. No final da corrida, chamemos-lhe assim ainda que saibamos já que dificilmente a designação ficará bem a um percurso feito a tão baixa velocidade, pagava e regressava à sua casa real, modesta e frugal, levando para lá da porta a sua pose impassível, alheia a tudo. Dirão que esta é, obviamente, a crónica de uma falsa majestade. Respondo que o ponto essencial não é esse. Realmente, a pergunta a fazer é aquela sobre a existência de verdadeiras histórias de princesas.
Bárbara escrava
Rui Rocha,

Eu acho que a culpa é da crise. É inevitavelmente.
olha quegiro…
2 posts 2 sobre este assunto,postados aqui neste blogue, ambos os dois com um um linque ao i…
deve ser aí no i que está a dar para acompanhar quem bate em quem.
e esta notícia sobre as escravas / princesas, sobre o sonho de casar e passar as núpcias no estrangeiro, não passou no i? ÓOO? samentos-por-conveniencia-bigamia-portug uesas-reino-unido-imigrantes-tvi24/15036 24-4071.html
http://www.tvi24.iol.pt/503/sociedade/ca
Não se metam na vida dos outros. É feio. Para não dizer chunga.