As eleições no Brasil.


Luís Menezes Leitão,

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É difícil uma revista conseguir retratar melhor o sentimento que hoje assola o Brasil. Aqui em São Paulo, onde me desloquei em viagem de trabalho, ninguém tem quaisquer saudades de Dilma Rousseff, que acusam de ter deixado a economia de rastos, embora considerem que Temer trouxe apenas melhorias insignificantes. Quanto a Lula, apesar da sua enorme popularidade, ninguém o dá como possível candidato, mesmo que seja libertado, em virtude da lei da ficha limpa que ele próprio fez aprovar. O seu substituto Fernando Haddad teve um mandato desastroso como prefeito em São Paulo, nem sequer tendo conseguido ser reeleito, pelo que não levará os votos dos apoiantes de Lula, a menos que este se envolva intensamente na campanha dele, para o que teria que ser libertado. Os mercados veriam com bons olhos a eleição de Alckmin, do PSDB mas este não descola nas sondagens e tem o maior índice de rejeição dos candidatos. Quanto a Bolsonaro, espera na sombra, nem sequer se dando ao trabalho de ir aos debates, esperando ser eleito da mesma forma que Collor o foi em 1989, como um tiro no escuro por parte daqueles que não queriam ver Lula na presidência, e que deu o resultado que se sabe. Mas, nesta eleição, aqueles que votarem não estarão iludidos, sendo o pavor e a rejeição que vão ditar as escolhas do eleitorado, que bem pode dar um grito nas urnas. “Les jeux son faits“.

6 comentários em “As eleições no Brasil.”

    1. Os evangélicos, à sua semelhança, defendem um golpe militar. Eu cá prefiro mesmo os lulistas pois foi com Lula que o Brasil cresceu mais. Goste-se ou não de Lula, há que admitir que Lula foi o melhor presidente que o Brasil já teve. Talvez seja por isso que uma certa elite portuguesa, que ainda mantém o espírito colonialista, o odeia tanto.

  1. “Aqui em São Paulo, onde me desloquei em viagem de trabalho, ninguém tem quaisquer saudades de Dilma Rousseff, que acusam de ter deixado a economia de rastos, embora considerem que Temer trouxe apenas melhorias insignificantes.”

    Acredito que na sua “echo chamber” isso seja verdade. Já fora dela o ódio a Temer é quase universal (popularidade de 3%) e muitos brasileiros se opuseram ao impeachment de Dilma (por algum motivo Lula está na frente das sondagens). Saia da sua “echo chamber” e tente conhecer a realidade. Fale com os brasileiros comuns, não apenas aqueles endinheirados.

  2. É incrível como as pessoas ousam falar sobre um país baseado numa rápida passagem e numa revista de jornalismo trash como a VEJA. É preciso mesmo não conhecer o pais para conseguir arrotar tanta asneira sem o mínimo constrangimento.

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