
Neste artigo Mota Amaral denuncia todas as fragilidades da política que tem vindo a ser seguida pelo Governo e a catástrofe que vai ser para o país o Orçamento para 2013. Segundo ele escreve, “o Governo tem vindo a ficar isolado, sem prejuízo do apoio parlamentar assegurado pelos partidos da coligação, perante a crítica generalizada da opinião pública e a crescente indignação dos cidadãos, que não vêm nem finalidade nem fim para os cortes de benefícios e as exacções fiscais a que, em ritmo vertiginoso, são sujeitos“. Na verdade, “a situação geral do País, em vez de melhorar, como o Governo promete e todos desejaríamos, tem vindo a degradar-se e basta ter os olhos abertos para comprovar o alastramento de uma verdadeira catástrofe. Ora, o enorme aumento de impostos determinado para 2013 vai reduzir contribuintes à insolvência, fazer falir muitas empresas, aumentar o desemprego“.
Perante estas desassombradas declarações, o PSD já reagiu, acusando Mota Amaral de não ter estado “ao nível do seu passado e das suas responsabilidades“. Eu, pelo contrário, limito-me a colocar uma pequena dúvida. Este Mota Amaral é o mesmo que na Assembleia da República votou a favor do Orçamento de Estado para 2013? Ou é outro?

Está a desmarcar-se para a Presidência da República…
Não há pachorra para esta gente que há mais de 20 anos bebe da cálice do Poder.
neste caso em concreto ponha-lhe mais 20 em cima, este artista já pisava os palcos no tempo da outra senhora … e sempre com aplausos da oligarquia partidária e do respeitável público votante …
Começo por comentar essa declaração de Pedro Pinto sobre o facto dos “portugueses serem sábios…”. Este cognome, o de sábios, dado aos portugueses é sempre usado por quem quer que sejam seguidas suas pégadas. É esta cientologia a que sempre me oponho. Por uma razão muito simples: a ciência incha, mas a Sabedoria constrói. A ciência governamental, através do inchaço de muitos dos seus membros, revela-nos que esse sintoma, o inchaço, é pronúncio da sua própria decomposição. Um governo sabedor é aquele que compreende que não se pode atar a boca ao boi que debulha, e tampouco ao boi que até podia debulhar.
Todas as fórmulas dos jogos elaborados nas folhas de cálculo, com o gozo muito semelhante ao dos meninos em frente às playstation, já revelaram aos jogadores a sua falta de perícia. Mas não só a falta de perícia se mantém como se introduzem novas variantes, ou variáveis, falsas para imprimir o dito crescimento.
Agora, uma das variáveis é o IRC. Isto é, introduzem no fim aquilo que só teria sentido no início do jogo. O abaixamento do IRC, neste momento, não resolve absolutamente nada. Quem introduz riqueza num país não é o investimento, mas O CONSUMO. Qualquer investidor no seu juízo prefeito sabe perfeitamente que o retorno do seu investimento é a propensão do consumidor; e esta não existe, porque retirada.
As suas falas sobre a esperança faz-me lembrar os sermões ao defunto quando a fé não abunda: não tenhas medo de partir porque tens pela frente uma vida que nós mesmos desconhecemos.
O que faltou a Mota Amaral foi acrescentar a incrível entrada em cena do Lobo Xavier a proteger os seus patrões ricos, de qualquer, direi, imponderável financeiro imposto,…. É muito difícil viver num campo minado destes sem acordar com vontade de matar alguém,… Não há vergonha, pudor, sequer carácter,…resta a ganância pura, simples, oportunista e ou, criminosa,…
Esse é o Mota Amaral que votou a favor do Orçamento de Estado para 1969, partindo do princípio que o OdE era votado no tempo em que ele foi para a AR.
Como ele entrou para lá em 69 (curioso número) só poderia ter votado o de 70.
Mas o que eu queria dizer é que nunca simpatizei com o sujeito pelo seguinte:
Uma vintena de deputados da chamada Ala Liberal foram para a AR em 1969, na chamada Primavera Marcelista.
A esmagadora maioria deles desiludiu-se – e com toda a razão – bateu com a porta, não alinhou nas eleições seguintes (1973). Com duas excepções: Mota Amaral e outro. Já nessa altura revelou o que dalia havia a esperar.