TVI:
GNR monta caça ao homem na região de Trás-os-Montes
Correio da Manhã:
Caça ao homem em Vila Real continua
RTP:
Caça ao homem é intensa em Aguiar da Beira
O Jogo:
As imagens da “caça ao homem” em Arouca
i:
Caça ao homem em São Pedro do Sul depois de tiroteio em Aguiar da Beira
Viseu Mais:
GNR faz caça ao homem em S. Pedro do Sul
Rádio Cruzeiro:
Caça ao homem na Serra da Arada
Jornal de Leiria:
Leiria está a ajudar caça ao homem
Jornal de Notícias:
As imagens de uma noite de caça ao homem
Rádio Renascença:
GNR mantém forte dispositivo na caça ao homem
SIC:
Coordenação da caça ao homem criticada
Expresso:
Coordenação da caça ao homem criticada
Porto Canal:
Entidades queixam-se da falta de coordenação entre polícias na caça ao homem
Diário de Notícias:
Falta de coordenação entre polícias na caça ao homem preocupa governo
Espalha Factos:
Caça ao homem leva CMTV a máximo do ano
TSF:

Gostei desta tua caça à “cacofonia” informativa 🙂
Repetem ‘ad nauseam’ o mesmo título, Teresa. Com o recurso sistemático ao lugar-comum, com erros de sintaxe, com sujeito indeterminado ou oculto em eufemismos (“entidades”), com predomínio pontual da voz passiva – tudo à revelia das melhores regras jornalísticas.
Em Setembro abundavam os títulos sobre a “caça ao Pokémon”, em Outubro abundam os títulos sobre a “caça ao homem”. Substantivo próprio no primeiro caso, substantivo comum no segundo – o que diz muito sobre a nossa actual escala de valores. E nem a piedosa Rádio Renascença escapa ao agressivo tabloidismo dominante. Pedir semelhante contenção estilística à estatal RTP seria, por estes dias, quase uma heresia.
Noto entretanto que houve um órgão de informação – apenas um – que escreveu “caça ao homem”, envolvendo a grosseira e brutal expressão com aspas. Daqui presto a minha homenagem ao anónimo jornalista que assim procedeu. Do mal o menos: nem tudo está perdido.
O JOGO
“As imagens da caça ao homem em Arouca”
Quem é o arbitro?
…..
O Expresso – Costuma cognomina-lo de o ” Piloto”
Em Arouca, se bem me lembro, costumava haver “caça à vitela” local, na boa e farta mesa local.
O ‘Expresso’ guarda o verniz para o país politico. Para o chamado país real segue chumbo grosso.
As nossas forças de segurança são muito melhores a caçar multas.
Não me venham com explicações: a náusea da cobertura jornalística só é suplantada pela náusea da incompetência de quem nos devia proteger.
João de Brito
Da caça à multa à “caça ao homem”, apesar de tudo, vai uma considerável distãncia. Ou se calhar já não: eu é que ando desactualizado.
A caça à multa bem podia ter outro nome: caça ao prevaricador. Em matéria de transito que as mãos não lhes doam (aos GNRs). Note-se que não se pode caçar uma multa sem primeiro ter caçado um prevaricador.
Caça ou caca. Sem cedilha.
Já cá faltava a conversa de chacha da “caça à multa”, nunca falha.
Como se o simples avistamento de um carro da polícia identificado não pusesse toda a gente que vai a 200 Km/h a travar a fundo, muitas vezes pondo em perigo os outros que só vão a 140 Km/h.
Ora eu tenho carta e carro há 50 anos, vivo em Lisboa, nunca tive garagem até há 4 meses atrás, exerci funções várias em 5 distritos diferentes e ía e vinha, só entre 1990 e 2005 terei feito quase um milhão de kms e tenho 2 contravenções ligeiras e 2 multas de estacionamento no currículum desde sempre.
Se houvesse “caça à multa” devia ter pelo menos 200 (ou 2000, sei lá!).
A malta põe-se “a jeito” e depois ainda acha que foi injustiçada, aqui também temos o “típico” condutor tuga de que o meu caro falava abaixo.
Quanto ao tema em si é curioso que isto seja tudo visto dum ponto de vista urbano sem ninguém tentar ír mais longe.
Nos pequenos meios (e eu andei por vários e hoje em dia passo metade do mês num algures na Beira Alta) existem teias complicadíssimas de relações pessoais que funcionam, por solidariedade ou por medo, em situações várias.
Os “esqueletos no armário” são conhecidos muitas vezes há gerações – ainda que ninguém fale deles abertamente – não há como fugir disso sem mudar de terra (e de distrito).
Isto potencia cumplicidades vindas de onde menos se espera, muitas vezes porque um vago antepassado de um teve uma vaga relação amorosa com uma vaga antepassada de outro…
Em Lisboa ninguém nos conhece a partir de 30 mts de casa (às vezes nem na nossa escada) e os que conheciam os “esqueletos no armário” de A ou B já nem os próprios visados sabem deles há anos.
Mais do que um comentário, este seu texto é quase uma crónica, meu caro. Cumprimento-o por isso. E daqui lhe envio um abraço.
Desta vez não dão nem com um “popular” vestido de vermelho — quanto mais com um reboludo palonço de Arouca (retornado, claro) que estudou para rambo e jet fighter.
E andam há treze ou catorze dias literalmente à caça de gambuzinos.
A cereja no bolo: CM oferecer recompensa pela captura ou denúncia. À faroeste. Planto esta, na minha boa-fé e simplicidade…
Nada que não possa concretizar-se a muito curto prazo.