António Costa tem-se esforçado. E os resultados estão à vista. Quase um ano depois, o PS praticamente iguala as sondagens que obtinha no tempo do líder anterior, António José Seguro. Falta apenas meio ponto percentual para atingir os 38% de Seguro em Maio de 2014, o mês em que Costa anunciou que pretendia derrubar o antecessor. Tudo porque a vitória do partido nas europeias, com 3,7% de avanço sobre a coligação PSD/CDS, lhe tinha “sabido a pouco”.
Lamentavelmente, esse avanço encolheu entretanto: de acordo com o barómetro da Eurosondagem, o PS só reúne hoje mais 2,8% do que a soma dos partidos da actual coligação (26,7%+8%). Uma diferença que, aliás, se insere na margem de erro da sondagem.
Saberá a pouco? O melhor desta vez é fazer a pergunta a Seguro. Para variar.

Costa tem o que merece. As sondagens valem o que valem e a actual coligação vale menos que as sondagens. Hoje Costa começou a acordar da hibernação onde tem andado e como tal, já deu o fora ao PSD/CDS e amanhã Costa, Rui Tavares,…………. Vão começar a ensinar-lhes que não se brinca com pessoas e as pessoas por sua vez, vão mostrar-lhes que a coligação vai ter o que merece que é: RUA!
Diz que o Libre já bai nos binte e cinco por cento…
As sondagens valem o que valem e não percebo porque é este anónimo diz que a coligação vale menos do que as sondagens.
Talvez esta seja mais do seu agrado.
http://www.legislativas2015.pt/2015/04/1 2/barometro-aximage-abril-2015/
Wishful thinking much?
Agora a desculpa é que o Costa tem andado hibernado. HAHAHA
As sondagens valem o que valem. As da Eurosondagem valem pouquíssimo. Mas são as que o Expresso continua a publicar. E um ano de sondagens, mês após mês, já permite conclusões políticas. De resto as sondagens da Aximage não apontam numa direcção diferente.
Atrás de mim virá quem de mim bom fará. Sempre achei o Tozé um lider fraco (a da “abstenção violenta” ficou-me na memória). Mas constata-se hoje que Costa é um imenso vazio.
E acho que Seguro tem feito muito bem ao manter-se em silêncio e nem deixar que os media lhe ponham a vista em cima.
Ignoro se anseia por um regresso – mas fui ao longo dos anos desenvolvendo uma espécie de simpatia pelos que tiveram a sua oportunidade, fizeram o seu papel ou, por uma razão ou por outra, não tiveram êxito, e abandonaram o palco da política activa. Por oposição aos “cromos da democracia” que há 40 anos (ou mais) não nos largam a braguilha. Entre os primeiros: Fernando Nogueira, Hermínio Martinho, Manuel Monteiro… Entre os segundos: Santana Lopes, Mário Soares, Freitas do Amaral, Garcia Pereira…
O silêncio de Seguro é um atestado de dignidade. Que só o notabiliza. Em contraste nítido com os jovens turcos do grupo parlamentar que o derrubaram com inacreditável alarido, em clima de guerra civil, vai fazer agora um ano. Com os belos resultados que as sondagens hoje demonstram.
E não haverá lá no PS um outro que se proponha melhor que o AC? Será que ainda iria a tempo de lhe “dar um chega pra lá” e, desta que é, empolgar o povo de vez?? Bom, até que haveria um, mas logo por azar, não está disponível ..
Camarada Curiosa
Infelizmente, o “um”está a negociar uma parceria publica- privada para a construção d’um aeroporto em Évora ( com saída pelas traseiras) para complementar o de Beja.
O PS vai perder as eleições. A dúvida é se a soma dos votos dos dois partidos da coligação chegará para a maioria absoluta, porque apesar dos 8% que o CDS tem neste momento (um resultado até bom), o PSD está muito mal nas sondagens.
O partido tem de acreditar que pode ganhar, porque pode mesmo ganhar. O que o PS tinha a crescer já cresceu. Com a boquinha calada o Costa passava por “sábio”, mas à medida em que o tempo passa e o líder socialista tem de se expor, para além do escândalo Sócrates (que ainda irá dar muito que falar), que contamina o partido, pois não só Costa e Sócrates eram “unha com carne”, como apenas Seguro e a sua ala nunca tiveram nada a ver com o “socratismo”; para além da trapalhada das presidenciais com a escolha de um fraco candidato, tudo isto vai tornar o PS ainda menos atractivo. É que não passou assim tanto tempo desde que o país quase foi à bancarrota e as pessoas. Muita gente tão cedo não voltará a confiar nos socialistas, por isso é que o PS não descola, nem irá descolar.
