
Volkswagen 1200 (1962)
Carro-patrulha da PSP (anos 60)
Podia… mas não era a mesma coisa.
«Cumprimentos lá em casa — à esposa, às suas filhas (…)»
(Jorge Gabriel a um concorrente, no Duelo Final, RTP-1)

«(…) sentia alguma insegurança, com medo que a prótese desabasse.»
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Sempre que uma televisão conta mais um capítulo do julgamento do presidente da Câmara de Oeiras, dou por mim a pensar na única confissão que ele parece já ter feito perante a Justiça: o cacau posto a salvo, aí uns 400 mil euros, eram sobras do que recebeu para se isaltinar em várias campanhas eleitorais, que nada o obrigava a devolver ao Estado.
Passo-me com estas coisas. Nada o obrigava a devolver? Nada mesmo? Nem a consciência? Nem o decoro? Nem por termos sido nós todos a dar-lho? Tê-lo-á ele doado às crianças abandonadas, aos sem-abrigo, às instituições que procuram minorar os males dos desamparados? Não! Depois de se isaltinar como bem lhe apeteceu, transferiu-o para uma contita bancária mantida a recato. Talvez — coitado — para não correr o risco de entregar o pilim a alguém pouco honesto!
Passo-me todo com isto, acreditem! É uma coisa que não consigo evitar, mesmo no respeito pela presunção de inocência do homem, conforme a lei me obriga. Estou-me nas tintas para saber que factos ficarão provados no julgamento e se o tribunal irá ou não condená-lo. Passo-me na mesma, porque ainda não sei se ele vai isaltinar-se outra vez este ano, se vai ter direito a mais uma maquia para se isaltinar à fartazana, quanto é que vou ter de dar para lhe pagar os isaltinanços e quanto é que irá sobrar para ele se abotoar! Passo-me, pronto! É superior a mim, é uma coisa que me ultrapassa.
Olhem, se ele se recandidata… nem sei… Socorro!
Segundo José Rodrigues dos Santos acaba de noticiar no Telejornal, o Banco de Portugal diz que esta é a pior crise sentida no País desde o início da democracia. Sempre em cima do acontecimento, o Banco de Portugal. Fico pasmado com tamanha perspicácia…

Finalmente, ingressou na Casa Branca um americano luso-descendente. Chama-se Bo e os seus antepassados eram cães-de-água portugueses de gema. A família Obama nem sabe no que se meteu: um português a rondar os corredores do poder é bem capaz de ser arriscado!
Na foto, Bo segue Barack para conhecer o primeiro corredor do poder…
Os updated da palavra

Nem sempre a ficção ultrapassa a realidade. Na Flórida (EUA), o piloto de um bimotor "turboprop" morreu durante o vôo. O avião voava então bem alto e em piloto automático, quando um passageiro, de 56 anos, com brevet apenas para os pequenos monomotores do tipo Cessna172, já por validar e sem pilotar há 18 anos, saltou para os comandos do encorpado King Air.
Depois de informar os controladores de tráfego aéreo da emergência e de ter sido posto em contacto com um conhecedor dos King Air devidamente certificado, o passageiro conseguiu desligar o piloto automático e manter o aparelho no ar até aterrar com sucesso. Entre as poucas pessoas que seguiam a bordo, estavam a mulher e as duas filhas deste herói.

E Deus Criou a Mulher
(Brigitte Bardot, 1956)
«Enquanto os pilotos à séria levam as corridas a sério (…)»
(Repórter do Só Visto!, na RTP-1)

Ressurreição de Cristo
Rafael (painel a óleo, Museu de Arte de S. Paulo, séc. XV)
Coloquei lado a lado a famosa capa do álbum Abbey Road (The Beatles) e a imagem de apresentação do jogo virtual Street Sesh (online). Coincidência, seguramente, porque uma tem três jovens calçados e um descalço na passadeira e é quadrada e a outra tem um rapaz de skate fora da passadeira e é rectangular…
Creio que este já deve ser, pelo menos, o terceiro post sobre esta matéria, mas torna-se irresistível: a própria RTP-1 alinhou no Telejornal a "notícia" (?) sobre o vestuário recomendado (por que é de um manual de recomendações que se trata, vejam bem) para a Loja do Cidadão que abriu algures no Algarve.
A RTP fez mais: deu voz a um gingão dirigente sindical algarvio já com idade para ter juízo, com a barba por fazer e com o ar de quem tinha ficado sem água em casa, que se manifestou indignadíssimo com as tais recomendações. Estas, que não sei se descem aos detalhes antes divulgados, incluem, afinal, coisas como não mascar pastilha elástica e outras do género.
Ao fim e ao cabo, o manual de recomendações só tem de ridículo a sua existência. O que não é defeito do manual: é o triste resultado da perda de valores que faziam parte da nossa vida em sociedade e que, de tão simples, nunca foram tidos como comportamentos associados ao bom senso, mas ao mero senso comum. Ao menos, a "notícia" da RTP teve a vantagem de me deixar mais esclarecido.
Só me custa a entender por que razão umas regras básicas como estas hão-de estar confinadas àquele serviço, em lugar de serem comuns a todos. Ainda há quem se sinta revoltado e se ponha ao lado daquele indescritível dirigente sindical algarvio? Haja algum decoro e educação, que o novo negócio dos manuais morre à nascença.
Seria bom «que as pessoas preparassem a sua viagem ou o seu deslocamento» — recomendou na televisão o jovem oficial da GNR sobre a "Operação Páscoa" que está nas estradas. Se o fizerem, «as pessoas vão poder usufruir desta Páscoa com uma forma de prazer e não de angústia» — acrescentou ele.
Correcto e afirmativo — digo eu sobre o dispositivo no terreno. Mais um oficial subalterno que não sabe falar melhor e que não é capaz de dizer as coisas com simplicidade, porque foi assim que o ensinaram e foi assim que aprendeu. Ainda um jovem e já deixou o mundo normal para passar ao mundo dos discurcionários! Por isso é que os seus superiores hierárquicos lhe proporcionaram este deslocamento à televisão: tem de estagiar em estúdio.
«Fotodepilação
Depilação Luz Pulsada Intensa
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Buço 12 €, Axilas 20 €,
Virilhas 20 €, Meias Pernas 55 €,
Pernas Completas 105 €.»
Silvio Berlusconi prometeu que a região afectada pelos sismos iria ser reconstruída, mesmo sem ver com os seus próprios olhos o quadro mais desolador da catástofre. Com efeito, embora tivesse prometido que ia «visitar pessoalmente as áreas mais atingidas da cidade de L’Aquila», o primeiro-ministro italiano esteve na cidade, mas acabou por não se deslocar até às zonas mais atingidas.
Faltar ao prometido não é coisa completamente desconhecida entre os primeiros-ministros da Europa do Sul. “Sismo” Berlusconi deu um belo exemplo sobre as obrigações de solidariedade e apoio pessoal que cabem aos mais altos responsáveis políticos perante uma tragédia: deve ter receado que lhe caísse algum calhau periclitante em cima do seu conhecido bom-senso…