1 – Vista uma bata branca.
2 – Mostre compreensão (‘sim, isto costuma acontecer muitas vezes’).
3 – Apresente uma explicação técnica (‘a maderborde delitou o inverter’).
4 – Aconselhe o cliente (‘ui, a reparação é muito mais cara do que comprar um novo’).

Em tmepos lembro-me de ler um artigo sobre as reparações de computadores. Numa das histórias, o cliente deixava o computador dizendo que precisava dele urgentemente. No dia seguinte ia à loja e o computador era-lhe entregue, reparado e era-lhe dito que após uma noite inteira “de volta daquilo” lá tinha conseguido descobrir o problema. Era um PMA, nada de grave mas que impedia o computador de funcionar. Estava resolvido e podia voltar ao funcionamento. Preço? Uns 5 ou 10 contos, creio (já foi há uns tempos).
O jornalista perguntava depois ao técnico o que era um PMA. Resposta: “Parafuso Mal Apertado”.
Essa tá boa, João. Eu lembrei-me deste post porque ontem me aconteceu uma coisa semelhante…
Não enganam mais do que qualquer outra profissão…
Com uma vantagem: não fazemos lobby para que haja legislação e regulações ultra-protectoras e anti-concorrenciais, como em tantas outras áreas (para garantir rendimentos elevados, através da redução artificial do número de profissionais na área). Nem temos Ordens para restringir o acesso à profissão (e sim, um sistema computacional pode por em perigo a vida de pessoas, bem como a integridade de bens e serviços que custam milhões de euros).
Parece-me um bom ponto de partida, Rxc: ‘Não enganam mais do que qualquer outra profissão…’.
Nota pessoal: tendo formação na área, nunca confio do “diagnóstico” que me fazem (tipicamente identifico eu próprio o que se passa e procedo à compra do material necessário) e recomendo sempre que quem usa esses serviços use de bastante desconfiança também…É pena que a área esteja repleta de chico-espertos
Sorte a sua Rxc. Obrigado pelo conselho. Deixe-me só sublinhar que concordo consigo: maus profissionais existem em todas as áreas. O que escrevi aplica-se a muitas outras actividades. Calhou de ontem eu não ter ido ao médico ou ao hipermercado.