
De repente, assistimos ao milagre da multiplicação de “empresários” neste país. As revistas cor-de-rosa e a imprensa desportiva estão infestadas de gente que assim se intitula. Sem possuir qualquer empresa, sem ter gerado um só posto de trabalho, sem nada contribuir para a criação de riqueza – excepto, e nem sempre, a que consta das respectivas contas bancárias.
Há dias o país assistiu, atónito, à agressão de que foi alvo um repórter de imagem da TVI por parte de um destes sujeitos que se intitulam “empresários” e se pavoneiam de bar em bar, copo na mão e sorriso no rosto, exibindo um verniz que mal oculta a grunhice sempre pronta a vir à tona. Logo se difundiu a notícia de que o agressor é “empresário”. Fatal como o destino: são mais do que as pedras da calçada.
Vai-se a ver e o fulano afinal é mero angariador de jogadores de futebol para o FC Porto. Assim uma espécie de porta giratória: traz um, despacha outro, embolsa as mais-valias deste árduo esforço de intermediação. É quanto basta para o tornar personagem muito requisitada em festarolas fotografadas nas redes sociais.
Porém, mal a equipa dele empata noutro estádio nortenho, logo o dito “empresário” solta o australopiteco que transporta lá no fundo. Vai daí, arremete contra as ventas do parceiro mais à mão. Esvai-se o sorriso, fecha-se o punho, estala o verniz. Perde-se qualquer esboço de civilidade.
Só não se perde mais um “empresário” porque este afinal nunca existiu.

Parabéns! A melhor descrição que já li sobre este sujeito.👋
Esforcei-me pouco, confesso. Ele não merece melhor.
De australopiteco deve ter apenas herdado o por um pé à frente do outro
Ou nem isso. Em vez de pé tem pata.
Bom dia Pedro Correia.
Muito bem dito/ escrito, mais que merecida “chapelada”. Saúde.
António Cabral
Ps: e também, já agora, a preciosidade de se pedir desculpa por uma coisa, e mais tarde afirmar-se que coisa nenhuma foi vista.
O velho crocodilo é conivente com o crime, depois telefona a pedir desculpa e a seguir nega que o crime tenha existido.
Mais do mesmo. Há 40 anos que se comporta assim.
Mas houve agressão? Nas imagens não se vê agressão nenhuma, só se vê a câmara a oscilar de um lado para o outro. A câmara não cai no chão, como presumivelmente teria acontecido se tivesse havido uma agressão. Um indivíduo seriamente agredido deixaria cair a câmara ao chão.
Portanto, não é para mim claro que tipo de agressão tenha havido (para além da agressão verbal, claro).
https://www.multiopticas.pt/
Nada justifica uma agressão! Se é que existiu… as imagens não são claras.
O jornalista ao ser abordado pelo Sr. Pinto da Costa em vez de lhe apontar a câmara devia ter falado com ele. (não esteve bem… filmar a cara do Pinto da Costa em plano fechado para quê?.
Penso que também é uma agressão aos telespectadores a televisão andar duas semanas a falar desta agressão ou suposta agressão por ser um repórter de imagem ou jornalista.
Quantos policias são agredidos e a televisão não liga nenhuma!
Ainda mais triste é que se monta um filme que parece só ter uma intenção sacar uns cobres ao austrolopiteco que provavelmente foi bem comido pela esperteza saloia do jornalismo televisivo.
Existe uma agressão, faz-se queixa e fim de história. Não temos que levar duas semanas disto na TV, já basta a Rosa Grilo e as fufas Algarvias etc etc,,,,
Ana Pinto
O jornalista ao ser abordado pelo Sr. Pinto da Costa em vez de lhe apontar a câmara devia ter falado com ele.
