Era apenas segunda-feira e disso se quis mentalizar às oito da manhã.
Pelas nove, a cabeça já estoirava.
Ao meio-dia, no trânsito, maldisse tudo e todos e depois entrou numa reunião estranha, com muitos papéis, telemóveis e ipads.
Não se sentiu bem.
Bebeu água. Saiu quase em passo de corrida para escapar ao sol.
Atravessou a praça, entrou numa outra reunião e a cabeça estalava e repetia: um dia pode ser que seja diferente.
Um dia, então.
