Então fiz as contas da empresa, decidi a que fornecedores pagar, aborreci a senhora de uma câmara municipal, telefonei para um secretário geral, fiz mais contas, vi o extracto (se fosse com o tal do acordo seria sem “C”) do banco, falei com a equipa, atendi mil telefonemas e ainda me perguntam o que faço o dia todo? Pois, tenho uma empresa e não escrevo uma linha há meses. Acho, por isso, imensa graça quando me dizem: ah, é escritora. Uma ova. Sou uma pessoa que luta contra estes tempos, que paga impostos, que nunca teve um esquema, que passa facturas ao Estado, paga o IVA e fica a arder. Sou a mãe de um adolescente arrogante, de um pré adolescente que parece que gostaria de viver nas barracas e mulher de um homem extraordinário que trabalha 20 horas por dia. Não desligamos nunca e não somos mais felizes por isso. Em resumo, foi isto que disse ao médico que me atendeu quando bati com a cabeça no passeio. Se ele percebeu, não sei. Mas disse-me que valeriana era bom para os nervos.
P.S: felizmente há a Ivone:)

Excelente, Patrícia. Mas, se puderes, escreve enquanto tomas a valeriana. Vais ver que te sentes melhor.
Tu achas mesmo?:) beijos
Comigo funciona. Mesmo sem valeriana.
As melhoras, Patrícia.
Por favor satisfaça a minha curiosidade: quem é a Ivone? 🙂
A Ivone sou eu, Francisco.
Bom, julgando pelo texto, pelo menos a cabeça parece continuar a funcionar bem. Ou tão bem quanto possível.
Um beijinho de melhoras.
Bom dia a todos (sem valeriana)! E a Ivone é um segredo meu, desculpem lá:) beijos
E o Seguro não cobre os prejuizos?
Atentamente
Advogado oficioso.
( devidamente identificado)
Era bom, não era? 🙂
Obrigado, fica o mistério desvendado.