Pois. Mas nós vivemos num país onde os jornalistas (ou os indivíduos a quem o sindicato forneceu uma carteira profissional de jornalista) julgam-se reis e senhores. Eles têm o direito de apontar a câmara de filmar a quem lhes apeteça. Ninguém lhes pode tocar, porque qualquer toque equivale a uma agressão. (São como certos jogadores de futebol, que mal são tocados por um adversário imediatamente se atiram para o chão, a clamar para o árbitro que foram agredidos.) E nem pense o Ministério Público em mandar agentes da polícia seguir-lhes os passos, porque isso é tratamento que só pode ser dado a cidadãos comuns – os jornalistas têm o direito de ir aonde quer que desejem sem que a polícia lhes vá no encalço.
Ai de quem toque num jornalista, ai de quem queira retirar direitos a um jornalista. O jornalista imediatamente se dirige à sua televisão e pede-lhe para armar escandaleira, e dessa forma obtem impunidade.
Quando for fundado o Sindicato dos Asnónimos chegas a presidente, imbecil.
Australopiteco.
Pior que o australopiteco são os Homo Sapiens que justificam. Isso e os que não viram nada.
Esses são homo pitosgus.
Também há os homo sensibilis
Sem esquecer os homus anonimus.
Pois, e o padrinho Don Corllene que disse não ter visto nada? NÃO BI NADA, OUBIU BOCÊ?
Corleone.
Coitado do jornalista que defendeu o seu tripé com a própria vida em vez de dar um banano no piteco.
Devia ter-lhe dado com o tripé no cornos. Alegando legítima defesa.
Ao anónimo das 16.40: linguagem imprópria. Obviamente, ficou por publicar.
não quero transformar esta discussão numa discussão sobre futebol, mas a única coisa que explica que se discuta a existência da agressão (como se estivéssemos a comentar a intensidade de uma entrada mais dura de um jogador de futebol sobre outro e se devia ser cartão amarelo ou vermelho) é o facto de um dos envolvidos ser o Sr. Jorge Nuno Pinto da Costa, que faz parte de um selecto grupo de portugueses que faz e diz o que quer, onde quer, sem prestar contas a ninguém. um verdadeiro gangster.
Não sei o que é “um verdadeiro gangster”.
Sei o que é um verdadeiro agressor, sem aspas.
O amigo de PdC – o tal putativo “empresário” – é um verdadeiro agressor.
Azar do velho crocodilo: tem notória falta de jeito para escolher amizades.
assim de repente, alguém que escolhe para amigos verdadeiros agressores, vá-se lá saber com que motivos…
Devem querer que lhes guardem as costas. Ou algo mais.
Sou solidário com o coitado do repórter que, vui-se claramente visto, pela surpresa no seu olhar seria a primeira vez na vida que levava um sopapo. Aparentemente ninguém lhe soube explicar (ou ele não acreditava) que ser repórter de futebol é profissão de risco.
Também compreendo que jornalistas em campo, em serviço, são como as mulheres: não se lhes bate nem com uma flor. Não tanto por eles, mas sobretudo por aquilo que eles representam.
Dito isto, tenho quase a certeza de que o tal empresário nem teria sequer olhado para o repórter, não fosse aquela aproximação feita por Pinto da Costa. Que até pode ter acontecido de forma inconsciente, um reflexo automático de velho macho alfa, mas que os lacaios interpretaram de imediato como compra de uma briga, ou escolha de um alvo para desopilar a frustração. E a coisa descambou num instante. Um pouco à semelhança de Trump e do assalto ao Capitólio, ou de Bruno de Carvalho e o assalto a Alcochete.
E já agora, um pequeno exercício de cinismo: não me custa imaginar a reunião das chefias da redacção da estação naquela noite, com uns encolhendo os ombros enquanto comentam: “Danos colaterais; faz parte”, enquanto outros esfregam as mãos de contentes, dizendo: “Não podia ter corrido melhor. Temos um mártir!”. Sim, em muitos media os jornalistas são apenas carne para canhão e o que interessa é gerar notícias e audiências, nem que seja com o próprio sangue.
Chamo também a atenção para o comportamento de alguns media que subsequentemente foram tratando de publicar todos os dias material que denegrisse e apoucasse o tal empresário. Ficou a sensação de uma quase vendetta jornalística, de um jornalismo justiceiro que trata de mostrar o seu poder de devassa e aniquilamento social a quem se atrever à agressão. Um jogo perigoso.
