Os últimos dias trouxeram de volta um ramo do jornalismo de investigação extremamente interessante. Trata-se de sublinhar coincidências notáveis relacionadas com acidentes aéreos. A coisa, ao que parece, é praticada em duas modalidades. Uma consiste em identificar cidadãos marcados pela tragédia em vários desastres. O jornalista incansável procura debaixo dos escombros o habitante anónimo de uma área remota da ilha de Bornéu que perdeu uma tia num voo fatal de uma companhia malaia e um compadre num outro avião com a mesma bandeira que foi derrubado por um míssil. Não há, convenhamos, coração que resista a uma história destas. E se nos permitimos continuar com a nossa vida sem uma profundíssima depressão é apenas porque existe a outra modalidade do mesmo ramo do jornalismo. Aquela que procura incansavelmente o caso afortunado da pessoa que, por incrível conjugação da sorte e do destino, escapou de viajar em ambos os voos. Que sorte, caraças. Qualquer um fica até com uma pontinha de inveja. Esquecendo, inclusivamente, que o facto de estar a ler tão estimulantes notícias tem implícito o significado profundo de ter escapado, até à data, a todos os acidentes aéreos acontecidos, pelo menos, depois do nascimento.
As incríveis coincidências que rodeiam os desastres aéreos e o jornalismo que nos traz tais notícias
Rui Rocha,

Muito menos intrusivo do que publicar fotos das vítimas… mortas, claro… jornalismo degradante… ainda se fosse em Gaza, N crianças mortas, até se aceitava, agora corpos na cabine rebentada de um avião derrubado por terroristas, é altamente indigno ! É a realidade estúpidos ! Acordem !!!
Deveria-se entrevistar os Israelitas que não morreram por causa do Iron Dome e dos ataques.
Você deveria estudar os verbos.
Não vejo certeza de que este avião caído da Malaysia Airlines, não era o mesmo que andava desaparecido há uns meses.
Quem sabe o capitão não era o Davy jones ?
São os Jornais do Incrível
Alguns comentadores deste blogue continuam a dar provas de uma enorme insensibilidade , com comentários que devem achar profundos ou engraçados ,
nem sequer tendo feito um esforço para entender o post .
Uns diríam que está tudo parvo e outros que está tudo xéxé .
Cá por mim acho que estão as duas coisas .
De vez em vez, aparecem também uns comentadores a criticar sem dizerem o que criticam. Lamentável.
Às circunstâncias do desaparecimento do anterior avião da Malaysian Airlines, acrescem estas.
Desde a queda do avião 447 da Air France, em 2009, os dois incidentes mais graves envolvem dois aviões da mesma companhia aérea, no mesmo ano, no espaço de pouco tempo.
Ignorar que o anterior incidente não foi apurado, e não ligar os dois eventos, é um exercício que o “politicamente correcto” jornalístico se esforça por fazer.
Se se trata de coincidência ou não, é matéria de fé, até que estejam apuradas todas as circunstâncias. Até lá nenhuma hipótese deve ser descartada.
Assumir outra coisa, é não respeitar o direito ao esclarecimento.
O que é evidente é que a mesma companhia aérea ficou envolvida em duas notícias de acidentes trágicos, e isso não pode ser varrido para baixo do tapete.
De facto está tudo xéxé, quando não se evidencia o que é evidente.
Vejo que enfiou o barrete , também era para si .
Espero que NÃO lhe fique bem .
Passo a explicar .
O “daMaia” é dos comentadores que melhores textos tem escrito por aqui , justamente escolhidos alguns como comentários da semana pelo Pedro Correia .
Aliàs , neste momento , arrisca-se a que seja um comentário seu escolhido todas as semanas .
Mas no melhor pano cai a nódoa e neste caso foram logo duas .
Ao misturar o desaparecimento do outro avião com o abate deste
numa piada de gosto duvidoso e embarcar na conversa de chacha com a Maria Dulce (Davy Jones com 300 mortos pelo meio ?) caíu a 1ª e agora ao vir aqui justificar o injustificável com uma qualquer teoria da cabala inventada à pressa caíu a 2ª .
Portanto os seus 2 últimos parágrafos são esses sim lamentáveis (e indignos do tipo de raciocínio a que nos tem habituado) porque eu apenas critiquei o mau gosto das piadolas e o “daMaia” vai por aí fora com frases grandiloquentes mas que se caracterizam por aquilo que pretende criticar nos outros : são actos de fé nos seus próprios raciocínios , mais nada .
As pessoas não sabem do que falam , é um facto .
E algumas estão xéxés , como vejo que concorda .
Políticamente correcto jornalístico nestas matérias não sei o que será .
Como pai de um homem da aviação civil estudei e debati com o meu filho o caso do outro avião , é assunto que me interessa pois não estou livre de o perder (ao meu filho) num desastre aéreo daqueles ou destes .
Se para si estes factos estão evidentemente ligados não vou debater porque eu nunca fui por aí , como disse só critiquei e critico o mau gosto .
A informação disponível é hoje em dia suficiente para tirarmos algumas conclusões preliminares desde que tenhamos consciência que os oceanos são maiores que os lagos de jardim e um avião vale lá menos que uma agulha nestes.
