As causas do sucesso eleitoral de André Ventura


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Muito aprendo hoje, na leitura matinal dos sub-textos na imprensa e dos textos nas rede Facebook. Apreendo assim que “Pensar Bem” sobre política, ser “educado” (“ilustrado”), culto, democrata, reflexivo significa isto: se os compatriotas votam no brejnevista Cunhal, no berlingueriano Carvalhas, no honeckerista Sousa, se se agregam sindicalmente sob um deslumbrado ceausesquiano Judas ou um quase-titista Silva, são massas desalienadas em luta pelos seus direitos. Se tantos desses mesmos compatriotas de repente votam num Rolão Preto modo boçal? Passam a ser uns broncos. Básicos. Até deslavados.

 

Quando for grande quero ser assim Culto. Democrata. E “Ilustrado”. E desse modo Feliz comigo-mesmo, claro.

8 comentários em “As causas do sucesso eleitoral de André Ventura”

  1. Desde que ouvi a teoria da compota para diminuir o número de infectados, já nada me espanta.
    Isto não é uma questão de semântica, é burrice mesmo.
    As pessoas seguem o politicamente correcto, não interessa o certo ou o errado interessa é seguir a manada.
    Como é que se explica que o Marcelo tenha 60% de votos e a abstenção seja de 60%?
    Ou por outras palavras como é que o Ventura tem 11% dos votos com 500 mil eleitores?
    Muitos podem dizer que é só o número de votantes que conta. Ok, então se o universo dos votantes é o que conta para a estatística, o universo dos não votantes é o que conta para a abstenção, sendo assim a abstenção é de 100%.
    Ao misturar as coisas estamos a manipular os números. É muito mais fácil lançar a confusão ao dizer que o Ventura tem 11% de votos quando na realidade tem apenas 5,5%.
    O problema é que as pessoas hipotecaram a capacidade de pensar, é mais fácil obedecer do que questionar e não levanta problemas.
    Porque é que eu havia de querer gozar o Natal em família se a troca de um frasco de compota no quintal da vizinha fazia o mesmo efeito e não propagava o vírus?
    É caso para dizer, e o burro sou eu?

      1. Somos dois então. Só não quero é ficar como o Relvas, que esse, coitado, ainda hoje continua em busca do conhecimento permanente.

    1. Então não vamos ser como o outro, ora dois milhões mais três são….é só fazer as contas.
      Neste caso as contas são feitas: a % de abstenção é sobre o total dos inscritos nos cadernos eleitorais e a % atribuída a cada concorrente é em relação aos que efectivamente votaram. Ou seja 60% absteve-se de votar não aparecendo e dos que aparecerem votaram 60% no Marcelo, não será assim?

  2. Então e quantos do PC votaram no Marcelo? É que em 2016 também não votaram no Edgar. Agora a diferença entre Edgar e Ferreira é 2.500 votos.
    E em quem votaram os antigos eleitores da AD naquelas terras? O mais provável é terem votado Marcelo em 2016, dado que o PS se espalhou nos outros candidatos. Agora os do PS votaram em Ana Gomes e a diferença em Marcelo, por isso os do AD (CDS, PSD e os que não votavam) agora passaram para o Ventura e não com os votos do PC. O eleitores do PC, principalmente nestas terras pequenas, têm a máxima de nunca votarem no partido do patrão, e o Marcelo já não é visto assim.

  3. Ainda veremos o dr. Louçã e outros intelectuais defenderem o papel da Igreja no actos eleitorais. Havia muito senhor prior a ensinar o povo inculto e analfabeto a votar bem.

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