Só falta tratar o delinquente como vítima.
Se o seu comentário tivesse mais um parágrafo, chegava lá.
Em certa medida, penso que também acabou por sê-lo.
Poderão contra-argumentar dizendo: “foi ele que começou”, “quem vai à guerra dá e leva”, “fez por merecê-las”.
Eu, porque desta vez o notei e me incomodou, mantenho: cuidado com a justiça das parangonas.
Se eles fazem isto com as câmaras a filmar, imagine-se o que farão quando elas se desligam.
As câmaras podem de facto funcionar como dissuasor; mas outras vezes são o rastilho da conflagração.
Uma câmara de filmar é uma arma: dá poder a quem a segura, torna-o também um alvo.
Ali havia várias câmaras. E mesmo assim a besta investiu. Só a intervenção de Vítor Baía impediu uma eventual tragédia, perante a apatia dos elementos da GNR e a conivência cobarde do líder portista vendo o amigo “empresário” a molhar a sopa ali a dois passos.
O Vítor Baía acudiu o rapaz quase em cambralenta, provavelmente aquilo eram umas cócegas do empresário. Acusar a GNR de quê? E o Pinto da Costa um Senhor de idade provavelmente chocado com falta de nonsense de toda a situação.
Rui Sousa
Que conversa da treta. Havia de ser você a levar “cocegas” daquelas no exercício do seu trabalho…
Talvez até gostasse e pedisse bis, nunca se sabe. Há gostos para tudo.
“Ali havia várias câmaras”.
Pelas imagens existentes, duas. Pelo que se vem a saber depois, uma a trabalhar para a SporTV, outra para a TVI.
“E mesmo assim a besta investiu”.
E por causa disso mesmo a besta investiu. Pelo verbalizado (com alguma inconsistência – uns copitos a mais?), o repórter é acusado de estar a filmar (e/ou a filmá-lo). Subentende-se: sem autorização para isso. Pergunta que não vi feita: os repórteres podiam estar ali a filmar? Não é claro. Vê-se nas imagens o camião da transmissão televisiva do jogo; mas pelo menos o repórter da TVI não pertenceria a essa equipa. Até que ponto deverá considerar-se aquela zona privativa?
Também pela escuta do áudio, parece que o agressor diz: “há muito que precisas de um soco”. Estaria o repórter marcado? Ou seria a estação de televisão? Não é claro.
“Só a intervenção de Vítor Baía impediu uma eventual tragédia”.
Pelas imagens, quando Baía intervém, a parte mais perigosa parece já ter passado, quando o repórter se vê forçado a descer os degraus da bancada. Um tombo aí poderia ter feito mossa. Já quando se encontra encostado às grades, vê-se que a preocupação do agressor é derrubar os equipamentos de imagem. Mesmo que numa fúria lançasse o repórter para lá das grades, o talude existente ampararia facilmente a queda.
“perante a apatia dos elementos da GNR”
Presenciaram o ocorrido? O comando diz que não. E é o que se deduz da forma como o repórter grita, tentando chamar a atenção. Deviam ter algemado e detido o agressor? Afinal, trata-se de um crime público. Mas faria falta ter sido presenciado pelas autoridades. Por outro lado, ajudaria uma intervenção musculada dos GNR a acalmar os ânimos? Ao que consta, uns minutos antes, aquando do aperto ao árbitro no fim do jogo, um elemento da segurança tinha tratado de mostrar a arma. Cabeças quentes…
Por muito menos os GNR andaram a deter pessoas nas últimas semanas. Por não usarem máscaras em espaços abertos na via pública, por exemplo.
Indecente é acusarem a GNR de lentidão ou de passividade.
Para mim era cacete para os dois um por gritar fora de horas e o outro por brincadeiras impróprias .
José Rita
E se você lá estivesse levava chanfalhada também. Para não ficar a rir-se dos outros.
