0 comentários em “Assassinados”

    1. Você dispara mais rápido do que a própria sombra, Lucklucky: felizmente não tem nenhuma A-47 entre as mãos. Agradeço a prédica sobre autocensura, mas devolvo-a ao remetente por vir de alguém incapaz de assinar comentários com o próprio nome.

        1. Você consegue politizar e partidarizar até os momentos de maior e mais sentida dor colectiva, como é o caso.
          Os seres humanos que ontem tombaram, vítimas de um dos mais chocantes atentados cometidos num espaço de liberdade que é sempre por definição uma redacção de jornal, merecem um tributo digno à memória do seu talento.
          Não merecem que se faça demagogia política à custa dos seus cadáveres.

  1. Em resposta a esta barbárie perpetrada pelos fascistas islâmicos, os jornais europeus e americanos dignos desse nome deviam encher as 1ªs páginas das próximas edições com as bandas desenhadas do “Charlie Hebdo”.
    Há muitos anos que sou fã do Wolinsky, cartonista genial.

    1. Também eu, Alexandre. A matança que ocorreu hoje no ‘Charlie Hebdo’ foi um autêntico acto de guerra. Premeditado, orquestrado, executado com perícia assassina.
      Porque é de uma guerra que se trata. A guerra da liberdade contra os novos inquisidores, armados até aos dentes e dispostos a fazer 700 milhões de prisioneiros no continente da liberdade.

  2. Quem não entende o humor, não pode sentir amor. Quem não ama e vive fechado em si mesmo e nas suas convicções, não é livre para sentir a liberdade para além do seu conceito abstracto.
    É fundamental que os fundamentalistas todos eles, de norte a sul, de este a oeste, entendam que estão a manietar a liberdade que procuram e apregoam.
    É imperativo que a imprensa não ceda a pressões, para que o medo não colha louros de entre os despojos ensanguentados.

    1. Receio, Dulce, que se tenha dado um grande passo à retaguarda com estes crimes repugnantes cometidos naquele que é por definição um dos espaços de maior liberdade em qualquer capital do mundo civilizado. Refiro-me à redacção de um jornal. Ainda por cima de um jornal que já tinha sido alvo de um cobarde atentado, há quase três anos, e se encontrava desde então sob vigilância policial.
      É inevitável que este atentado em Paris produza efeitos a médio prazo sobre o jornalismo contemporâneo, mal se diluam as mensagens que agora circulam sob o mote “je suis Charlie”. Ninguém é herói todos os dias.
      O que os assassinos fundamentalistas pretendem é isto mesmo: tornar-nos reféns psicológicos do terror. Vamos cedendo cada vez mais terreno à liberdade em nome de uma segurança sempre impossível de garantir.

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