Mas eu também sei que as pessoas que mais se borram a andar de avião são as que mais necessidade têm de dizer piadolas sobre estas situações , está nos livros de quem anda por lá , é uma forma de exorcismo usada também noutras circunstâncias da vida …
Fez bem em vir-se limpar de uma figura desnecessária mas vai ficar com o 1º parágrafo que me dedica para si .
Merece-o .
QED .
Caro Anónimo ( comentar como Anónimo já diz muita coisa), lamento que tenha entendido as minhas críticas, tanto ao que se fala da imprensa como ao comentário de daMaia ( Davi Jones… holandês voador… sabe, aquilo dos filmes que os incultos vêem) como “conversa de chacha”. Deve ser daqueles que falam em números e se revoltam contra as atrocidades estatísticas, mas quando toca a ver uma ou duas imagens mais chocantes, capazes de lhe tirar o gosto do excelente linguado au meunier, as acham degradantes, de um extremo mau gosto e uma falta de respeito para com os mortos. A crueza choca, não choca? Que pena que outras realidades possam mexer com a sua !
Como esposa de um homem da aviação civil há 33 anos, tenho que pensar nestas coisas e respirar fundo. Mas tenho também que pensar que este avião é apenas uma gota de água nas atrocidades que se comentem pelo mundo diariamente e das quais nem se fala e muito poucos querem saber.
As fotos dos campos de morte do Khmer rouge de Pol Pot arrepiaram o mundo de horror. Talvez seja isso que é necessário para acordar para a realidade e se possa forçar quem tem o poder de não deixar os crimes impunes.
Passe bem, e bom almoço.
Minha Senhora
Não sou seu caro Anónimo , que raio de “caro” seria quando me começa a lançar piadas sem sentido no parêntesis seguinte ?
De resto por aqui somos quase todos “anónimos” , quem me garante que esse é o seu nome real senão a sua palavra (de que , ao contrário de si , não vejo razões para duvidar).
O próprio “daMaia” , que aliàs muito aprecio e aqui o disse atrás também é ,à sua maneira , um anónimo .
Portanto preferia que me tratasse por “meu parvalhão de Anónimo” pois as considerações que tece sobre mim , o meu passado , o meu presente , as minhas preocupações sociais e políticas , a minha cultura geral e até particular, em suma sobre tudo o que eu sou é de quem não tem a mínima dúvida da porcaria de sujeito que aqui está .
Portanto dispensam-se hipocrisias no tratamento .
Assim como se dispensam falsas humildades culturais pois os cultos e os incultos vêm exactamente os mesmos filmes , ainda que talvez que uns se desculpem com o facto de quererem confirmar as tais porcarias que os outros vêm .
As suas realidades dificilmente podem mexer com as minhas a menos que a D. Maria Dulce tenha sido militar durante a guerra colonial e visto , ao vivo e a cores , isso tudo que a choca sentadinha no sofá a acontecer a camaradas e amigos.
É que de gente que limpa as suas consciências gritando aos quatro ventos as suas revoltas mas não mexe uma palha para resolver os problemas concretos de meia dúzia de pessoas à sua volta estamos nós servidos .
De resto não como linguado ao meunier , que é saudável mas pouco alimenta , ao qual prefiro uma mãozinha de vaca com grão ou uns pézinhos de coentrada .
Portanto quem pouco está ralada com as atrocidades que se cometem no mundo inteiro é a D. Maria Dulce , que considera esta “apenas” mais uma .
Eu não considero “apenas” mais uma porque são todas iguais para mim : uma atrocidade é uma atrocidade e não há atrocidades boazinhas e mázinhas , morra um inocente ou morram 300 .
Quanto aos homens da aviação civil há os que nunca saíram de terra senão em turismo e há os que andam sempre a voar para o outro lado do mundo .
Não sei de qual dos tipos será o seu marido mas alguém saberá .
Considero-me bem educada, por isso jamais cometeria a baixeza de lhe faltar ao respeito. Opiniões podem divergir, ai de nós se pensássemos todos igual. Não fui tampouco desrespeitosa.
Entendo melhor a sua percepção dos acontecimentos relatados, na óptica de um ex-combatente da guerra colonial. Conheço e apoio dezenas.
Não são necessárias armas de fogo para se lutar por causas humanitárias sem ser no conforto do sofá.
O seu tipo de discurso que aceito plenamente (apesar ser de meu direito discordar) , porque é a sua opinião e tem direito a ela, é feito naqueles moldes que já passaram da validade há mais de 30 anos.
Mas como lhe digo, isto é a minha opinião de pessoa educada, e vale o que vale.
Minha Senhora
Diz-me agora que o meu tipo de discurso “é feito naqueles moldes que já passaram da validade há mais de 30 anos”.
Perdoar-me-à mas não resisti a mostrar a sua observação a alguns dos meus netos que estão comigo de férias e que , no intervalo entre a praia e a festa da noite, vieram jantar comigo (não devia haver festa da noite porque naquela tropa fandanga nem todos sabem ainda se passaram nos exames e eu tenho cá as minhas dúvidas num caso ou outro , mas enfim …).
