“Este Governo falhou rotundamente na gestão economico-financeira. (…) Este PS e José Sócrates merecem, de facto, o chumbo do Orçamento. O País é que não merece.”
António José Teixeira, SIC Notícias
“Não sei o que vai fazer Pedro Passos Coelho mas à medida que vou conhecendo o Orçamento, feito com raiva e total falta de cuidado, e que vou percebendo o que se tem passado nas contas públicas nos últimos anos e no banquete em que se transformou o dinheiro dos contribuintes para alguns grupos, cresce em mim a dúvida se não seria melhor inviabilizar o Orçamento.”
Helena Garrido, Visto da Economia
Ouço na TV, esta noite, o ministro das Finanças dizer que não pode “aceitar um acordo qualquer” para viabilizar o Orçamento de Estado. O mesmo ministro que em 2009, ano em que se disputaram três eleições, aceitou irresponsavelmente aumentar 2,9% os salários dos trabalhadores da função pública e diminuir o IVA de 21% para 20%.
Convém que este senhor – e aquele que ainda lhe dá ordens, cada vez mais isolado – perceba que é possível enganar algumas pessoas durante todo o tempo e toda a gente durante algum tempo mas é impossível enganar toda a gente durante o tempo todo. A propósito, recordo um artigo de um célebre pensador português contemporâneo que deu muito que falar em 2004, também nesta estação do ano em que costuma cair a folha. Passo a transcrever o essencial desse actualíssimo artigo, com a devida vénia ao seu inspirado autor: “Por interesse próprio e também por dever patriótico, cabe às elites profissionais contribuírem para afastar da vida partidária portuguesa a sugestão da lei de Gresham, isto é, contribuírem para que os políticos competentes possam afastar os incompetentes. Recordo que Portugal, desde 2001, tem vindo sistematicamente a afastar-se do nível de desenvolvimento da vizinha Espanha e da média da Europa dos quinze e que esta tendência irá manter-se no futuro, de acordo com as previsões para 2005-06 recentemente publicadas pela Comissão Europeia. Até quando?”


O tempo chega sempre; mas há casos em que não chega a tempo. A frase é de Camilo Castelo Branco. Teixeira dos Santos citou-a há uns dias. Este homem sabe do que fala.
Teixeira dos Santos devia antes citar frases do Palma Cavalão.
“Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura?”
Nódoa que é, lá dizia o Eça, sairá com benzina. Mas vai demorar.
A benzina vem a caminho. Felizmente. Já não há saco para tanta nódoa.
Até quando, Pedro? Boa pergunta. Hoje de manhã tinha uma proposta curiosa no mail: “contra a resignação quer ser seu amigo no facebook”. Aceitei. Nunca tinha tido um amigo com um nome tão engraçado.
Fizeste bem, Ana. Mas se te aparecer um tal Tx. dos Santos dá-lhe para trás.
Esse, nem no facebook!
Mais uma vez, lá vou apostar – Manuel João Vieira?
Ou outro candidato presidencial??
Jafumega.
Prontus, então tasse bem
O pântano espraia-se…
De podridão em podridão,
de dolência em dolência,
é tamanha a lassidão
a caminho da falência.
À mesa do orçamento
é farta a ladroeira,
neste abjecto momento
de um regime sem eira.
Estamos nesta tremideira
por causa do teixeira,
quase a perder o pé
por causa do josé.
António José Teixeira não é um jornalista económico. Mas Helena Garrido é. E é por isso que custa lê-la a escrever isso, logo ela que durante largos meses se compadeceu com toda e qualquer esfarrapada desculpa de Teixeira dos Santos para o estado da coisa…
Já ninguém aguenta tanta aldrabice.