As fobias do BE


Paulo Sousa,

O estado dos serviços públicos, nomeadamente os de saúde, chegou a uma degradação tal que já motivou os cartoonistas a comparar o SNS com um SOS.

É apenas o resultado das políticas do governo PS que, sem conseguir que a nossa economia cresça ao nível das nossas congéneres europeias, preferiu trocar défice público por défice de serviços.

António Costa entendeu que o PR quer manter a imagem de fiel da balança e por isso sabe que tem de negociar o OE com a esquerda.

O BE sabe disso e também sabe que votar contra o OE equivale a ser desqualificado na corrida ao poder que anda há anos a fazer, e por isso, com grande sacrifício, cala-se (abstém-se o que é o mesmo) perante a degradação dos serviços públicos em troca de um OE com um tão neo-liberal superavit.

Em política isto é perfeitamente normal, mas fez-me lembrar um episódio clássico da TV, o famoso “Ponha, Ponha, Ponha!!”. Vejam as imagens e imaginem a Catarina Martins ser arranhada pelo superavit.

 

4 comentários em “As fobias do BE”

  1. As mortáguas desta vida “gostam muito” do ponha, ponha, ponha…..em cima dos contribuintes.

    Esperemos que essas sereias do anacleto emigrem para o Irão onde o devido valor das suas mentes será bem compreendido e aceite.

    A.Vieira

  2. «O estado dos serviços públicos, nomeadamente os de saúde, (que) chegaram a uma degradação tal (…). É apenas o resultado das políticas do governo PS que, sem conseguir que a nossa economia cresça ao nível das nossas congéneres europeias, preferiu trocar défice público por défice de serviços.»
    Eu poderia começar por dizer que nada mais me surpreende, no actual discurso da Direita em geral, do que o seu evidente “incómodo” com o «trocar (do) défice público», pelo “governo do PS”, por aquele que foi sempre o ser eterno objectivo-papão: o de conseguir o tal do “superavit”… ou seja, como ela gostava de evocar, o de reduzir as finanças nacionais ao melhor exemplo das finanças domésticas de cada um de nós: se em nossa casa temos X euros para gastar por mês, bla-bla…
    Imagino por isso, o maldito sapo vivo a que ela foi obrigada a engolir… como o exemplo do João Vaz, no CM, quando diz que «O Estado promete enfim alinhar com a normalidade dos portugueses que não despendem mais do que ganham.»
    Naturalmente, perante tudo isso, ela resolveu começar a desenvolver uma série de outras ladainhas onde, naturalmente, se encaixa esta do Paulo Sousa, a de que a degradação do SNS «É apenas o resultado das políticas do governo PS que, sem conseguir que a nossa economia cresça ao nível das nossas congéneres europeias, preferiu trocar défice público por défice de serviços».
    Sobre o que ele se refere a «sem conseguir que a nossa economia cresça ao nível das nossas congéneres europeias», deixo esta ligação: https://eco.sapo.pt/2019/08/14/portugal-melhor-que-a-media-da-ue-mas-ha-10-economias-a-crescer-mais-rapido/.
    Quanto ao seu «preferiu trocar défice público por défice de serviços» julgo que o autor deste “post” acabou de, depois de umas décadas de coma induzido, despertar Hoje: daí, naturalmente, a sua descoberta “surpreendente” mas cá vão mais umas ligações: https://aviagemdosargonautas.net/2013/11/25/a-degradacao-dos-servicos-publicos-de-saude-sns-em-portugal-por-eugenio-rosa-i/ + https://aviagemdosargonautas.net/2013/11/26/a-degradacao-dos-servicos-publicos-de-saude-sns-em-portugal-por-eugenio-rosa-ii/
    É evidente que ele passa por cima da mais séria acção política, até hoje verificada, de querer salvar o SNS (https://www.portoeditora.pt/produtos/ficha/salvar-o-sns/20277202), que reuniu um militante do PS a um do BE… e até descobriu uma nova vocação social da sua trupe, a de, ao contrário do BE, querer (de facto) salvar o SNS (https://www.publico.pt/2019/08/16/politica/noticia/presidente-promulga-lei-bases-saude-elogios-1883558» versus https://www.publico.pt/2017/11/04/sociedade/noticia/semedo-e-arnaut-querem-salvar-o-sns-e-acabar-com-parceiras-com-privados-1791330)

    1. Dá para ver que também sofre da superavitofobia, talvez a um nível que no lugar da Catarina iria gritar arrepiado: “Não Ponha, Não Ponha, Não Ponha”.
      No meio de tantos links (gabo-lhe o empenho) fiquei sem entender quem é que saiu do coma, mas, e já que estamos a falar de saúde, é melhor que em caso de persistência dos sintomas consulte o seu médico ou farmacêutico. A espera pode ser demorada mas isso deve-se ao défice dos serviços.

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