Acharam notável a sua observação e mais não digo , mas eles só vêm o lado de terem um avô sempre bem disposto e que “faz a inveja dos outros” porque de avô não tem nada (é sempre assim , os avós dos outros são sempre melhores que os nossos).
Agora eu que não me vejo a mim próprio pergunto-lhe : que tipo de discurso meu ?
É que verifico que sou classificado genéricamente como “intelectualmente velho” , o que não deixa de ser curiosíssimo (e até mesmo bem engraçado) se tivermos em conta as minhas actuais actividades .
Sabe, fez-me lembrar o meu avô, quando o Belenenses ( quando era o grande Belenenses ) perdia em casa… tinha sempre algo ou alguém a quem apontar o dedo. Intransigente e teimoso, não queria saber de outra opinião que não a sua.
Não leve tão a peito esta troca de impressões. Eu também sou uma pessoa antiga, que apesar de não ser soldado, ainda luto diariamente numa ” guerra”, à qual não vislumbro o fim, depois de quase 40 anos.
Espero vir a ter netos e ser uma avó fixe, mas gostava de poder dizer que contribuí positivamente para o mundo (melhor, claro) em que viverão.Trabalho (muito) para isso, e não é seguramente do meu sofá de casa.
Boas férias. Anseio pelas minhas.
O seu 1º parágrafo diz mais sobre si do que sobre mim .
Mas eu dificilmente posso fazer-lhe lembrar o seu avô , ainda só tenho 68 anos apesar de ter vários filhos entre os 40 e os 45 .
E como nunca entrei num médico nem tomei um remédio em toda a vida lá vou disfarçando , no outro dia num liceu uma funcionária perguntou-me de que aluno eu era o pai (uns óculos teriam sido úteis à senhora em causa , de facto há pais tardios mas não exageremos) .
Não estou de férias e estou sempre de férias desde os 65 anos e a reforma .
É a sina de quem tem saúde , energia e (algo raro de se confessar por cá) folga financeira suficiente para fazer muita coisa na vida , como criar empregos onde eles não existem , coisas que me ficaram de quando em miúdo gente na clandestinidade e na mais total pobreza aparecia em casa de meus Pais para comer e às vezes dormir .
Promessas que se fazem à Vida .
E não lhe aponto dedo nenhum .
De resto nem lhe aponto mais nada .
Como “anónimo” fico-me por aqui e como “…” terei os cuidados já citados noutro local .
Gostei do seu 2º parágrafo , por mim tinha-me chegado .
Caro “Anónimo”, não há nenhuma análise superior à outra pela sua forma.
Nas mensagens politicamente correctas podemos ver algum cinismo circunstancial, nas mensagens telegráficas nem isso – liga-se a máquina das frases feitas.
As mensagens politicamente incorrectas não são feitas para agradar pela forma, e por isso ou se é sensível ao conteúdo, ou não vale a pena questionar que a forma é incorrecta – é assumido que não é. A ironia é uma forma de comunicação.
Claro que acusei o comentário, que era evidente. Dizer que “enfiei o barrete” é que já revelará algum cinismo, porque indicia que pretendeu “lançar uma armadilha”… ao invés de invocar directamente quem criticava. Já não é a primeira vez que vejo aqui essa atitude infantil. Ora, isso não me afecta minimamente, e ao contrário, respondi-lhe a si, porque entendi que a sua crítica tinha sentido, usando a perspectiva do “politicamente correcto”.
Sobre o destaque dado a alguns comentários assinados “da Maia”, nem eles comprometem quem os destaca (excepto no destaque), nem os outros comentários “da Maia” ficam presos pelo destaque dos anteriores… não faltava mais nada!
Aliás, qualquer um poderia escrever “da Maia” não sendo o mesmo autor.
Por isso, é melhor entender as mensagens por si, e ver a etiqueta “da Maia” apenas como uma referência adicional de ligação.
Se acha que há alguma sobrevalorização dos comentários “da Maia”, e que este seu comentário apanhou uma fragilidade… enfim, pode dedicar-se à pesca, meu caro, tem muito mais por onde pescar.
As mensagens de Maria Dulce são muito boas, porque denunciam um problema – o tratamento informativo desigual de mortes.
A condenação que vemos das 300 mortes civis no avião, cuja autoria é ainda desconhecida, parece mais fácil do que a condenação das 400 mortes civis ocorridas na faixa de Gaza, cujos autores não se escondem. Porquê?
Por isso, certamente que quem viaja muito de avião, como é o meu caso, não se sente melhor em ironizar o destino fortuito dos voos. Só que o destino desses voos liga-se a toda a instabilidade internacional, e não é ocultando problemas que eles se resolvem.
Por exemplo, nestes casos, a Malaysia Airlines deveria estar sob investigação, procurando saber se há problemas na sua gestão de custos – que levou a um voo sobre uma área de conflito, ou ao desaparecimento doutro avião… sem razões apuradas.
Por outro lado, todos os sistemas de controlo de satélites, com fotos de detalhe de tudo e mais alguma coisa, parecem afinal pouco úteis nestes dois casos. O policiamento parece selectivo.
