6 comentários em “As canções do século (1722)”

  1. Ora já não via por aqui o nosso “Tiago” Brel há uns bons tempos, salvo erro desde que se debateram as duas versões de “Les bonbons” , a de 1964 quando ele os foi levar e a de 1967 quando ele os foi buscar de volta (suponho que já fora do prazo, se nesses tempos alguém se preocupasse com isso).

    Esta canção faz parte do álbum “Marieke” de 1961, daquilo a que eu chamo a 2ª fase da carreira dele, iniciada com o álbum “La valse à mille temps” (1959).

    Antes disso temos três álbuns em que – na minha opinião – ele ainda se preocupava bastante em escrever para outros intérpretes, o que é lógico pois tinha acabado de chegar a Paris e percebeu que precisava de grandes nomes a ajudarem-no, aconteceu com todos (e Juliette Greco muito fez por isso no “Le diable (Ça va)”).

    Depois de “Marieke” veio “Les bourgeois” (1962) que incluí óbviamente a fabulosa canção satírica que dá o nome ao álbum e que bem dava para substituír “burgueses” por muita coisa que nos cerca…
    Não vieram muitos mais , Brel morreu com 49 anos, não compunha “a peso”e o seu “último” álbum é de 1968 (na realidade são dois , se incluírmos a letra francesa para a peça “L´homme de la Mancha”, adaptação do musical americano).

    Depois só tivemos em 1977, pouco antes de morrer, o álbum “Les Marquises”, nome das ilhas da Polinésia francesa onde decidiu morrer.
    E digo decidiu porque dado o avançado estado do cancro de pulmão foi-lhe fortemente recomendado pelos médicos franceses para não voltar para lá devido ao clima local.

    PS – Excelente ideia a de pôr a versão inglesa de Terry Jacks aqui, estou certo que muita gente nunca tinha feito a ligação.

    1. Lembrei-me de juntar as duas versões num dia só, meu caro. Se puder hei-de fazer mais vezes isto. Devia tê-lo feito quando aqui trouxe ‘500 Miles’, juntando-lhe ‘J’ Entends Siffler le Train’, de Richard Anthony, por exemplo.
      Brel foi um dos primeiros a surgir nesta série, que já leva quase cinco anos de existência. Com todo o mérito: mesmo tendo morrido muito cedo, e tendo a última década de vida sido escassa em termos de criação musical para ele (como assinala no seu comentário, e bem), ele deixou-nos um fortíssimo legado. Em qualidade, intensidade, autenticidade.
      ‘Marieke’ é uma canção de que gosto muito. Talvez ainda apareça por cá.

      1. E é uma belíssima ideia fazê-lo sempre que possível.

        Grande parte, direi mesmo a maior parte, do êxito de Richard Anthony veio das versões francesas de canções de origem anglo-saxónica e, para mim, são quase todas mais interessantes e agradáveis de ouvir que os originais.

        Da canção “Marieke” há uma versão em flamengo, algo de relativamente raro dada a “aversão” dele a uma parte das suas origens, bem expressa (demasiado até) em “Les Flamingants”.

        http://www.youtube.com/watch?v=RNBqXYZz1Mk

        PS – Hoje não traduzo nada…
        “Les partisans du mouvement flamand sont traditionnellement appelés « flamingants » en Belgique francophone. Le terme revêt une connotation péjorative.”

  2. Ainda a propósito.

    Aqui vai link para a página da Wikipedia do Richard Anthony com listagem das suas canções e largo destaque das versões francesas e respectivos originais (há por lá 2 ou 3 italianas que ontem me esqueci de mencionar):

    http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Anthony_(singer)

    A fotografia do rapaz em 2006 e com 68 anos, a idade que eu tenho hoje, é que me faz alguma confusão, metabolismo ou não deixou-se ír …

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