Albert Rivera preside ao partido político Ciudadanos. Institucionalista convicto, Rivera colocou o partido que lidera no centro do espectro político espanhol. Acusado de ser a “marca branca” do Partido Popular nas últimas legislativas, o Ciudadanos mostrou que entre democratas não há barricadas e pugnou por uma solução de governo estável e democrática. Quando Mariano Rajoy, presidente do Partido Popular e vencedor das eleições, recusou formar governo, o Ciudadanos estendeu a mão ao segundo partido mais votado, o Partido Socialista Obreiro Espanhol. Mais do que cargos ou prebendas, o importante era formar governo e garantir o respeito pelas instituições. Podemos gostar ou não de Albert Rivera. Podemos simpatizar ou não com as ideias do Ciudadanos, um partido inscrito na família política dos liberais europeus. Mas as credencias democráticas de Rivera e do Ciudadanos parecem-me indiscutíveis.
No entanto, no mundo insano do autoritarismo Chavista-Madurista, a história é outra: Albert Rivera é de “ultra direita”. Quando a realidade incomoda a narrativa do regime, muda-se a realidade. A forma de o fazer é simples e baseia-se no repertório do costume: comunicação social controlada, cátedras popularuchas na televisão, muita propaganda e atentar descaradamente contra o carácter e o bom nome de quem pensa de maneira diferente. Esta peça “noticiosa” da TeleSUR, canal de televisão sedeado em Caracas e patrocinado pelos regimes que partilham ala psiquiátrica com a Venezuela (Cuba, Equador, Nicarágua, Uruguai e Bolívia), é elucidativa do estado entrincheirado de um regime morto, mas que ainda não foi informado do próprio óbito.

Como se constata facilmente, é exactamente a táctica do bloco de esquerdo.
Insere-se no comentário que fiz relativo ao post “ventos de espanha”
Que o regime venezuelano esteja numa ala psiquiárica, concordo – basta ouvir os discursos de Maduro para perceber que o homem vive numa realidade paralela.
já que os regimes de Cuba, Equador, Uruguai e Bolívia (da Nicarágua nada sei) estejam na mesma ala, discordo claramente. Os dirigentes desses regimes, algumas tiradas extremadas à parte, conduzem os países com alguma cautela e equilíbrio. Trata-se, aliás, de quatro regimes muito diferentes, e todos eles bastantes distintos da loucura venezuelana.
Nunca disse que os regimes eram iguais. Escrevi sim que são casos de psiquiatria. O Luís Lavoura tem sempre uma certa tendência para interpretar. Fique pelo que está escrito.
Mas vamos à “piece de resistance” do seu comentário: considera que Castro, Ortega, Correa e Morales governam os seus países com “cautela e equilíbrio”? (note que dou o benefício da dúvida ao populismo de Mujica).
Nunca disse que os regimes eram iguais.
Pois não. Nem eu disse que você tenha dito.
Escrevi sim que são casos de psiquiatria.
Exatamente. Foi isso que você escreveu, e que eu contestei.
O Luís Lavoura tem sempre uma certa tendência para interpretar. Fique pelo que está escrito.
Você é que interpretou mal o meu comentário. Nele, eu jamais referi que você tivesse escrito que os regimes eram iguais.
considera que Castro, Ortega, Correa e Morales governam os seus países com “cautela e equilíbrio”?
De Ortega, repito, nada sei. Os outros três sim, pelo que tenho lido, têm governado com alguma razoabilidade. Todos esses três países têm economias a crescer a um ritmo razoável e mantêm orçamentos equilibrados. Que eu saiba. E baseio-me em fontes razoáveis, em particular a Economist.
O Pior cego é aquele que não quer ver.
Se quisesse ver, certa esquerda desaparecia.
Certo, mas se visse ainda melhor desapareceria certa direita.
isso não sei.
Num ponto estou de acordo com Luís Lavoura (e o Diogo Noivo acaba por concordar): não se misture o Uruguai com os outros. Aliás, o próprio Mújica, agora ex-presidente, acaba de dizer que Maduro está completamente louco.
Estranho é terem demorado tanto. ainda há pouco o sr. louçã fez o mesmo. Devia estar cego para não ver.
também há pouco alguém escreveu: Alguém conhece um regime socialista que não tenha acabado em pobreza ou ditadura, ou ambos?