Neste caso a actuação da comunidade internacional usa o seu modus operandi habitual – o luto, seguido da luta… contra culpados pré-designados. A informação que temos é condicionada, não se é inocente assumindo que a informação é inocente e sincera, só por aparentar ser politicamente correcta.
A política tem os seus truques.
Tudo isso merece mais reflexão do que saber se o tom era em dó menor ou em dó maior.
“daMaia”
Não houve cinismo da minha parte em ponto algum .
Há é falta de sentido de humor da sua parte pois eu acrescentei logo de seguida que esperava que NÃO lhe ficasse bem o barrete , pelo respeito que tinha por si.
Mas eu sou infantil , quem brinca com estas coisas é que é adulto .
Diz o senhor que :
“Se acha que há alguma sobrevalorização dos comentários “da Maia”, e que este seu comentário apanhou uma fragilidade… enfim, pode dedicar-se à pesca, meu caro, tem muito mais por onde pescar”.
Pois está a ír por esse caminho sem necessidade nenhuma , acho que fui muito claro no que lhe disse e penso de facto que é o único comentador que neste momento sabe o que diz por aqui .
Que por qualquer razão tenha resolvido mandar-me àquela parte sob a forma de me dedicar à pesca , confesso que não o esperava de si .
É exactamente por ser o mesmo autor (aliàs não desmentido) que eu reagi pois para mim há uma “imagem de marca” que pode sofrer altos e baixos mas não tão baixos (na minha opinião) que ao “entender as mensagens por si, e ver a etiqueta “da Maia” apenas como uma referência adicional de ligação” fiquei espantado e me manifestei de modo exagerado , concedo .
Quanto às suas análises são muito bem estruturadas mas pecam por alguma falta de consideração de factos já bem conhecidos sobre os dois casos (o cruzamento de dados é essencial , com várias fontes , mas isso obriga a dominar bem várias línguas e a terminologia própria em cada uma delas , só para profissionais) .
Viajar de avião deixa-me na maior das indiferenças pois , como faço mais de 50 mil kms por ano de carro , as probabilidades de me “matar” ou de me “matarem” são muitíssimo superiores na estrada .
Nada de grave pois já não faço assim uma falta danada a tanta gente como isso .
Não gostava era que aquele meu filho corresse riscos , anda por sítios “esquisitos” , já passou os 45 anos e tem uma filha de 15 para criar sózinho .
(*) Por um azar dos demónios o meu 1º comentário saíu sem a minha identificação habitual aqui no blogue , fui muito rápido a enviar .
Face às reacções resolvi continuar “Anónimo” para ver qual era a sensação .
E a sensação é curiosa , é como uma espécie de território marcado …
Continuo assim “Anónimo” neste post .
Voltarei a outros tendo em atenção a enriquecedora experiência de hoje .
E nalguns debates manter-me-ei com a cana de pesca e longe do teclado .
Caro “Anónimo” ou não (note que há pouca gente a deixar espaço antes da vírgula – somos menos anónimos do que julgamos)
Pois, o problema que assinalei não foi o seu comentário não ser identificado, foi não identificar a que comentários se dirigia.
Como bem referiu, na prática, os comentadores funcionam de certa forma como anónimos (ninguém se vê ou conhece), e o nome funciona aqui mais como uma etiqueta de continuidade.
Ora neste nosso conhecimento superficial é habitual criar imagens erradas e entrar em más interpretações. Se lhe disse que tinha mais por onde pescar, é por que não faço gala de ser politicamente correcto, ou pretendo ser infalível no que escrevo. Poderá encontrar facilmente outras falhas. Foi só isso que disse.
Não comento por comentar. Só comento se achar que trago alguma perspectiva que vale a pena ser tida em conta. Procuro ainda ser objectivo e claro, tanto quanto possível, mas é óbvio que todas as opiniões resultam de experiências e contextos pessoais.
Por isso, se fico satisfeito por haver concordância com algumas das opiniões, também gosto que as critiquem quando isso faz sentido.
Como lhe disse, a sua crítica fazia sentido até certo ponto.
E nem dou como tempo perdido esta troca de comentários, porque o assunto do politicamente correcto, ou da relação entre a forma e o conteúdo da comunicação, era um assunto importante.
Não me choca a ironia, e é sabido que o humor pode ter mau gosto.
Até instintivamente, as pessoas riem-se de acidentes dos outros, quando há absurdo. O absurdo pode ser motivo de riso natural, não há nada de errado nisso. O que seria errado seria não haver também preocupação. A pessoa pode rir-se do espalhanço do outro, mas deve depois preocupar-se com a sua saúde.
O politicamente correcto tem esse mau gosto de considerar crime o riso, em situações inconvenientes.
Aliás, é até saudável a pessoa encarar algumas desventuras com um sorriso, e é notável o humor presente nalgumas “últimas frases” de pessoas notáveis.
Portanto, o humor é natural, só é mau quando é feito com intenção clara de ofender alguém que não se pode defender.
O problema é que sabemos que há interesses em comunicação manipulada, até ao ponto limite de se poder pôr em causa a veracidade das “tragédias”. r-w
Por exemplo, no chamado “massacre de Sandy Hook”, é conhecido o vídeo que mostra um “pai” consternado, que momentos antes de ir para o ar ri-se e faz exercícios de actor:
https://www.youtube.com/watch?v=oMINqFGN
Chegámos ao ponto em que há muita informação e pouca certeza sobre ela.
