É mais ou menos recorrente: o final do ano traz consigo as “listas” que toda a gente faz, em jornais, revistas e blogues, sobre os melhores livros, filmes e discos do ano. Invariavelmente, ao longo dos últimos anos dou por mim a contribuir para essa tradição, mas sem assinalar nada que tenha sido feito nesse ano, pois nunca ando a par dessas coisas. Acontece que em 2011, por qualquer combinação astral esquisita, posso nomear um livro, um disco, uma música e um filme – todos de 2011. Ora isto é tão raro que merece post, pelo que aqui vai:
Livro:
A Dance With Dragons, George R.R. Martin.
Disco*:
I Am Very Far, Okkervil River
Música:
White Shadow Waltz, Okkervil River
Filme:
Cowboys and Aliens**
*Gostaria muito de ter nomeado o The King of Limbs, dos Radiohead, mas a verdade é que não me cativou por aí além (apesar de ter um par de músicas muito boas e de ser um álbum interessante).
** Cowboys and Aliens não é um grande filme. Longe disso: é um filme razoável, mas muito divertido de se ver, com algums momentos muito bons e, claro, com a Olivia Wilde. No entanto, não tivemos até ao momento uma obra do nível de Black Swan ou True Grit, pelo menos para mim. Cowboys and Aliens, ao menos, tem o mérito de ser um filme que cumpre aquela que é para mim a função primordial de qualquer obra cinematográfica: entreter e divertir. Como não tenho paciência para Woody Allen – que deve figurar em todas as listas respeitáveis deste ano -, fico com este, e acho que fico muito bem.

Não achas que é ainda cedo para balanços, João?
Acho – até porque no ano passado estive o ano todo a dizer que não havia filmes de jeito para ter me de calar em Dezembro 🙂
No entanto – é só um palpite – não acredito que o meu balanço venha a ser diferente daqui a um mês. Pode ser que me surpreenda nos filmes (duvido), mas creio não ser cedo para dizer com segurança que as restantes categorias, para mim, estão fechadas (a menos que haja dois milagres: o Martin publicar o sexto livro e os Radiohead lançarem de surpresa um álbum como só eles sabem fazer. Ambas extremamente improváveis)