Esta série abusa de fotografias aéreas. Ainda por cima, como neste caso, de péssimo gosto, quando mostram tudo o que de horroroso há por trás da praia.
Seria muito mais real mostrar a praia tal como ela é para quem a frequenta, isto é, ao rés do solo.
É um facto. Há sempre pior. Recentemente estive no Alto Minho e dei um salto à Galiza, até Baiona. No Alto Minho toda a costa é composta de esplendorosas praias (Cabedelo, Areosa, Moledo, etc) largas e de areia branca. Até Caminha, até à fronteira. Mal se passa a fronteira, as praias acabam de todo. Passa a só haver rochas a entrar pelo mar adentro. Só volta a haver “praias” em Baiona, 30 quilómetros a norte do fronteira, mas mesmo essas são minúsculas, encaixadas, de areia grossa e rasca, e com rochas a impedir a entrada no mar. Portugal tem praias maravilhosas. Tudo aquilo a que no resto da Europa se chama praia, não o é pela bitola portuguesa.
Já fiz esse circuito. E fiz também o das praias adjacentes ao Algarve, Andaluzia adiante. Não há, de facto, comparação possível. A linha costeira espanhola – salvo raras e honrosas excepções – está muito mais degradada do que a portuguesa.
Não se trata de uma questão de degradação provocada pelo Homem. Trata-se de não haver mesmo praias dignas desse nome. Veja-se a título de exemplo Nice, na celebrada Côte d’Azur francesa. A “praia” de Nice é um nojo: calhaus grossos e escuros, sobre os quais ninguém se pode deitar, que areia nem vê-la. Os franceses chamam àquilo “praia” e acham-na maravilhosa; para um português, aquilo é um nojo impraticável.
Seria, não fosse aquela porcaria de urbanização atrás.
Portimão tem esse problema em parte das suas praias. Tal como algumas em Albufeira, Loulé (Quarteira) e Silves (Armação).
Esta série abusa de fotografias aéreas. Ainda por cima, como neste caso, de péssimo gosto, quando mostram tudo o que de horroroso há por trás da praia.
Seria muito mais real mostrar a praia tal como ela é para quem a frequenta, isto é, ao rés do solo.
Há muito pior em Portugal, garanto-lhe. E já nem falo em Espanha, França ou Itália.
É um facto. Há sempre pior.
Recentemente estive no Alto Minho e dei um salto à Galiza, até Baiona. No Alto Minho toda a costa é composta de esplendorosas praias (Cabedelo, Areosa, Moledo, etc) largas e de areia branca. Até Caminha, até à fronteira. Mal se passa a fronteira, as praias acabam de todo. Passa a só haver rochas a entrar pelo mar adentro. Só volta a haver “praias” em Baiona, 30 quilómetros a norte do fronteira, mas mesmo essas são minúsculas, encaixadas, de areia grossa e rasca, e com rochas a impedir a entrada no mar.
Portugal tem praias maravilhosas. Tudo aquilo a que no resto da Europa se chama praia, não o é pela bitola portuguesa.
Já fiz esse circuito. E fiz também o das praias adjacentes ao Algarve, Andaluzia adiante.
Não há, de facto, comparação possível. A linha costeira espanhola – salvo raras e honrosas excepções – está muito mais degradada do que a portuguesa.
Não se trata de uma questão de degradação provocada pelo Homem. Trata-se de não haver mesmo praias dignas desse nome.
Veja-se a título de exemplo Nice, na celebrada Côte d’Azur francesa. A “praia” de Nice é um nojo: calhaus grossos e escuros, sobre os quais ninguém se pode deitar, que areia nem vê-la. Os franceses chamam àquilo “praia” e acham-na maravilhosa; para um português, aquilo é um nojo impraticável.
De acordo.