Por isso, se a devemos levar a sério, por questão de vivência, não devemos deixar de duvidar dela, por questão de sobrevivência.
Pois li-o , como sempre gosto de o ler , concorde muito , pouco ou nada (este último caso é raro) .
Não lhe respondo ao tema do políticamente correcto neste particular , como gostaria , pois isso levar-me-ía a meter terceiros no debate e não me parece curial nesta altura do campeonato .
Não tenho nada de políticamente correcto e a minha vida seria um bom exemplo disso mas não é assunto para trazer para aqui com o pormenor suficiente e , de qualquer modo , na blogosfera ninguém acredita em ninguém .
Não brinco com mortes mesmo que de forma não ofensiva , talvez porque tenha visto algumas à minha volta , talvez porque pessoas muito queridas (direi mesmo únicas na minha vida) tenham escapado muito recentemente a doenças complicadas que as podiam ter levado .
E porque sei que os politicamente correctos , por mais juras de amor ao próximo e à justiça “here , there and everywhere” que façam , estão muito preocupados com as atrocidades no Médio Oriente mas isso passa-lhes logo se um filho/a cortar um dedo com a faca do pão .
Interesses em comunicação manipulada não são de hoje .
No Antigo Testamento é o que há mais .
Portanto o que aconteceu ao 1º avião não sei .
O que aconteceu ao 2º avião talvez saiba .
Mas não são o mesmo avião .
E o holandês voador não está metido nisso .
Debate muito útil , como sempre foram os que tive consigo .
Mas “guardarei de Conrado o prudente silêncio” , por uma , por outra ou até
pelas duas razões que para ele o justificavam .
Pois, meu caro, foi igualmente um prazer, já que é sempre de louvar que de um desentendimento se chegue a algum entendimento.
No assunto vertente, e de modo geral, em quase todos os outros, não sistemáticos, passei a ter uma visão mais probabilista.
Ou seja, às informações alheias indexo um grau de probabilidade, associado à credibilidade da fonte. Por esse efeito, e dada a falta de credibilidade que a imprensa acumula, não excluo hipóteses. É claro que há coisas mais prováveis, e outras mais improváveis… tudo depende do número de pessoas que estão envolvidas. Mas a nossa possibilidade de averiguar os factos é pequena.
Orwell disse que “a história é escrita pelos vencedores”, a propósito do anúncio que Hitler fazia de raides devastadores sobre a Inglaterra. Concluía ele que os raides não existiriam se a Inglaterra vencesse, mas que ninguém se atreveria a duvidar da ocorrência se fosse Hitler o vencedor.
Os alvos da informação têm pouca margem de averiguar factos, porque a desproporção de comunicação é imensa.
Assim, a hipótese dos dois aviões serem o mesmo, não era obviamente inocente.
Fez muito bem em assinalar o mau gosto, mas era mais que isso.
É uma hipótese de atenção, que não deve ser descartada.
Tive cuidado de ser exacto – afirmando que não há certeza de que não é o mesmo avião. As probabilidades são maiores ou menores consoante o crer.
Não me importo de parecer ridículo, seguem os factos:
1) A crise da Crimeia estala com o referendo acabado a 16 de Março.
2) O voo 307 desaparece a 8 de Março, uma semana antes.
3) Quais são os voos civis que passam pela zona de conflito que se previa ocorrer na parte de Donetsk? Uma boa parte deles têm como destino a Malásia.
4) Como seria possível a rebeldes identificar a posição de um voo comercial a 10 Km, sem radares precisos, mesmo com mísseis dados pela Rússia? Tinham que ter coordenadas exactas, senão seria como acertar numa agulha no palheiro, porque a térmica só funciona na proximidade.
5) Quem é o destinatário de toda a pressão internacional, pela queda do avião?
Não são os separatistas… é a ambição de Putin sobre a Ucrânia.
6) Como se vai livrar Putin da associação entre o míssil rebelde e a queda do avião?
Portanto, ainda que pareça estranho, raptado um avião comercial, telecomandando-o com umas centenas de cadáveres a bordo, e fazendo-o explodir com um míssil russo, era ou não um plano possível para incriminar Putin sem causar vítimas?
Não estou a dizer que isto é verosímil, para além de poder servir de enredo a um filme de espionagem e serviços secretos. Apenas estou a dizer que o tipo de operações levadas pelos serviços secretos são muitas vezes rebuscadas, tocando o surreal…
Ok, e as vítimas, as famílias das vítimas, etc… Ainda não vi nenhuma imagem dos familiares holandeses. Para além de encenações fáceis, e difíceis de verificar, entre perder os familiares e calarem-se para sempre, por qual opção se opta?
Agora, objectivamente, a ligação que existe nos eventos – Crimeia e Malaysia Airlines, é de datas. Antes de 8 de Março já era claro que o referendo ia levar à desagregação da Ucrânia, e Putin iria insistir.
Depois, a queda é do mesmo modelo Boeing 777-200 ER, e vai dar-se no espaço aéreo em conflito.
Coincidências?
