“Banho de ética” ameaça dilúvio


Pedro Correia,

 

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«Se há coisa de que Portugal hoje precisa é de um banho de ética»

Rui Rio, enquanto candidato à liderança do PSD, a 11 de Outubro

 

 

25 de Janeiro: Ministério Público investiga negócios da Câmara de Ovar, presidida por Salvador Malheiro, director da campanha de Rio entretanto designado vice-presidente do PSD.

 

19 de Fevereiro: DIAP de Lisboa investiga gestão de Elina Fraga enquanto bastonária da Ordem dos Advogados, na sequência de uma auditoria. Actual vice-presidente do PSD é suspeita de eventuais incumprimentos do Código da Contratação Pública e de violação dos estatutos da ordem.

 

13 de Março: Procuradoria-Geral da República manda abrir um inquérito ao caso da informação falsa no currículo de Feliciano Barreiras Duarte, novo secretário-geral do PSD.

32 comentários em ““Banho de ética” ameaça dilúvio”

  1. Portanto: três investigações em curso. Mas, até agora, ninguém foi acusado de nada.
    Recordemos que, recentemente, o Ministério das Finanças também foi alvo de investigação. Mas a investigação não deu em nada (a não ser que o Ministério Público ficou da posse do conteúdo de todos os computadores e de todos os emails desse Ministério – uma situação assaz melindrosa). Foi só fumaça, como soi dizer-se.
    Recordemos também que, como Rui Rio recentemente recordou, durante o tempo em que ele foi presidente da Câmara da Porto ele foi permanentemente arguido em algum processo (e geralmente em mais do que um). E que, a determinado momento, seis dos vereadores dessa Câmara eram arguidos. No final, tudo acabou por dar em nada.
    Portugal tem um Ministério Público muito ineficiente. Farta-se de investigar, farta-se de alardear as suas investigações, mas no fim nunca consegue obter nada. A não ser lama lançada para cima dos outros.
    O Ministério Público português é como uma ventoinha a espalhar merda.

    1. Tal e qual. O MP é isso mesmo, uma nulidade. Investiga mal, acusa mal e arquiva mal por não querer investigar. Mas ganham bem.

        1. Infelizmente, tenho de me manter anónimo. Estou aqui cagado de medo com o gabinete de crise do benfica e, nunca se sabe, se me foge a boca para a verdade, ainda sou alvo de processo, perseguição e “fogueira com ele” por parte do patrão do Pedro Guerra, do Paulo Gonçalves e de não sei quantos árbitros, o tal primeiro ministro orelhudo.

    2. “Mas a investigação não deu em nada (a não ser que o Ministério Público ficou da posse do conteúdo de todos os computadores e de todos os emails desse Ministério – uma situação assaz melindrosa)”.

      Só queria relevar este parágrafo por me parecer muito pertinente.

  2. Frequentemente, quando uma nova equipa chega ao poder, descobrem-se alguns problemas potenciais que umas vezes são mesmo problemas outras vezes não. É uma situação normal decorrente de escrutínio sobre vidas de pessoas até então pouco escrutinadas. O caso mais gritante que me lembro foi o do PRD, quando elegeram deputados era cada cavadela sua minhoca. Falar muito em ética no início dum ciclo tem os seus riscos.

  3. Parece que, junto do autor deste artigo, também já fez escola a confusão entre investigação e condenação.

    A questão do currículo do vice-presidente, mesmo não sendo um crime, é extremamente embaraçosa para o próprio e por arrasto para o psd.
    Também a escolha de Negrão não foi lá grande coisa, não porque haja oposição interna, é mesmo a fraca qualidade do próprio.

    1. É que, consensual no PSD, só mesmo o PR. Toda a gente está de acordo que o gajo lhes comeu as papas na cabeça.

    2. Fulcro da questão: “não é crime”, e enquanto não for crime a bandalhiçe continua, isto é uma enorme falta de respeito por todos nós, no limite aqueles fulanos a quem pagamos para nos representarem só estão lá porque fazem trafulhices. Aliás é um atentado à dignidade de quem estuda e se esforça, as teses já são uma bosta porque são baseadas nos CV e depois ainda mentem sobre as coisas. Vão todos badamerda! Criminalização de falsos dados nos CV, já!

  4. Nada a apontar.
    Lembre-mo-nos de que não há muito tempo, tivemos um 1º ministro que confessou não ter pago as suas obrigações para com a Segurança Social, por mero esquecimento. Isto, entre outras coisas que não pagou e que preferiu esquecer, perante as diversas perguntas que lhe fizeram.

      1. Pedro, atenção à dramaturgia do texto.
        Traço – pode indicar pausa, com o objectivo de dar intensidade ao diálogo

  5. O banho de ética prometido por Rui Rio, está, por estes dias comprometido.
    Três situações díspares, todas elas com possíveis implicações penais.
    Ainda assim, não sendo a mais gravosa, a situação de Feliciano Barreiras Duarte é preocupante.
    Isto porque mesmo que o episódio em causa não venha a ter qualquer implicação penal, eticamente é bastante elucidativo de uma conduta que se vem repetindo no meio politico vezes demais.
    É bem demonstrativo que, como se costuma dizer ” já não é defeito é feitio”… e mau!

  6. E ainda acreditam nestes Santos da ética?, isto é só para inglês ver.
    Nenhum merecesse confiança.Qual confiança?, deviam ter todos vergonha.
    Não passam de um insulto para o Povo Português.

  7. já ninguém se lembra o que um “grande politico” disse sobre a ética, cito ” a ética está na lei”.

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