Ao leitor com insónias das 3.10: tente comentar durante o dia. Pode ser que lhe saiam menos asneiras da ponta dos dedos.
Estas foram parar ao ecoponto.
Os comentários são demonstrativos do que é o país. Não foi agressão, foi apenas um encosto. Um tapinha não dói. Faltou o argumento de que o (*inserir nome de dirigente/treinador de clube rival) fez o mesmo e não lhe aconteceu nada.
Os que escrevem isso deviam receber um tratamento “à Porto”, no calor da noite, para saber o que é doce.
“Tratamento à Porto”.
Era” melhor” se fosse tratamento à Lisboa, com mortes, árbitros com dentes partidos, apertos de pescoço de juízes de linha em pleno estádio da luz,autocarros do Porto incendiados, evasões de centros desportivos, confrontos entre claques de que ninguém fala( com feridos), jogadores de hóquei do Porto em coma, etc, etc.
É claro que um australopiteco por ser do Porto é mais grave, então metendo ao barulho Pinto da Costa é motivo para ser lembrado para todo o sempre.
Os tempos são outros, acabou a vossa impunidade que vigorou nos anos 80 e 90 – e até nos primeiros anos deste século.
O que tem a impunidade dos anos 80 e 90 ( já agora que impunidade?) com os factos que descrevi?
Paulo Ferreira
Tem tudo para interpretarmos o que aconteceu agora. Sempre com a mesma figura sinistra bem perto.
Se não percebe, problema seu.
Como sempre não concretiza nada, está parecido com o Octavio.
Pergunte ao seu amigo “empresário”. Ele explica.
E quando os jornalistas em reportagem filmam na praia raparigas de Bikini sem autorização destas, também é um encosto a distância ou é uma agressão?
Joana
E o que é que uma coisa tem a ver com a outra?
O meu pacote já apareceu ilegalmente na TV em horário nobre e cada vez que vejo um cameraman dá me vontade de o esganar ou de o pontapear.
Joana
A resposta deve ser algo semelhante ao seguinte
https://www.direitosedeveres.pt/q/vida-p essoal-e-familiar/imagem/um-individuo-e-f otografado-juntamente-com-outros-num-lug ar-publico-mais-tarde-um-jornal-utiliza-n a-sua-capa-
Para leitura adicional e muito bem fundamentada sobre a questão: ua-e-a-lei-portuguesa/
http://rolodefilme.pt/fotografia-de-r
É inequívoco: o fotógrafo de rua (e, por maioria de razão, o jornalista devidamente credenciado com carteira profissional) pode fotografar ou filmar sem consentimento figuras públicas em eventos públicos ou quando a imagem surja enquadrada em locais públicos.
Duas questões:
1 – Pq Pinto da Costa se dirigiu “então o que há?”
2 – Pq o jornalista de imediato tirou a máquina do tripé e fugiu?
Depois disto é que apareceu o não sei quem que não viu esta cena e desatou a tirar a máquina ao jornalista?
Pela reacção quase apavorada do primeiro repórter de imagem se percebe o clima de terror que o velho crocodilo e o seu séquito de vassalos fomenta à sua volta.
Felizmente o decrépito reinado está prestes a chegar ao fim.
É engraçado mas só me lembro de clima de terror fomentado e concretizado por vermelhos e verdes, entre mortes e assaltos, mas enfim só o velhinho, figura sinistra, crocodilo é que é mau.
O fanatismo tolda a visão mesmo de pessoas aparentemente inteligentes.
Recomendo isto:
https://farmacia.pt/memofante/
E tem a distinta lata de virem aqui para o estadio da luz armados em vítimas!
Terror só conheço o dos casuals verdes que em 2017 varreram a alameda das antas e empurraram o meu filho de 10 anos.
És um copinho de leite. Pergunta ao presidente do teu clube o que é terror.
Fica de facto no ar o porquê da fuga do jornalista?
Quem se mete com o FCP leva.
O jornalista quis ser notícia, quis ser famoso!
Tu, pelo contrário, és tão tímido que nem dizes como te chamas.