Pois, por isso apenas me pronunciei ligeiramente, sem entrar nestes detalhes – alguns dos quais só agora confirmei, batendo certo.
Por isso, meu caro, se a Alemanha reavivou os interesses sobre territórios a leste, envolvendo-se em disputa via UE com a Rússia, e como a Holanda ficou envolvida, talvez não fosse despropositado falar no holandês voador: I_w
https://www.youtube.com/watch?v=ibWxhwcZ
Cumprimentos.
Caro da Maia, sem me querer intrometer na discussão (vai longa e não a segui inteiramente), uma nota: os media holandeses são geralmente muito respeitadores da privacidade da população. As vítimas não costumam ser muito identificadas e os familiares raramente são vistos em jornais e televisão (pelo menos em comparação com Portugal). Os acusados de crime, mesmo depois de condenados, não vêem o seu nome nos jornais (fica normalmente com primeiro nome e inicial, género “Jan W.”).
Talvez seja essa a razão para a falta dessas imagens.
Caro João,
levantei ligeiramente uma hipótese, que não pode ser levada a sério se entendermos que há normalidade nestas ocorrências. Por questão de objectividade, não excluo nenhuma hipótese até que se revele absurda.
De momento, uma bem absurda está a ser tentada passar pelos políticos e meios de comunicação ocidentais.
Sobre os familiares holandeses, foi apenas um detalhe. Também não era conhecido aos noruegueses exposição mediática, até que foram apanhados pelo caso de mortes em massa pelo tresloucado assassino. Numa circunstância internacional, não entram em jogo apenas os meios de comunicação locais.
Mas como disse, isto é apenas uma hipótese de atenção.
Não deve ser levada a sério, havendo outras que façam mais sentido.
Só que neste momento, está-se a colocar sentido usando uma loucura insana de Putin (só o exército russo ou ucraniano poderia fornecer coordenadas a 10 Km de altitude), acrescida da coincidência incrível com o outro avião desaparecido – não só no modelo e companhia, mas até nas datas das ocorrências, e no plano de voo.
Caro daMaia , faço minhas as suas palavras , é sempre um prazer atingir um entendimento e mais ainda quando já não vêm agarradas umas “farpas” finais , mérito todo seu .
Tem razão mas por isso lhe falava de cruzamento de informação .
Sendo eu fluente em 4 línguas (além da nossa) e dormindo muito pouco (mas ainda assim mais que o Prof. Marcelo) isso permite-me ter muito tempo para esse cruzar de informação , a que se associaram esse meu filho (por razões óbvias) e um Amigo de há mais de 60 anos com uma experiência de 40 anos de vôo , dividida entre a TAP e outras companhias “mais longínquas” .
Devo admitir que quando o daMaia se põe a elucubrar de forma ponderada e o passa ao papel no seu jeito escorreito acabo sempre um pouco fascinado pelo conjunto ainda que não necessáriamente convencido .
Isto para lhe dizer que a sua hipótese – com todas as ressalvas – dos 2 aviões serem o mesmo, apesar de me parecer demasiado imaginativa não deixa de ser bastante curiosa .
De facto só não estou 100% convencido (estou 99,99%) que o 1º avião desapareceu no imenso oceano por uma razão muito simples : a presença a bordo de 20 funcionários da Freescale Semiconductor” , empresa que segundo as más-línguas andava a estudar “escudos anti-radar para aeronaves” , notícia que pode muito bem fazer parte do tal baralhar de informações de que fala e bem .
Os oceanos são maiores que nos filmes e o Pacífico é uma imensidão de água sem pontos de apoio nenhuns , temo-nos convencido que os satélites “vigiam” tudo mas isso , como bem sabe , é impossível .
Tenho um filho “patrão de alto-mar” (tenho filhos para todos os gostos …) , concorrente habitual de provas oceânicas e durante anos despedia-mo-nos dele como se fosse para sempre pois por 2 vezes nem ele sabe como escapou .
E a questão que aqui se põe no que concerne aos aviões prende-se com algo que diz : tinha que haver tanta gente envolvida e em tanto sítio do planeta que era como se fosse do domínio público e tivesse dado no telejornal das 8 …
Portanto vamos aos seus 6 pontos mas há um que não é certo que seja um facto.
É o ponto 4 , ninguém nos diz que foram rebeldes ainda que talvez lá estivessem alguns rebeldes a olhar , podem ter sido “observadores mais ou menos amigos” , há disso em todas as guerras .
Quanto ao avião ser do mesmo modelo não me espanta pois é o que junta a maior capacidade de transporte de pessoas com a maior autonomia ,dentro da frota da empresa que tem (tinha) 13 .
O 747 leva mais pessoas e tem uma autonomia um pouco menor mas a companhia só tem um.
Seja como fôr há que optimizar os dois parâmetros em conjunto e é isso que as empresas fazem face aos bilhetes habitualmente comprados e às distâncias a percorrer .
De qualquer modo e se não tresleio há por cá quem conhecesse gente no vôo :
http://tempocontado.blogspot.pt/2014/07/m alaysian-airlines-flight-h17.html
Foi deste “Holandês Voador” que me lembrei , sou grande coleccionador destas coisas e tenho aí várias versões , mas não quis trazê-lo à colação na altura .