O PSD tem de convencer os portugueses de que tem uma ideia de desenvolvimento para o país. Uma ideia própria, que vai para além de cumprir com as regras da zona euro. Sem isso não entusiasma ninguém e das próximas eleições sairá fatalmente um novo bloco central, pois mais nenhuma combinação partidária terá a maioria na assembleia.
Discordo de si. Ainda há uma forte esperança para o PS. Basta sair Seguro e entrar Costa.
Caro Pedro:
Que o homem tem sabido a pouco para quem alimentou tantas esperanças nele, estamos de acordo.
Mas não entrou com um factor determinante: o efeito do engenheiro ao Domingo, que esvaziou o impacto inicial em pleno Congresso.
E depois foi a tontice e as declarações habituais na romaria a Évora.
Como não se pode fazer prova contrafactual, não saberemos quanto teria Seguro.
Mas o golpe de misericórdia ser-lhe-á dado com o início do julgamento em plena campanha eleitoral: é o meu mindinho a trabalhar ou será maquievelismo?
A ver vamos, como diz o cego.
À justiça o que é da justiça, à política o que é da política. O ex-vice-primeiro-ministro do PP espanhol Rodrigo Rato, e antigo ministro da Economia de Aznar, acaba de ser preso por motivos idênticos aos de Sócrates. Há grandes semelhanças entre os dois processos. Ora isto acontece a pouco mais de um mês de importantes eleições regionais e autonómicas e a sete meses das legislativas em Espanha.
Não caiu o Carmo nem a Trindade. A justiça não pode parar em função do calendário político. Era o que faltava…
É a vida, como dizia o outro. Quem anda à chuva molha-se. E quem não tem condições não se estabelece, como sempre ouvi desde miúdo.
Não necessitamos de provas contrafactuais. Fiquemo-nos pelos factos. PS, Maio de 2014: 38% das intenções de voto. PS, Abril de 2015: 37,5% das intenções de voto.
O que não se diria hoje de Seguro se estivesse assim onze meses depois?
Cumprimento-o, meu caro.
Não é surpresa em matéria de sondagens. Mas não adianto mais a tudo quanto já afirmei a este propósito.
É importante dizer que a alternativa que se apresenta a toda a aberração eurocrata e governativa é a vitória de Costa, que ficará parcialmente dependente do desenho no hemiciclo com o avanço que a esquerda vai na realidade ter, quer a subida do PCP quer a do Bloco.
E uma das acções que devemos esperar para os próximos quatro anos é necessariamente a resistência, juntamente com outros, contra as políticas de Schauble/Merkel e um despertar para a importância que a área do mediterrâneo tem para a Europa. Se não fizermos este trabalho serão os americanos, russos e chineses a desenvolver.
Esquecemos, por exemplo, que em 1967, por ocasião da guerra dos seis dias, originada por falsas informações das secretas da URSS a respeito de movimentações militares israelitas na fronteira com o Egipto e nos Golan, o mundo esteve próximo de uma guerra mundial devido à imposição por parte da URSS em que Israel e os EUA deviam cessar suas ambições contra a Síria. E cessaram.
Devo acreditar num novo governo com o PS a liderar, lembrado dos erros do passado (incluindo o afastamento de Seguro), constituído por pessoas maduras e prudentes e sem prometerem este mundo e o outro. Prometam somente luta e vontade de transformar esta ordem mundial que Merkel ingenuamente não percebeu que existia e existe por detrás de si. A Europa necessita reabilitar novamente a Alemanha e estar atenta para os perigos em França.
Sobre a importância do mediterrâneo, permita incluir uma notícia de hoje, 18-04-2015 (virão mais, certamente, o Kremlin apressou-se a desmentir. Pudera!), para se compreender uma parte do sentido dado a em meu comentário:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=26&did=184695
Afirmei aqui, relativamente à Grécia, que ainda a procissão ia no adro, e vai. Espero que Costa não caia no erro de hostilizar a Grécia como fez Passos Coelho. Politicamente, há quem dê tiros nos pés e com propensão para se encostar ao fogo.
A ultima patetice de Costa : quotas para as mulheres porque o BES e a PT eram só homens. Sendo assim que dizer do próprio que pertence ao PS , partido que faliu Portugal. Vai deixar o lugar para uma socialista?
Seguro deve dar lugar a Costa. Essa é a mudança que conseguirá trazer o PS ao limiar da maioria absoluta. Aguarda-se portanto um novo secretário-geral no partido. Enquanto este lá estiver, só conseguem sondagens destas. Vitórias por muito poucochinho.
Com cada comentário, enfim. Sobre isto: nada de novo, há gente que continua sem perceber que o país não é Lisboa, irra! Outros sabem e, em resumo, a sua luta no PS foi por posições no ataque ao “pote”. Mais, o que se pode dizer a 6 meses das legislativas? Isto:
1) Nenhuma força ou coligação política terá maioria absoluta, sendo um resultado na casa dos 40% o melhor expectável.
