Acho que é a única canção infantil propositadamente concebida para um filme de Alfred Hitchcock – o menos “infantil” dos cineastas. E talvez a única canção infantil que passará por aqui. Mas merece.
Eterna, claro. Quanto a pimba ou “pirosa”, já ouvi chamar isso a quase tudo. Até os Beatles já levaram com o rótulo “piroso”. O tempo é que demonstra o que sobrevive a estes rótulos apressados de quem abdica de gostos próprios por temer os julgamentos do “cânone” de ocasião. Mas o “cânone” também muda – e de que maneira.
Pois merece, Pedro, quer se goste ou não. Com essa canção, em 1956, os seus autores, Livingston and Evans, ganharam o Óscar de melhor canção original. Já em 1954 a mesma “parceria” tinha ganho um Óscar com a canção – “Secret Love”( hit romântico dos anos 50) interpretada, também, por Doris Day no filme “Calamity Jane”. Achei muito interessante o Pedro trazer aqui a Doris Day – a “cantriz ” – um “ícone” da comédia americana, das décadas – 50 e 60 . Apesar de não apreciar o género dessas comédias (da época gosto – filmes de/com Chaplin, Jerry Lewis, Irmãos Marx …) acho que o conceito(?) “pré-pimba” não se aplica a Doris Day muito menos à canção. (Pedro, espero voltar a ouvir e ver aqui mais actores/ cantores, conforme o critério da série, claro. Se me permite, deixo uma dica – a dupla Dean Martin e Jerrew Lewis, a canção – THAT’S AMORE’ – http://www.youtube.com/watch?v=rtmsIq0-T54 – Marilyn Monroe, Frankie Vaughan, Marlene Dietrich, Yves Montand …)
A canção, como é evidente, nada tem de pimba. Gosto muito também de ‘Secret Love’ – e do filme de David Butler. A dupla Ray-Livingstone assinou outra canção do século: ‘Mona Lisa’, imortalizada por Nat King Cole. Obrigado pelas sugestões, Maria.
Não sei porquê, mas sempre gostei muito desta canção cantada pela Doris Day. Deve ter a ver com as memórias… Gosto imenso do timbre da voz da Doris Day, é muito especial. E do à vontade com que ela pega em qualquer tema, de forma muito sóbria, alegre e inteligente. Tenho uma vaga ideia que ao princípio esta canção terá sido mal-amada, não foi? E que terá sido o público a adoptá-la de imediato? Ou estou a fazer confusão?
Sempre a aprender, Pedro… eu estava convencida de que esta canção era mais antiga (e originária da América latina, não sei porquê). Não fazia ideia de que tinha sido feita para o filme e para a voz de Doris Day, mas sempre gostei dela.
A Doris Day teve uma “qualidade”: conseguiu ser “pimba” antes de o conceito ser inventado.
Não é por acaso que Pedro Almodóvar, que viu todos os filmes dela, lhe dedicou rasgados elogios.
Uma melodia da História.
Acho que é a única canção infantil propositadamente concebida para um filme de Alfred Hitchcock – o menos “infantil” dos cineastas. E talvez a única canção infantil que passará por aqui. Mas merece.
Eterna.
E se fossemos contabilizar os pré-pimbas, a lista daria no mínimo muito que falar…
Eterna, claro. Quanto a pimba ou “pirosa”, já ouvi chamar isso a quase tudo. Até os Beatles já levaram com o rótulo “piroso”. O tempo é que demonstra o que sobrevive a estes rótulos apressados de quem abdica de gostos próprios por temer os julgamentos do “cânone” de ocasião. Mas o “cânone” também muda – e de que maneira.
pimba?!!! infantil?!!!!
simplesmente fabulosa
Fabulosa. Infantil também. Uma canção infantil pode ser fabulosa. É o caso.
Irresistível
É verdade, Hot. Tantas vezes dou por mim a cantarolar isto…
Pois merece, Pedro, quer se goste ou não. Com essa canção, em 1956, os seus autores, Livingston and Evans, ganharam o Óscar de melhor canção original. Já em 1954 a mesma “parceria” tinha ganho um Óscar com a canção – “Secret Love”( hit romântico dos anos 50) interpretada, também, por Doris Day no filme “Calamity Jane”. 54 – Marilyn Monroe, Frankie Vaughan, Marlene Dietrich, Yves Montand …)
Achei muito interessante o Pedro trazer aqui a Doris Day – a “cantriz ” – um “ícone” da comédia americana, das décadas – 50 e 60 . Apesar de não apreciar o género dessas comédias (da época gosto – filmes de/com Chaplin, Jerry Lewis, Irmãos Marx …) acho que o conceito(?) “pré-pimba” não se aplica a Doris Day muito menos à canção.
(Pedro, espero voltar a ouvir e ver aqui mais actores/ cantores, conforme o critério da série, claro. Se me permite, deixo uma dica – a dupla Dean Martin e Jerrew Lewis, a canção – THAT’S AMORE’ – http://www.youtube.com/watch?v=rtmsIq0-T
A canção, como é evidente, nada tem de pimba. Gosto muito também de ‘Secret Love’ – e do filme de David Butler. A dupla Ray-Livingstone assinou outra canção do século: ‘Mona Lisa’, imortalizada por Nat King Cole.
Obrigado pelas sugestões, Maria.
outra boa escolha.
Aguarda as que se seguem, Daniel.
Pedro
Não sei porquê, mas sempre gostei muito desta canção cantada pela Doris Day. Deve ter a ver com as memórias…
Gosto imenso do timbre da voz da Doris Day, é muito especial. E do à vontade com que ela pega em qualquer tema, de forma muito sóbria, alegre e inteligente.
Tenho uma vaga ideia que ao princípio esta canção terá sido mal-amada, não foi? E que terá sido o público a adoptá-la de imediato? Ou estou a fazer confusão?
Talvez. Mas ficou para sempre.
Sempre a aprender, Pedro… eu estava convencida de que esta canção era mais antiga (e originária da América latina, não sei porquê). Não fazia ideia de que tinha sido feita para o filme e para a voz de Doris Day, mas sempre gostei dela.
De facto, foi mesmo composta para este filme do Hitchcock, ‘O Homem que Sabia Demais’ (1956).