Esta Alemanha precisa de gás e não quer estar dependente dos EUA .
Tal como as coisas estão por lá (EUA) acho asisado .
E se isso impedir a balcanização da Rússia de que hoje fala o João André não é mau .
Pois já fiz 300 kms hoje e vou fazer outros tantos de volta .
Vim algures ver se estava tudo bem e pagar a quem trabalha e tem de comer todos os dias .
Bom debate este .
Cumprimentos
Meu caro,
eu sou o primeiro a admitir que a hipótese é rocambolesca, e por isso escolhi a forma irónica. Não me quis adiantar sobre os detalhes, pois quando o escrevi apenas me intrigava as fotos serem iguais (não sabia que era o mesmo modelo), e ter desaparecido por altura do conflito na Ucrânia.
Por isso, preferi deixar a hipótese como chamada de atenção, poderia ser visto como humor negro, mas se isso fosse questionado iria responder, como acabei por responder. Há ainda a outra questão “menos conspirativa” – na aviação coincidências são para ser levadas a sério, e a Malaysia Airlines deveria estar sob alvo – os aviões perdem-se e voam em áreas de conflito. Mesmo que haja um ciclista que falhou os dois voos, haverá quem não torça o nariz a voar nessa companhia, por estes dias?
Por isso, eu distingo hipóteses de vivência – em que temos que cantar em coro com o rebanho, de hipóteses de sobrevivência – em que “se a coisa der para o torto” devemos lembrar-nos do que fazia e não fazia sentido, por muito conspirativo que fosse.
A presença dos 20 funcionários da Freescale Semiconductors alimentou alguma teoria conspirativa sobre o primeiro voo. Não me pareceu razão suficiente para acção em tal escala, até porque o conhecimento público da tecnologia é inferior à tecnologia secreta existente. De qualquer forma, essa linha policial – de investigar os beneficiados imediatos, nunca deve deixar de ser considerada.
A questão principal chama-se Austrália. Ou seja, é ou não possível ter um território à vista e não o ver? Esse é o problema conspirativo desde que os portugueses desembarcam em Timor em 1514. e o território só foi reconhecido por completo em 1760, ainda que por lá andassem os holandeses desde 1600.
Ou seja, há uma prática antiga de esconder territórios do conhecimento público.
Assim, entre 1514 e 1760, morrer alguém, enviá-lo para a Austrália, ou para outras ilhas, era quase equivalente – quem ia para lá não regressava.
É ou não possível, hoje, despachar pessoas, perdendo-lhe o rasto?
Os programas de protecção de testemunhas são exemplo disso.
Neste caso, para fazer desaparecer pessoas basta avisá-los que nem pensem em dar com a língua nos dentes, e enviar cada um para uma cidade diferente. Na prática é como se estivessem mortos – se os corpos não forem recuperados ou identificáveis. Registos de DNA não se fazem ali na esquina…
Tudo isto é especulativo – é!
Por isso mesmo, não é hipótese de vivência.
Pode ser considerado na teoria, mas não pode ser defendido na prática, porque será mal entendido – até como humor negro.
Agora, sobre os voos. A Malasyia Airlines tem 92 aviões e como referiu só 13 eram daquele modelo. Se era um modelo de longo-curso, era menos apropriado para a ligação do voo 370 para a China. irlines#Fleet
https://en.wikipedia.org/wiki/Malaysia_A
Podemos analisar isto mais em detalhe, mas parece-me algo estranho usarem o mesmo avião nos dois voos, tendo outros 80 à disposição.
O Pacífico é enorme, mas o voo 370 perdeu-se no Golfo da Tailândia, que é bastante mais pequeno, e polvilhado de embarcações. As procuras na Austrália são o toque ridículo, que não entra em nenhuma história credível.
Agora, valerá a pena falar mais sobre isto?
Não sei. A minha intenção era apenas evidenciar a coincidência de ser o mesmo aparelho, e o primeiro se manter em parte incerta. Poderia parecer piada de mau gosto, mas são factos, bizarros, a que ninguém quis dar relevo. É mau sintoma quando optamos por ignorar factos, assumindo à partida outras versões.
Duvido que daqui, sem meios, possamos ir mais longe, mas agradeço as suas informações.
Agora a Malaysia Airlines está proibida de lhe caírem mais aviões este ano, pelo menos do mesmo modelo, apesar de terem a priori a mesma probabilidade de cair que os restantes… Complicado!
É sempre um gosto conversar consigo. Podemos não começar bem, mas acabamos por saber os dois corrigir os desentendimentos.
Cumprimentos.
PS: Não esqueça aqui o “caso das vírgulas”… num mundo cada vez mais controleiro, convém perceber como podemos ser identificados sem nos darmos conta. Acho que merece menção como história de avô a netos!…
Caro daMaia
Logo após a 1ª situação as pessoas começaram a “fugir” de voar na companhia , como sabe .
Parecia disparate pois , como se pensou até agora , o cálculo de probabilidades dizia-nos que 2 aviões da mesma companhia terem problemas um a seguir ao outro era um risco muito pequeno .