2) O PS é largamente o principal favorito a ganhar eleições.
3) O PSD não vai ganhar as eleições.
4) Uma coligação PSD/CDS pode vencer as eleições, mas não é o quadro mais provável e seria preciso que António Costa metesse a pata na poça (várias vezes).
5) PSD e CDS estão votados aos seus mínimos eleitorais, ou próximo.
6) A CDU mais décima, menos décima manterá a sua representatividade em torno dos 10% (só num quadro de baixa abstenção…).
7) A esquerda não-comunista continua sem perceber (se calhar nem querem) que Lisboa não é o país e continua na sua agonizante queda, que se plasma num estilhaçar da sua força política em várias entidades. BE é o que mais sofre em representação política. «Unidos venceremos, divididos cairemos»… santíssima, lol.
Solução de governo mais provável? Um governo minoritário do PS que durará até quando o PSD sentir que é o seu momento (e o presidente o permita…). Falta essa parte, mas ainda é cedo, faltam as candidaturas assumidas.
Esquece que Cavaco Silva já disse que não aceitará que o próximo governo não tenha maioria absoluta no Parlamento, logo já cortou as pernas a um governo minoritário do PS. O que significa que mesmo que o PSD não seja o partido mais votado, se tiver um resultado próximo do do PS e se a soma dos seus deputados com os do CDS formar uma maioria parlamentar, Cavaco dará posse a nova coligação PSD/CDS, porque é a única solução governativa viável. Seria algo inédito em Portugal, mas não é invulgar na Europa Ocidental. O país não pode andar a brincar com governos minoritários. Já bastou o último governo de Sócrates, que foi o que se viu.
Não esqueço, não, mas também não me esqueço que no período em causa a actuação do Presidente está bastante limitada. O PSD ter um resultado próximo do PS!? E com o CDS conseguir formar maioria parlamentar? Estou aqui para ver isso… Não é o país que não pode brincar, são os seus representantes políticos. Eu cá faço fé de que o governo será ps minoritário, mas não passa de palpite.
Ah, e o CDS tem 8% nas sondagens, com Paulo Portas a ser o segundo líder partidário em popularidade, segundo a sondagem do Expresso que saiu ontem. Se isto é um "mínimo histórico", é desta que o partido volta aos 15% nas urnas.
Eu não escrevi «mínimo histórico», disse «mínimo eleitoral ou próximo» e isso é diferente, pelo menos para mim. E esse valor são c.7%. Claro que pode conseguir mais, não acredito é que obtenha um resultado pior. Não será certamente com o meu voto.
Épá, temos aqui um misto de Zandinga e auto-convencimento. Fosga-se!
Eu falo em probabilidades, não de certezas. Se não consegues perceber isso, problema teu. Se foi numa de toque do humor, então toca a soltar essas gargalhadas, vá tiraste-me uma. Se com os dados existentes sobre as legislativas, a leitura está errada aponta lá aonde. O que eu vejo é alguns comentadores a confundir desejos com a realidade. A achar que o PSD ou a direita terão hipóteses de obter uma maioria. Mantendo-se o panorama actual nem pensar.
A manchete do Expresso é de uma ironia suprema. As finanças do PS estão como as que os socialistas deixaram no Estado. E quer esta gente voltar ao governo!
Seguro não funciona como líder, confirma-se. O PS tem de arranjar outro. Este não serve.
A coisa está preta para as esquerdas, com ou sem caviar, isto se não aparecer uma formação com propostas concretas, bem elaboradas e com líder carismático e dê esperança de percorrer um caminho não demagógico e de seriedade.
Mas a machadada final pode ser dada com a saída da Grecia do euro lá para julho se tudo correr mal
Está complicado, sim. Mas se Costa liderasse o PS certamente o partido estaria em muito melhor situação. O problema é Seguro, está mais que visto.
O partido pediu um empréstimo de 1,5 milhões de euros para pagar a campanha eleitoral.
A falta de liquidez do PS faz hoje manchete do semanário Expresso, segundo o qual o partido tem uma dívida de 11 milhões de euros à banca que pode levar à hipoteca de sedes.
De acordo com o jornal, o PS pediu um empréstimo à banca para poder pagar a campanha eleitoral, renegociou os juros da dívida que já tinha e está a reavaliar o património que detém um pouco por todo o país.
Há meses que uma boa parte das secções do PS não recebem as verbas que lhes são devidas, pelo que enfrentam dificuldades para fazer face a despesas correntes, como o pagamento de rendas, água ou luz.
Bem dizem alguns jovens turcos do grupo parlamentar do PS que é preciso mudar a liderança no Rato. Com António José Seguro como secretário-geral está mais que visto que o partido não obterá sucesso…