Agora confirmámos o que sempre soubemos : na vida as análises de probabilidades são uma treta e o meu caro é que tem toda a razão quando fala em vivências e sobrevivências e no que não devemos nunca esquecer .
Também não deixa de ter razão quando fala de conhecimento público e secreto da tecnologia mas o facto é que há algumas pequenas potências ali na área a quem a coisa devia dar um jeitão .
Claro que é possível despachar pessoas para inúmeros locais mas não vejo porque é que , no caso em apreço , as iríam manter vivas , tirando as “úteis” e pelo estrito tempo da sua “utilidade” .
Claro que era menos aconselhado para o vôo 370 mas podia não haver outro disponível .
Demasiado simples , talvez .
Mas ás vezes as situações são tão simples que nem acreditamos nelas …
Na realidade não tinham assim tantos à disposição para este vôo pois a grande maioria deles , bastante mais de metade , não leva mais que 160 pessoas em 2 classes ou 190 numa só classe (e esta é uma viagem que “implica” 2 classes pelo tipo de passageiros e a sua duração) .
Pois sempre soubemos os dois corrigir os desentendimentos , é um facto .
Agradeço-lhe a disponibilidade e os raciocínios .
Os meus cumprimentos
PS – Não esqueço o caso das vírgulas mas acontece que elas “saem” de uma maneira mas depois ponho-me a emendar o texto e ficam umas assim e as outras assado !
Também acho que é um precioso “aviso à navegação” para os netos .
Seja como fôr nem sempre nos calha um leitor com o seu “olho clínico” …
Igualmente agradeço o tempo e simpatia para comentar o enredo rocambolesco.
Haverá certamente quem se encarregue de alisar as pontas a uma melhor história, menos rocambolesca, mas não sei se muito mais esclarecedora.
Só para concluir, alguns detalhes adicionais… o referendo na Crimeia foi sucessivamente antecipado, e a data 16 de Março foi definida a 6 de Março, dois dias antes do voo desaparecer. A Crimeia ficou oficialmente russa a 17, e o voo 17 caiu a 17 de Julho…
Mas esta hipótese rocambolesca tem falhas. Não há aparente necessidade de raptar um aparelho em voo, podendo simplesmente tirá-lo do hangar. Continua a haver um aparelho em falta, ainda que seja diferente perder 1 do que perder 2 e aparecer 1.
Havendo vítimas reais, menos sentido faria. Só na hipótese de querer raptar os passageiros (p.ex. os da Freescale), e não causar vítimas, é que faria sentido. Mas a opção de despachar sem liquidar, é sempre melhor – permite alguma moralidade necessária à acção dos operacionais, e à razão de ser da estrutura.
Por outro lado, há mesmo coincidências trágicas, e isso também não o podemos negar. De qualquer forma, este exercício mental é bom, para nos mantermos atentos a outras possibilidades nestes tempos conturbados.
Mais uma vez agradeço a atenção.
Abraços.
Caro da Maia
A sua frase “uma melhor história, menos rocambolesca, mas não sei se muito mais esclarecedora” colhe todo o meu apoio – vai ser isso mesmo, são matérias em que bem sabemos que ninguém – ninguém mesmo – quererá contar a história toda .
Para o saber contámos sempre com a ajuda do senhor David John Moore Cornwell, vulgo John LeCarré e os seus “heróis” tão iguais a nós todos nas suas grandezas e misérias .
Estaria de acordo consigo no “despachar sem liquidar” se estivéssemos a falar de outro tipo de passageiros (militares, serviços secretos até) mas gente comum com as suas famílias algures parece-me mais complicado .
Os exercícios mentais são sempre excelentes e quando metem algum tipo de “lateral thinking” como aquele que nos proporcionou melhor ainda .
Há demasiada gente com o (pouco) pensamento formatado pelo que lê e ouve a defender uma teoria ou a sua oposta sem querer ír um pouco mais longe .
Um abraço para si
PS – Desta vez tive mais atenção às vírgulas . Ou nem por isso ?
Vírgulas ok; pontos… ainda não
Havia uma regra francófona ou internacional-francófona, que atribuía espaço em caso de sinal composto (! ; ?) e sem espaço nos sinais simples. (,.)
Como os ingleses têm a sua própria internacionalidade, acho que isso caiu há algum tempo.
No entretanto desta conversa, o Mali virou-se agora contra os franceses.
Começa a ser algo preocupante… para quem vai viajar!
Com essa é que o meu amigo me lixou!
Tenho que me organizar.
E eu que me baldo que nem um herói a estudar gramática com os netos!
Pois começa a ser preocupante para quem vá um pouco mais longe que Madrid , Londres ou Paris (e mesmo assim …).
do acidente do avião na Ucrania, o que me entristeceu foi os comentarios do jornalista de serviço e a “fazer serviço” ao lhe ser dito que os observadores corriam grandes riscos e tiveram que se retirar dado os bombardeamentos ouviam-se na area do acidente continuava a insistir que os rebeldes não lhes deram condiçoes de investigar. Claro que deviam ter fechado a capota dos carros para que as bombas das forças de Kiev não caissem em cima dos observadores!! Só nãoofozeramporque nãolhes interessa a investigação independente tão desejada por quemconntinuava a bombardear a area!!! Cretinos!!!